Arquivo da categoria ‘Carreira e mercado de trabalho’

Gisela Wajskop*
Socióloga, mestre e doutora em Educação, Socia-fundadora e Diretora Geral Acadêmica do Instituto Singularidades
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Em recente notícia publicada na página da BBC Brasil, nosso país ficou em penúltimo lugar em um ranking global de educação que comparou 40 países levando em conta notas de testes e qualidade de professores, dentre outros fatores. Em primeiro lugar está a Finlândia, seguida da Coreia do Sul e de Hong Kong. Ao lado do Brasil, mais seis nações foram incluídas na lista dos piores sistemas de educação do mundo: Turquia, Argentina, Colômbia, Tailândia, México e Indonésia, país do sudeste asiático que figura na última posição. Os resultados foram compilados a partir de notas de testes efetuados por estudantes desses países entre 2006 e 2010. Além disso, critérios como a quantidade de alunos que ingressam na universidade também foram empregados. Esse fato, porém, não é novo: nas últimas avaliações internacionais do PIZA, o Brasil tem figurado entre as piores colocações nos rankings em língua materna e matemática dos seus estudantes.

Sabe-se, no entanto, que as nações que figuram no topo da lista valorizam seus professores e colocam em prática uma cultura de boa educação. E mais, são países com alta performance econômica! Surpreendem, porém, nossos resultados quando isso acontece em um período de franco aquecimento econômico e um cenário de pleno emprego que conferem ao país o 6º lugar no ranking da economia mundial. E mais, com o início da gestão da presidenta Dilma Roussef, que em seu primeiro pronunciamento à nação afirmou que chegou a hora dos brasileiros fazerem da educação “a grande ferramenta de construção de seus sonhos”. A positividade da afirmação, porém, carece de um debate mais profundo e amplo sobre o futuro da carreira docente em nosso país!

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Prof. Roney Signorini
Assessor e Consultor Educacional
roney.signorini@superig.com.br
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Em outro momento, aqui mesmo nesta mídia, redigi/dirigi artigo sobre o Exame de Ordem com o título “Bomba na OAB”, obedecendo aos bons manuais de Jornalismo que recomendam um bom título, “explosivo”, para começar a ser lido. Segui a regra sempre apoiado no meu excelente mestre Edgard de Oliveira Barros, muitos anos à frente do falecido Diário Popular.

Um de seus títulos é dinamite pura quando durante uma Copa do Mundo criou o inesquecível “Pelé, jogai por nós”. Autor em incontáveis sucessos de títulos de matérias, confessou-me que queria ter sido o jornalista que criou o “Violada em Pleno Auditório”, quando o autor da música vaiada, Sérgio Ricardo,  concorrente a um Festival da TV Record, referia-se ao arremesso do violão na plateia sem estuprar ninguém. Graças a Deus.

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Yoshiaki Nakano*
Valor Econômico, publicado em 15 de janeiro de 2013
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Aos poucos está se desfazendo o mito do “mercado eficiente” no pensamento econômico dominante e formador de opinião pública no Brasil. Por “mercado eficiente” entende-se um mecanismo que se não sofrer interferências do governo é capaz de coordenar de forma ótima a alocação de recursos e a produção e capaz de promover transações sempre em equilíbrio. Para que isso aconteça é necessário implícita ou explicitamente supor que os agentes econômicos sejam racionais, no sentido de, entre outros requisitos, possuírem o conhecimento e capacidade de prever corretamente o funcionamento do sistema como um todo, em toda a sua complexidade.

Na verdade, os pressupostos teóricos por trás do conceito de “mercado eficiente” são os mesmos do modelo soviético de planificação central. Nesse último modelo supunha-se que o planificador central (o governo) tinha todas as informações, processava-as de forma ótima e, principalmente, tinha conhecimento de todas as complexidades e o funcionamento do sistema no seu conjunto. O governo é “onisciente” ou tem um modelo teórico que é verdadeiro, portanto capaz de antecipadamente prever todas as ocorrências.

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