Arquivo da categoria ‘Cultura e literatura’

Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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Da elevação de alma à deplorável existência carnal lançada na sarjeta, na mais enlameada degradação. Veneno e contraveneno coexistem numa única experiência. Viver é perigoso. Corrupção e integridade se fundem e se confundem potencialmente. Guerra e paz, amor e ódio. Dona Beija de Araxá, “ela ama, ela odeia, mas não sei se é feliz…” O ser humano, quem o há de entender? Elevado às raias do sublime, alça voos de águia. Invoca as Musas e Apolo e, ao mesmo tempo, estigmatiza-se ferido pela Flecha do Destino. Há três coisas na vida que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra gravada e a oportunidade perdida.

A culpa não é toda do sistema. Aliás, quem cria o sistema e o reforça são os homens, somos nós. Grande parte de nossa população vive sofrendo, literalmente “chorando e gemendo neste vale de lágrimas”, e muita coisa poderia ser feita em seu favor. Quando penso no custo de um parlamentar, por nossa conta, fico estarrecido. Nesse ambiente de gastos públicos, como sobrar dinheiro? No entanto, nos horários políticos “obrigatórios” os discursos são todos de austeridade, palavra que significa inteireza de caráter, severidade, rigor. Uma farsa institucionalizada. Por que tanta corrida ao loteamento de tantos ministérios e de tantos altos cargos públicos por parte de tantos partidos e de tantos parasitas do poder? O Brasil é dos políticos…

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Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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Beleza roubada, em corpo e alma. Nesse caso, o produto do roubo, arrebatado com sensibilidade e delicadeza, é arte. E, arte pela arte, não postula ressarcimento a não ser em forma de carinho e afeição, calor no coração e partilha da felicidade. Só assim, quando a gente quer fazer valer o amor, valem também canções de amor, contornam-se dores de cotovelo, realizam-se sonhos de felicidade e se ganha na aposta do namoro. E eu, “caçador de mim / por tanto amor, por tanta emoção… preso a canções”, me rendi também à caça.

Boa sorte, encantamento, magia… Talismã sem Par, sem igual. Como na canção de Jorge Vercillo. Dessa canção faço uma releitura, em prosa, no Dia dos Namorados. É que conhecer você não foi apenas bom. Foi tão bom que eu não sei como explicar. Como se eu pudesse ver estampado no seu olhar o que estava dentro de você. Algo contemplado que vinha para me completar. Paixão inicial: ou acaba ou se consolida em amor. Uma vela acesa que pode bruxulear mas que se não apaga. Quando, então, dá pra ver que eu preciso de você como luz para alumiar, água pra beber e como o ar pra respirar. Pois, quando vem do coração, a gente percebe na respiração. Porque, se um do outro se perder, tudo fica sem explicação, como um Talismã sem Par. Leia mais »

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Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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Cinco de junho, Dia do Meio Ambiente. Um grupo se reúne no Parque Municipal de Belo Horizonte. Cada pessoa, ali, passa a ver a natureza externa à luz de sua natureza interior. Para a pessoa comum, cada árvore é apenas diferente uma da outra. Se se trata do olhar arguto de biólogo, ou do botânico, as árvores representam gêneros e espécies e todas passam a ser identificadas e catalogadas. Dá-se-lhes, então, um nome técnico, em latim.

Passeando pelo parque como se fora seu hábitat, o homem do campo identifica, por nomes populares, um mundo vário e viçoso de árvores. Com sua inspiração e arte de versejar, o poeta faz sua leitura dando sabor artístico ao sentimento que o verde verdeja de elevado, de belo, de comovente. Versejando se põe a oxigenar sua alma de encanto, de graça, do ar puro da paz. O pintor arma seu cavalete e, de olho na natureza e pincel na mão, reproduz o cenário a partir do que lhe vai n’alma. Cenário de árvores que outrora exercera fascínio sobre mestre Guignard.

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