Arquivo da categoria ‘Carreira e mercado de trabalho’

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Valmor Bolan
Doutor em Sociologia e Presidente da Conap/Mec (Comissão Nacional de Acompanhamento e Controle Social do Prouni)
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Uma pesquisa recente feita pelo Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube), que recruta e selecionam estagiários, demonstrou que estudantes do curso de Comunicação Social tem tido mais dificuldade em acertar questões de língua portuguesa e fazer uma redação em testes de trabalho, do que os alunos, por exemplo, de Engenharia. No estudo, os estudantes de exatas estão acertando mais testes de português e escrevendo melhor do que os de Comunicação Social. Segundo a Coordenadora de Recrutamento e Seleção do Nube, Natália Caroline Varga, os dados obtidos pela pesquisa revelam “um pouco como está o mercado: temos muitos candidatos, mas poucos qualificados para algumas áreas”. E destacou que “muitos escolhem a profissão sem ter noção do que acontece no dia-a-dia. Alguns escolhem Jornalismo achando que vão apenas aparecer na TV e não fazer vários tipos de matérias diferentes, como acontece”.

O fato é que esta deficiência acaba prejudicando muitos jovens que desejam ingressar no mercado de trabalho, pois carece de uma ferramenta fundamental: o da comunicação. Não se comunica bem, se não se sabe se expressar bem, inclusive no texto escrito. E mais ainda: se não se consegue ler bem um texto e souber interpretá-lo. O corre-corre do dia-a-dia, a linguagem rápida e abreviada que se usa pela Internet, pode causar um efeito corrosivo na capacidade de redigir bem um texto e saber ler uma mensagem de modo adequado, pois a falta de leitura é considerada um dos fatores que empobrecem a capacidade dos jovens em fazer uma boa redação. É interessante observar que está havendo, por causa disso, uma procura por cursos de português. Mas não basta somente um breve curso. A solução é criar mesmo o hábito da leitura. Não apenas de informações jornalísticas, mas principalmente de livros, e de boa literatura.

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Roberto Leal Lobo e Silva Filho
Ex-reitor da USP e presidente do Instituto Lobo para Desenvolvimento da Educação, Ciência e Cultura
Estadão, publicado em 19 de fevereiro de 2012
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Médicos e advogados escapam da especialização precoce imposta aos engenheiros, que impede a formação de profissionais capazes de inovar

A Engenharia é um fator determinante para o desenvolvimento econômico das nações. Cada vez mais a criação e a produção de bens de grande valor agregado fazem a diferença na balança comercial do mundo globalizado. A capacidade de inovação depende de vários fatores, entre eles a existência, quantidade e qualidade de profissionais de Engenharia. Com a rápida evolução da tecnologia e a consequente obsolescência das existentes, a formação do engenheiro deve privilegiar os conteúdos essenciais, ensinando-o a se adaptar rapidamente aos novos conhecimentos e técnicas.

Por essa razão, a pulverização de especialidades estanques não é uma política profissional desejável. Além da necessidade de revisão dos currículos e das formas de integrar os conhecimentos científicos, tecnológicos, econômicos e mercadológicos, é preciso estabelecer uma nova política para o corpo docente das faculdades de Engenharia, associando a formação acadêmica avançada à experiência prática dos melhores profissionais do mercado, criando condições para uma coexistência altamente produtiva.

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Elio Gaspari
Folha, publicado em 11 de abril de 2012
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ONTEM A DOUTORA Dilma esteve em duas das melhores universidades do mundo, Harvard e o Massachusetts Institute of Technology. Uma nasceu em 1686, de uma doação de um pastor/taverneiro. A outra veio da iniciativa de um grupo de homens de negócios de Boston. No início do século passado o MIT ganhou vigor com o patrocínio de George Eastman, uma espécie de Steve Jobs de seu tempo. Se um criou o iPhone, o outro popularizou as máquinas fotográficas Kodak. As duas instituições devem muito aos projetos de pesquisa financiados pelo governo, mas nada devem à burocracia pedagógica de Washington. Pelo contrário, Harvard e o MIT influenciam as políticas educacionais do país. Graças à filantropia do andar de cima e à qualidade da gestão de seus patrimônios, as duas têm um ervanário de US$ 42 bilhões.

O Brasil pode ser beneficiado por um movimento renovador do ensino superior. A doutora Dilma quer dobrar as conexões internacionais da melhor escola de engenharia do país, o Instituto Tecnológico da Aeronáutica. Do ITA saiu a Embraer, cujo faturamento atual equivale a 102 anos do orçamento da escola. Em São Paulo, com o apoio de empresários, o Insper anunciou que em 2015 abrirá uma faculdade de engenharia voltada para a produção. É bom, mas ainda falta.

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