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Arquivo da categoria ‘Novas tecnologias’

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Carlos Alberto Di Franco*
Estadão, publicado em 1º de outubro de 2012
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Gay Talese, um dos fundadores do New Journalism (Novo Jornalismo) – uma maneira de descrever a realidade com o cuidado, o talento e a beleza literária de quem escreve um romance -, é um crítico do jornalismo sem alma e sem graça. Seu desapontamento com a qualidade de certa mídia pode parecer radical e ultrapassada. Mas não é. Na verdade, Talese é um enamorado do jornalismo de qualidade. E a boa informação, independentemente da plataforma de veiculação, reclama competência, rigor e paixão.

Segundo Talese, a crise do jornalismo está intimamente relacionada com o declínio da reportagem clássica. “Acho que o jornalismo, e não o Times, está sendo ameaçado pela internet”, pondera. “E o principal motivo é que a internet faz o trabalho de um jornalista parecer fácil. Quando você liga o laptop na sua cozinha, ou em qualquer lugar, tem a sensação de que está conectado com o mundo. Em Pequim, Barcelona ou Nova York… Todos estão olhando para uma tela de alguns centímetros. Pensam que são jornalistas, mas estão ali sentados, e não na rua. O mundo deles está dentro de uma sala, a cabeça está numa pequena tela, e esse é o seu universo. Quando querem saber algo, perguntam ao Google. Estão comprometidos apenas com as perguntas que fazem. Não se chocam acidentalmente com nada que estimule a pensar ou a imaginar. Às vezes, em nossa profissão, você não precisa fazer perguntas. Basta ir às ruas e olhar as pessoas. É aí que você descobre a vida como ela realmente é vivida.”

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Patrícia Gomes
Porvir, publicado em 26 de setembro de 2012
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Maria aprendeu com a avó a fazer crochê e hoje, décadas depois, tem a barraquinha mais movimentada da feirinha de artesanato. João até fez faculdade de administração, mas foi com seu primeiro patrão, o seu Arnaldo da quitanda, que aprendeu a liderar uma equipe. Walt Disney, Bill Gates, Henry Ford, José Saramago também trilharam caminhos, digamos, mais autônomos. Em todos esses casos, os processos educativos mais relevantes por que esses profissionais passaram, que acabaram sendo definidores de seu posicionamento do mercado, não ocorreu nos bancos de uma sala de aula tradicional. Momentos como esse correspondem, segundo o especialista em inovações educacionais John Moravec, a 5 em cada 6 processos educativos por que passamos na vida. É a chamada educação invisível.

“A educação invisível reconhece que as formas de aprendizagem formal, não formal, informal e incidental são interligadas. A maior parte do nosso aprendizado é não formal”, diz Moravec que, com seu colega Cristóbal Cobo, descreveu o conceito no livro Aprendizagem Invisível – Para uma Nova Ecologia da Educação [livre tradução de Aprendizaje Invisible – Hacia una Nueva Ecología de la Educación], disponível em espanhol para download gratuito.

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Domingo Hernández Peña
Escritor, professor, consultor, Honoris Causa pela Anhembi Morumbi
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É verdade: no mundo globalizado, e com as novas tecnologias, é mais fácil levar o conhecimento aos estudantes que os estudantes ao conhecimento. Acontece com o ensino a mesma coisa que acontece com qualquer produto ou serviço, menos com a política.  Os mercados já não são “territoriais”, nem previamente definidos. Agora são confusos e difusos, porém quase infinitos. Daí o marketing complexo suplantando a simples e velha publicidade. A demanda criada pode ser maior que a natural.

O que quero dizer é que para estudar em Boston já não é preciso residir em Boston. Pode-se estudar em Boston assistindo às aulas desde um cibercafé de El Cairo, de Lima, de Recife ou de Araraquara. O mundo encolheu e as possibilidades cresceram. Os que não perceberam que tudo mudou têm os dias contados.

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