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Janguiê Diniz
Vice-presidente da ABMES
Controlador do grupo Ser Educacional e presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo
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O ser humano, em muitas situações, tende a procurar um “culpado” por erros, desencontros ou falhas. É preciso responsabilizar alguém ou algo. Um funcionário que agiu errado, um contratempo, etc. E nisso perdem-se horas de debate ou mesmo de sono. Esse é um comportamento nocivo e contraproducente. Em vez de gastar tanta energia se preocupando com o problema, o mais benéfico a se fazer é focar na solução.

Antes de tudo, cumpre lembrar que todos temos problemas, dificuldades, obstáculos que temos que enfrentar durante toda a vida. São fatos de nossa existência, muitas vezes inevitáveis. Não podem, no entanto, tornar-se muralhas que impeçam nosso progresso. E a forma de transpô-los é criando soluções. Apenas lamentar ou apontar dedos de nada adiantará. Um velho dito oriental apregoa o seguinte: “Se um problema tem solução, você não precisa se preocupar. Se o problema não tem solução, toda preocupação será em vão”. Mesmo o fato de não haver solução para algo já é a própria solução em si, posto que evidencia que você deve tomar outro caminho. Ao mesmo tempo, não devemos nos preocupar com um problema solucionável, mas sim com a resolução. Ser pragmático pode ser uma boa conduta.

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Foto: Daniel DereveckiDaniel Medeiros
Doutor em Educação Histórica e professor no Curso Positivo
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Mais de cem dias depois, a pandemia vai produzindo uma cauda longa de desarranjos que se fará sentir por muitos anos e esses efeitos vão atingir, principalmente, os mais jovens. É fato que o vírus também mata jovens mas, como sabemos, as vítimas preferenciais são os mais velhos que já carregam em si alguns arautos do mundo-além, que os médicos chamam, sem nenhum respeito aos eufemismos, de comorbidades.

Jovens são, também, a grande maioria dos médicos e enfermeiros que estão na linha de frente, os rostos marcados pelo cansaço e pelas tiras das máscaras, dobrando turno, ficando longe das famílias, expondo-se ao risco da contaminação, salvando senhores e senhoras, avôs e avós, homens e mulheres que já vão pelo terceiro cavalo, já meio mancos e com o pelo mortiço. Esses jovens são nossos heróis contemporâneos. Às vezes, vejo-os de capas voando para ir para o trabalho e lanço acenos emocionados.

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Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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Intercurso intelectual, ou de saberes, é linha tênue que separa o mestre do aprendiz, criança, jovem ou mesmo adulto. À semelhança do Padre Anchieta, que era, ao mesmo tempo, mestre/discípulo, discípulo/mestre. Mestre, enquanto difundia sua cultura trazida da Europa; discípulo, pois muito tinha que aprender dos e com os nativos. Principalmente com os curumins, palavra de origem tupi, designativa, de modo geral, de crianças indígenas. Uma vez catequizadas, essas crianças é que repassavam o catecismo aos seus pais, de maneira informal, em tupi. Afinal, “uma cultura não existe porque vale, mas vale porque existe”.

Atualmente, crianças e jovens convivem numa boa com a tecnologia, que por vezes assusta os mais idosos, inclusive professores. Se um jovem quer saber qual é a capital da Itália, num átimo consulta o Google. Esse não deixa de ser um compartilhamento de saberes e de tecnologia. Nós, adultos, nos tornamos crianças grandes. Aí se entra no campo da interação, da presença pedagógica, que tanta falta faz em tempos de coronavírus. Colo, calor humano, aconchego, um bom-dia presencial, um olá, ajudam a compor o cenário humano…

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