Arquivo da categoria ‘Política’

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Ronaldo Mota
Diretor Científico da Digital Pages e membro da Academia Brasileira de Educação
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Vivemos atualmente no Brasil o risco efetivo de uma fuga em massa de cérebros, o que significaria cristalizar de vez nossa dificuldade extrema de competirmos, em termos de produtos e serviços, em escala global. Sem ciência, sem inovação e sem capacidade tecnológica instalada, estaríamos decretando nosso destino de sermos um país, na melhor das hipóteses, exportador de materiais primas e de alimentos sem valor agregado. Assim, em um mundo impregnado pelos avanços das tecnologias digitais e suas consequências na vida cotidiana, ocuparíamos, enquanto nação, o espaço de meros passivos e acríticos consumidores.  

Este êxodo em curso acelerado é fruto da queda nos investimentos em pesquisa, tanto pura como aplicada, e em inovação, seja ela tecnológica ou não. Na verdade, os dados apontam que as verbas destinadas às agências de fomento à pesquisa e à inovação têm caído nos últimos anos, mas,neste ano, a situação se agravou mais ainda. Em 2019, configura-se um contingenciamento de 30% no Ministério da Educação (MEC) e de 42% na pasta de Ciência e Tecnologia (MCTIC).

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Sólon Hormidas Caldas
Diretor Executivo da ABMES – Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior
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Recentemente, o pré-candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, senador Bernie Sanders, propôs o perdão da dívida com financiamento estudantil no país. O montante, que lá chega a US$ 1,5 trilhão, seria coberto com a criação de um imposto sobre ganhos com ações, títulos e derivativos. Além de representar um fardo para os jovens, a proposta conta com o apoio de economistas estadunidenses, para quem a dívida prejudica o consumo e a economia do país.

Enquanto na maior economia do planeta há quem pense, e proponha, uma alternativa com viés social e econômico, por aqui a dívida com o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) parece ter se tornado o inimigo público número um. No Brasil da crise e do desemprego, é possível obter descontos significativos e até mesmo a anistia de algumas dívidas, desde que quem a tenha contraído não seja um estudante de baixa renda lançando mão da única alternativa que dispõe para acessar a educação superior. Leia mais »

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Janguiê Diniz
Vice-presidente da ABMES
Mestre e Doutor em Direito

Fundador e Presidente do Conselho de Administração do Grupo Ser Educacional
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Orçamento, custo, prazo de conclusão. Essas são informações que nós vemos nas placas de todas as obras públicas no Brasil. O resultado, porém, não se encontra.  A Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon) realizou levantamento e constatou que, de 2009 para cá, existem 2.555 grandes obras paradas no país.  O que mais preocupa é que o setor mais afetado por essa paralisia é o da educação, com 21,3% do total e mais de 540 iniciativas não concluídas.

É preciso ressaltar que o estudo da Atricon levou em consideração apenas as obras orçadas em mais de R$ 1,5 milhão, o que leva a crer que o número seria ainda maior quando juntadas as construções menores, como pequenas creches. A maior parte dos problemas na educação diz respeito ao  Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos para a Rede Escolar Pública de Educação Infantil (Proinfância), que desde 2007 apoia os municípios na construção de creches e pré-escolas. Já foram destinados mais de R$ 6 bilhões para esse programa, como o objetivo de construir oito mil creches, mas apenas metade está em funcionamento. O Ministério da Educação diz que pretende reestruturar o Proinfância para concluir as quatro mil creches restantes até 2022.

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