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Arquivo da categoria ‘Novas tecnologias’

Gustavo Ioschpe
Veja, publicado em 19 de maio de 2013
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Há uns meses visitei escolas públicas na região de Itaperuna, no interior fluminense. Uma delas era um brinco, com uma direção que conseguiu engajar pais e professores para gerar uma melhoria significativa: seu Ideb passou de 3,3 para 7,7 em quatro anos. Na outra escola o que se via era um quadro de abandono (os banheiros dos alunos não tinham tampa nas privadas, nem papel higiênico ou toalha de papel). Seu Ideb foi de 3,5 em 2011, e estava estaciona-do nesse patamar havia anos.

Fui conversar com o diretor dessa escola com problemas. Ao inquiri-lo sobre a razão das deficiências de sua escola, o homem engatou um discurso ensaiado que vem se tornando cada vez mais comum nas discussões educacionais do Brasil: “O problema é que os alunos são de uma geração digital e os professores ainda são analógicos”. O uso intenso da tecnologia, por parte dos alunos, teria criado um problema insuperável de comunicação entre eles e seus professores, e parecia ser impossível que um professor munido apenas de “cuspe e giz” pudesse atrair o interesse desse aluno quase cibernético. No meio educacional a “patologia” já foi inclusive identificada e tem até termo médico: SPA – síndrome do pensamento acelerado (e eu que pensava que pensar rápido era uma virtude…). A ideia é furada. É mais uma tentativa de culpar os alunos pelo insucesso da escola, prática dominante nas discussões educacionais brasileiras.

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Gabriel Mario Rodrigues
Presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) e
Secretário Executivo do Fórum das Entidades representativas do Ensino Superior Particular
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O novo paradigma educacional deve estar centrado na nova economia, cada vez mais baseada em informações e no conhecimento. Ele requer, para as sociedades desenvolvidas ou emergentes, um processo contínuo de aprendizagem, remodelado permanentemente durante toda a vida, caso as pessoas queiram permanecer atualizadas  e  serem bem-sucedidas.

Um dos exemplos clássicos de miopia em marketing mostrado pelos especialistas é a falta de percepção que tiveram as Companhias de Estradas de Ferro americanas no início do século passado quanto ao objetivo de seu negócio: não conseguiram perceber que sua atividade principal era o transporte de mercadorias e de pessoas e não a construção de trilhos, armazéns e vagões. Seria bom que tivéssemos em mente que a nossa atividade não está restrita apenas ao ensino superior, mas em todas as áreas de prestação de serviços educacionais. Estamos lembrando da previsão de Peter Drucker quando escreveu em um de seus últimos livros que na segunda década deste século os prédios das universidades americanas estariam vazios por subutilização. Se isto não aconteceu até agora não quer dizer que não aconteça, mas que a arquitetura dos prédios escolares de todos os níveis não vai ser igual à de hoje, tenho certeza. Principalmente no que diz respeito às salas de aulas. Só teremos algumas e o restante serão amplos auditórios. Bibliotecas não serão como os depósitos de livros atuais, mas sim grandes centros tecnológicos de informação. Áreas de lazer, nem pensar.

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Júlio César de Castro Ferreira
Especialista em comunicação digital
www.produtoranebadon.com.br
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 Vamos imaginar a cena: Alunos de idade entre 8 e 10 anos, sentados em carteiras enfileiradas para o início de uma aula sobre o sistema solar. Em posição de destaque, o professor começa a sua dissertação e utilizando apenas o quadro negro, ilustra e explica para as crianças sobre os planetas.

Esta cena poderia ser facilmente contextualizada nas décadas finais do século XX, entretanto, por incrível que pareça, ainda é muito comum no ensino aplicado atualmente, e crianças acostumadas com avançadas mídias e tecnologia de ponta, são submetidas a este tipo de método arcaico e pouco estimulante, que ainda é aplicado nas escolas convencionais.
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