Arquivo da categoria ‘Carreira e mercado de trabalho’

Caio Lauer
Catho Online
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O casamento entre estagiários e empresas tem como objetivo principal manter os colaboradores preparados para o desempenho de suas funções e alinhados à cultura organizacional. O período de estágio de um profissional é o momento de muito aprendizado, desafios e desenvolvimento. Para a empresa, o interessante é atrair e cultivar colaboradores sem vícios corporativos e com muita vontade de crescer na carreira. Mas como buscar esta efetivação da melhor maneira?

Todo o jovem que inicia seu relacionamento com o mercado de trabalho precisa entender que não adianta investir apenas nas funções técnicas e no uso das novas tecnologias. O ponto em que este profissional iniciante deve focar para pleitear sua efetivação é no âmbito comportamental. “As habilidades e competências comportamentais não são tratadas na escola, como saber trabalhar em equipe, poder de negociação e inteligência emocional. O jovem deve compreender que, ao entrar em uma organização, um ambiente completamente diferente para ele, precisará se desenvolver nestas questões”, argumenta Ruy Leal, superintendente geral do Instituto Via de Acesso, organização socioeducional. Segundo Ruy, o estágio, em tese, é a primeira atividade profissional do indivíduo, que não possui bagagem anterior – seu principal artifício é sua reputação. “É por meio desta impressão que passa que será formada sua credibilidade perante o gestor”, afirma.

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Valmor Bolan
Doutor em Sociologia e Presidente da Conap/Mec (Comissão Nacional de Acompanhamento e Controle Social do Prouni)
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Uma pesquisa recente feita pelo Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube), que recruta e selecionam estagiários, demonstrou que estudantes do curso de Comunicação Social tem tido mais dificuldade em acertar questões de língua portuguesa e fazer uma redação em testes de trabalho, do que os alunos, por exemplo, de Engenharia. No estudo, os estudantes de exatas estão acertando mais testes de português e escrevendo melhor do que os de Comunicação Social. Segundo a Coordenadora de Recrutamento e Seleção do Nube, Natália Caroline Varga, os dados obtidos pela pesquisa revelam “um pouco como está o mercado: temos muitos candidatos, mas poucos qualificados para algumas áreas”. E destacou que “muitos escolhem a profissão sem ter noção do que acontece no dia-a-dia. Alguns escolhem Jornalismo achando que vão apenas aparecer na TV e não fazer vários tipos de matérias diferentes, como acontece”.

O fato é que esta deficiência acaba prejudicando muitos jovens que desejam ingressar no mercado de trabalho, pois carece de uma ferramenta fundamental: o da comunicação. Não se comunica bem, se não se sabe se expressar bem, inclusive no texto escrito. E mais ainda: se não se consegue ler bem um texto e souber interpretá-lo. O corre-corre do dia-a-dia, a linguagem rápida e abreviada que se usa pela Internet, pode causar um efeito corrosivo na capacidade de redigir bem um texto e saber ler uma mensagem de modo adequado, pois a falta de leitura é considerada um dos fatores que empobrecem a capacidade dos jovens em fazer uma boa redação. É interessante observar que está havendo, por causa disso, uma procura por cursos de português. Mas não basta somente um breve curso. A solução é criar mesmo o hábito da leitura. Não apenas de informações jornalísticas, mas principalmente de livros, e de boa literatura.

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Roberto Leal Lobo e Silva Filho
Ex-reitor da USP e presidente do Instituto Lobo para Desenvolvimento da Educação, Ciência e Cultura
Estadão, publicado em 19 de fevereiro de 2012
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Médicos e advogados escapam da especialização precoce imposta aos engenheiros, que impede a formação de profissionais capazes de inovar

A Engenharia é um fator determinante para o desenvolvimento econômico das nações. Cada vez mais a criação e a produção de bens de grande valor agregado fazem a diferença na balança comercial do mundo globalizado. A capacidade de inovação depende de vários fatores, entre eles a existência, quantidade e qualidade de profissionais de Engenharia. Com a rápida evolução da tecnologia e a consequente obsolescência das existentes, a formação do engenheiro deve privilegiar os conteúdos essenciais, ensinando-o a se adaptar rapidamente aos novos conhecimentos e técnicas.

Por essa razão, a pulverização de especialidades estanques não é uma política profissional desejável. Além da necessidade de revisão dos currículos e das formas de integrar os conhecimentos científicos, tecnológicos, econômicos e mercadológicos, é preciso estabelecer uma nova política para o corpo docente das faculdades de Engenharia, associando a formação acadêmica avançada à experiência prática dos melhores profissionais do mercado, criando condições para uma coexistência altamente produtiva.

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