Arquivo da categoria ‘Cultura e literatura’

Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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Hoje em dia, falar em professor de Latim cheira a mofo. Por certo, zombariam de nós, escreveu Carlos Drummond de Andrade, se ficassem sabendo que passávamos dias na vila de Horácio, perto de Tívoli, ainda hoje encantadora, deslumbrante em suas fontes. Discreteávamos com o dono da casa sobre matérias importantes, como a ode à musa da tragédia, Melpômene, ou a sátira em que se diz que todos os homens são loucos. Escarneceriam de nós se soubessem que passeávamos no campo com Virgílio. E o assunto daquela época? Nada mais nada menos, nem mais nem menos que poesia.

No Dia do Professor, não cabe repreensão; cabe reflexão. Estamos todos envolvidos num processo educacional extremamente complexo. Numa sociedade tecnológica e competitiva e, por isso mesmo, cada vez mais isoladora dos excluídos das medalhas de ouro. Numa sociedade em que ora somos protagonistas, ora espectadores passivos ou vítimas do sistema, mas sempre espectadores, sempre com alguma expectativa.

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Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
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Empédocles de Agrigento, na Sicília, por volta do século V a.C., criou a teoria dos quatro elementos, raízes primitivas de todos os seres, água, ar, terra e fogo, explicação aceita por quase 2000 anos.

Panelas fervendo no fogo dão vida a uma cozinha. Sobretudo se for num fogão a lenha. Verdade é que muitas pessoas por esse mundo afora não cozinham porque não têm o que cozinhar. Por isso, tanta gente passa fome. Do estudo da Geografia, infelizmente, há de constar este item: “Geografia da Fome”, título de livro de Josué de Castro. E, a cada dia, mais gente ‘panha’ fome no mundo.

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Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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Primavera!…  Primavera em flor. Falar em primavera é falar em água. E vice-versa. Além disso: “O homem sábio se rejubila com a água”, disse Lao-tsé, na China, séculos antes de Cristo. “Água, tu és a vida!” dirá, tanto tempo mais tarde, Saint-Exupéry. Guimarães Rosa reforça: “Perto de muita água, tudo é feliz”. A natureza tem viço. O arvoredo também. Os bosques têm mais vida, “lindos campos têm mais flores”. Com efeito, quando se tem ideia do que seja uma terra seca, castigada pelo ardor do sol, estéril e árida, sem primavera, então se pode considerar a água uma bênção, para a terra e para os viventes. À mulher samaritana, junto ao Poço de Jacó, Jesus fala de uma água, e que ele dará, que se tornará uma fonte que jorra para a vida eterna.

Fontes, rios, oceanos, riachos. Murmúrio d’água, tão suave aos ouvidos, cantiga do coração; ondas marulhando, linguagens, sons, gorgolejar da chuva no telhado, sinfonia das águas. Maravilhosa sensação de paz. Cascatas e quedas d’água de encher os olhos, de saciar a alma de emoção, de deliciar os ouvidos. Mar bravio, ou um mar azul; um lago dos cisnes, um lendário São Francisco de carrancas a afastarem os maus espíritos. No inverno a natureza quase não tem sons. A não ser das folhas farfalhantes e do vento ciciante.

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