Arquivo da categoria ‘Cultura e literatura’

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Desejamos a todos que nos acompanharam ao longo deste ano e de toda nossa jornada um Natal repleto de harmonia, paz e luz, e que 2012 traga o espírito da renovação, para seguirmos trilhando nossos caminhos com dedicação e sucesso!
 
 
Carlos Drummond de Andrade
***

Entre o gasto dezembro e o florido janeiro,
Entre a desmistificação e a expectativa,
Tornamos a acreditar, a ser bons meninos,
E como bons meninos reclamamos
A graça dos presentes coloridos.
Nossa idade – velho ou moço – pouco importa.
Importa é nos sentirmos vivos
E alvoroçados mais uma vez, e revestidos de beleza,
A exata beleza que vem dos gestos espontâneos
E do profundo instinto de subsistir
Enquanto as coisas em redor se derretem e somem
Como nuvens errantes no universo estável.
Prosseguimos. Reinauguramos. Abrimos os olhos gulosos
A um sol diferente que nos acorda para os
Descobrimentos.
Esta é a magia do tempo.
Esta é a colheita particular
Que se exprime no cálido abraço e no beijo comungante,
No acreditar da vida e na doação de vivê-la
Em perpétua procura e perpétua criação.
E já não somos apenas finitos e sós.
Somos uma fraternidade, um território, um país
Que começa outra vez no canto do galo de 1º de janeiro

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Antônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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Nem documento nem garantia de sucesso. Davi venceu o gigante Golias.

Com interjeições se exprimem, monossilabicamente, sentimentos de dor, ai! ui! E outros sentimentos, xi! ih! oh! uai! Abreviaturas, siglas ou pequenas palavras, como paz, amor, estão no centro de nossas preocupações, propósitos e desejos, ou são respostas para grandes indagações.

No fundo, “viver e não ter a vergonha de ser feliz, cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz” é acreditar na força do desejo ou da fé, esta, uma senha de apenas dois dígitos. Mas que move e remove montanhas.

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Antônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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Para Drummond, no meio do caminho tinha uma pedra; tinha uma pedra no meio do caminho. No início da frase tinha um travessão. Por que não? Tinha um travessão no meio da frase. No fim da frase também tinha um travessão. Ufa! Até parece quebra-molas, mas esse sinal gráfico é tipicamente democrático, pois, entre outros avisos, marca o início e o fim das falas, significando diálogo e delimitando o espaço de cada interlocutor. Coisa que nem sempre ocorre na comunicação oral, quando muita gente atropela o interlocutor, não deixa ninguém falar, inclusive nas entrevistas, pois às vezes o entrevistador fala mais que o entrevistado.

O travessão é um aviso de que se trata de interlocutores e não de locutor. Nesse caso, sim, é que é previsto o monólogo, que também tem seu lugar, e lugar de destaque ou de âncora, numa exposição, num telejornal.

No teatro, é famoso o monólogo de Hamlet, em Shakespeare. E o poema Monólogo das Mãos? Que tal?

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