Arquivo da categoria ‘MEC’

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Gabriel Mario Rodrigues
Presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES)
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“A Educação sozinha não faz grandes mudanças, mas nenhuma grande mudança se faz sem educação”. Bernardo Toro (1)

Fim do ano passado tive um amigo hospitalizado no Albert Einstein durante as festas natalinas devido a uma cirurgia complicada. Falando comigo depois do susto dizia eufórico que nos hospitais época de Natal e Ano Novo são dias comuns; todo mundo trabalhando, médicos, enfermeiros, atendentes, segurança, limpeza e mais de milhares de funcionários, todos atuando em seus setores, enquanto a população comemora o as festas de fim de ano. O mesmo acontece na cidade onde há gente festejando e outros em suas tarefas habituais. Lembrei-me desde fato pelo que foi trazido pela mídia sobre o feriado da independência, informando que “o governo está flexibilizando tudo, menos a escola”, obrigada a permanecer fechada. Dedução equivocada dela: “a praia foi valorizada e a escola não”. Esquecendo que na mesma data deveriam estar trabalhando pelo Brasil afora muito mais gente que os amantes da praia.

Por essas constatações, o desafio que temos pela frente, além de outros, é de fazer o aprendizado ser tão prazeroso como o lazer, a praia e o futebol. Trabalho e lazer são complementares e, bem distribuídos, fazem bem à qualidade de vida.

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Celso Niskier
Diretor presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES)
Reitor do Centro Universitário UniCarioca
Estadão, publicado em 2 de setembro de 2020
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A educação privada no Brasil não é só para os filhos dos mais abastados, como argumentou o ministro da Economia, Paulo Guedes. Ao justificar que a criação da Contribuição Social sobre Operações com Bens e Serviços (CBS) não vai impactar as famílias de menor renda, ele ignora que mais de 81% dos alunos da rede privada, da educação básica ao ensino superior, pertencem às famílias com renda familiar per capita mensal de até três salários-mínimos.

A elevação da carga tributária da educação dos atuais 3,65% de PIS/COFINS para uma alíquota única de 12%, como quer o Governo Federal, vai provocar um aumento de 6% a 10,5% nas mensalidades de escolas e faculdades. Impacto imediato no orçamento de cerca de 10 milhões de estudantes das classes C, D e E, que não podem suportar mais impostos.

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Tales de Sá Cavalcante
Reitor do Centro Universitário Farias Brito (FB UNI)

Membro do Colegiado da ABMES
Valor Econômico, publicado em 31 de agosto de 2020
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Era uma vez, uma tríplice equipe ministerial com elevada capacidade gestora em Educação. Além de inovar no universo educacional brasileiro, observou o que o mundo exterior tinha de bom na área e teve a coragem de implantar políticas equivalentes, inclusive procedimentos avaliativos que afloraram índices tão baixos quanto tradicionais em nosso país. Em compensação, poderíamos, doravante, acompanhar indicadores ao longo do tempo e compará-los com os de outros países.

Paulo Renato Souza, Maria Inês Fini e Maria Helena G. Castro compunham a referida tríade. Em 1988, na era Fernando Henrique, foi oficializada uma de suas iniciativas. Surgiu o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). A exemplo do Baccalauréat (Bac), na França, idealizado por Napoleão Bonaparte I, do SAT (Scholastic Assessment Test) e do ACT (American College Testing), nos EUA, o objetivo era avaliar o estudante, ao final de sua escolaridade básica, em cinco competências: domínio das linguagens, compreensão de fenômenos, enfrentamento de situações-problema, construção de argumentação sólida e elaboração de propostas coerentes.

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