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Gustavo Ioschpe

Gustavo Ioschpe

Gustavo Ioschpe

VEJA – 02/08/2010
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Desde a estabilização macroeconômica, a educação passou a ser o maior entrave ao desenvolvimento brasileiro. Mas, ao contrário da hiperinflação, o cerne do problema educacional brasileiro não é conceitualmente complicado. Ainda não conseguimos alfabetizar plenamente nossas crianças, por exemplo. Algo que já foi feito por outros países há mais de 100 anos. A não ser que você seja do time que acredita que a fonte de nossos problemas é a “falta de dom” de nossas crianças, fica claro que nossa dificuldade não é técnica, mas política.

Não é aquela visão ingênua de que não há vontade política”. ou, pior ainda. a leitura conspiratória de que “as elites” não querem educar o povo. Ocorre que cada candidato ou governante, ao tratar do tema educacional, se defronta com a seguinte opção: se ele comprar a briga e quiser mexer a fundo nas práticas educacionais que nos levam ao atraso. vai suscitar uma violenta oposição dos trabalhadores da educação e seus sindicatos, com greves. protestos e ovadas. Ainda que a ousadia talvez lhe renda alguns editoriais elogiosos em jornais, a massa do eleitorado (que nem lê jamais) não o apoiará. Porque essa população está, segundo apontam todas as pesquisas, satisfeita com a qualidade da educação de seu filho, e culpa o próprio filho pelo insucesso que é do sistema. Abraçar a causa educacional é um suicídio político: não rende votos e causa uma oposição ferrenha. Faz sentido, nesse cenário, que a maioria dos governantes prefira se ocupar de questões menos espinhosas e de resultados mais imediatos.

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Roney Signorini

Prof. Roney Signorini

Consultor  Educacional
roneysignorini@ig.com.br
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Nunca fui partidário político senão pela forma de governo: republicano e democrático.



Avizinhando-se outro momento de eleições, os candidatos começam a dar tiros pra todo lado e os eleitores ficam reféns de afirmações e promessas de campanhas que extravasam o bom senso, ou melhor, vão ao risível, ao ridículo, como o perpetrado pela candidata Dilma ao prometer em entrevista de rádio numa emissora de Londrina, no Paraná, que criará, com o ProMédio, bolsas de estudo em escolas privadas para alunos de baixa renda, abrindo vagas no ensino particular a alunos carentes. A promessa decorre do ranking divulgado pelos resultados do Enem, que apontou o enorme desastre do ensino público.

A candidata não está interessada em alocar verbas para melhorar o fundamental e o médio em escolas públicas, mesmo com os demonstrativos de que tais escolas estão em desespero socioeducacional. Não, ela quer resolver por vias políticas que os carentes, mais uma e outra vez, se beneficiem do cardápio de benesses de outra “bolsa” no curtume governamental.

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Profa. Dra. Leda R. Castilho
COPPE/UFRJ
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TEXTO SUBMETIDO A “O GLOBO”:

Ilmo. Sr. Editor d’O Globo:

Foi com surpresa e indignação que li a reportagem (com chamada de 1ª página) de domingo, 11/7/10, intitulada “Ensino superior, mas nem tanto”. A matéria toma exemplos isolados para destacar apenas aspectos negativos da Universidade Federal do Rio de Janeiro, ignorando o excelente desempenho apresentado pelos seus egressos em concursos e em provas nacionais como o ENADE, desempenho este confirmado pela preferência do mercado de trabalho por profissionais formados na UFRJ.

Mostrando números oriundos de uma única fonte, a matéria ignora dados públicos disponíveis no site da PR3-UFRJ que demonstram que, em 2009, foram iniciadas e/ou licitadas inúmeras obras (salas de aula, restaurantes universitários, bibliotecas, etc.), financiadas pelo programa do governo federal REUNI, de expansão das universidades federais. A matéria ignora, ainda, que a adesão ao referido programa foi voluntária e amplamente discutida nos colegiados de cada uma das faculdades envolvidas. Nenhuma decisão de aumento de vagas foi tomada de forma irresponsável. A contratação, somente em 2010, de 500 novos professores, e o aumento em cerca de 10 vezes (de 3,6 para 34,6 milhões de reais), entre 2003 e 2008, das verbas de investimento repassadas pelo governo federal à UFRJ, são uma prova disso.

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