Arquivo da categoria ‘Carreira e mercado de trabalho’

Hélio Schwartsman
Folha de S.Paulo, publicado em 28 de fevereiro de 2013
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Primeiro foram os médicos, agora, os advogados. O Ministério da Educação parece disposto a controlar na unha o fenômeno da concentração de profissionais liberais nas regiões mais ricas do país. Algumas semanas atrás, o MEC anunciou que novos cursos de medicina só poderão ser abertos em áreas carentes de profissionais de saúde. Na quinta passada, disse que considera tomar a mesma providência em relação a faculdades de direito.

Parece-me uma tremenda de uma bobagem, uma tentativa canhestra de dizer que o governo está fazendo alguma coisa e, de quebra, quem sabe até ganhar alguns pontos com as duas corporações, preocupadas que estão com o excesso de mão de obra e a hiperconcorrência nas cidades mais abastadas. É evidente, entretanto, que o alcance da medida é, na mais generosa das hipóteses, limitado. E ainda bem, poderíamos acrescentar, já que o principal entrave ao sucesso da diligência está o fato de o Brasil ser um país livre.

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Gisela Wajskop*
Socióloga, mestre e doutora em Educação, Socia-fundadora e Diretora Geral Acadêmica do Instituto Singularidades
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Em recente notícia publicada na página da BBC Brasil, nosso país ficou em penúltimo lugar em um ranking global de educação que comparou 40 países levando em conta notas de testes e qualidade de professores, dentre outros fatores. Em primeiro lugar está a Finlândia, seguida da Coreia do Sul e de Hong Kong. Ao lado do Brasil, mais seis nações foram incluídas na lista dos piores sistemas de educação do mundo: Turquia, Argentina, Colômbia, Tailândia, México e Indonésia, país do sudeste asiático que figura na última posição. Os resultados foram compilados a partir de notas de testes efetuados por estudantes desses países entre 2006 e 2010. Além disso, critérios como a quantidade de alunos que ingressam na universidade também foram empregados. Esse fato, porém, não é novo: nas últimas avaliações internacionais do PIZA, o Brasil tem figurado entre as piores colocações nos rankings em língua materna e matemática dos seus estudantes.

Sabe-se, no entanto, que as nações que figuram no topo da lista valorizam seus professores e colocam em prática uma cultura de boa educação. E mais, são países com alta performance econômica! Surpreendem, porém, nossos resultados quando isso acontece em um período de franco aquecimento econômico e um cenário de pleno emprego que conferem ao país o 6º lugar no ranking da economia mundial. E mais, com o início da gestão da presidenta Dilma Roussef, que em seu primeiro pronunciamento à nação afirmou que chegou a hora dos brasileiros fazerem da educação “a grande ferramenta de construção de seus sonhos”. A positividade da afirmação, porém, carece de um debate mais profundo e amplo sobre o futuro da carreira docente em nosso país!

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Prof. Roney Signorini
Assessor e Consultor Educacional
roney.signorini@superig.com.br
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Em outro momento, aqui mesmo nesta mídia, redigi/dirigi artigo sobre o Exame de Ordem com o título “Bomba na OAB”, obedecendo aos bons manuais de Jornalismo que recomendam um bom título, “explosivo”, para começar a ser lido. Segui a regra sempre apoiado no meu excelente mestre Edgard de Oliveira Barros, muitos anos à frente do falecido Diário Popular.

Um de seus títulos é dinamite pura quando durante uma Copa do Mundo criou o inesquecível “Pelé, jogai por nós”. Autor em incontáveis sucessos de títulos de matérias, confessou-me que queria ter sido o jornalista que criou o “Violada em Pleno Auditório”, quando o autor da música vaiada, Sérgio Ricardo,  concorrente a um Festival da TV Record, referia-se ao arremesso do violão na plateia sem estuprar ninguém. Graças a Deus.

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