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Celso Niskier
Diretor presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES)
Reitor do Centro Universitário UniCarioca
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Começa na próxima quinta-feira (6), em Belo Horizonte/MG, o XII Congresso Brasileiro da Educação Superior Particular (CBESP), maior evento do setor realizado no país. Cerca de 450 lideranças educacionais e governamentais estarão reunidas até o dia 8 na capital mineira com o objetivo de discutir questões relacionadas ao universo educacional e, assim, contribuir para a melhoria da educação brasileira como um todo.

O CBESP é realizado anualmente pela Linha Direta e promovido pelo Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular, constituído pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), Associação Brasileira das Mantenedoras das Faculdades (Abrafi), Associação Nacional dos Centros Universitários (Anaceu), Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior (Semesp), Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen), Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep) e Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior do Estado do Rio de Janeiro (Semerj).

Nesta edição o Congresso encerrará o ciclo de debates que tiveram a inovação como eixo norteador. Com o tema “Educação superior: inovação e diversidade na construção de um Brasil plural”, serão abordados aspectos que vão desde a variedade étnica e cultural nas instituições de educação superior até caminhos para um contexto mais inclusivo, passando por questões como a gamificação da graduação e o design thinking.

Nas duas edições anteriores o CBESP havia discutido a relação entre inovação e sustentabilidade (2017) e inovação e inclusão (2018). Agora, ao trazer a diversidade para o contexto inovador, o Congresso fecha o tripé que deve alavancar o desenvolvimento da educação brasileira nos próximos anos, em especial a educação superior.

Isso porque vivemos em uma sociedade de certezas cada vez mais efêmeras, embora algumas convicções se mantenham permanentes. Por exemplo, ainda não surgiu alternativa à educação para a construção de uma sociedade mais justa e desenvolvida socioeconomicamente. Contudo, embora seja de relevância inquestionável, essa mesma educação está inserida em um contexto disruptivo para o qual é preciso estar preparada.

Além disso, somos um país diverso na sua essência. Aqui, nativos e imigrantes, homens e mulheres, brancos e negros convivem em harmonia nos mais diversos espaços sociais, inclusive nas universidades. Na esfera econômica, a diversidade já se mostrou fundamental para a produtividade e o progresso. Não faltam exemplos de países que têm na diversidade da população sua fonte de riqueza e de impulsionamento do crescimento.

Sabendo que há muito o conceito de inovação superou o entendimento de que sua concretização se dá apenas no universo tecnológico, hoje ela consiste em elemento estratégico para a sustentabilidade e o desenvolvimento de todo e qualquer setor econômico. Na esfera social, a inovação precisa ser a base de qualquer iniciativa que ambicione incidir na construção de uma nação mais igualitária.

Por tudo isso é que não haveria tripé mais adequado para ser discutido nos últimos anos pelo maior evento nacional da educação superior. Calçadas de informações sobre como promover a interação entre educação, inovação, diversidade, sustentabilidade e inclusão, as mantenedoras de todo o país estarão mais preparadas para atuar; os órgãos governamentais responsáveis pelas políticas públicas da área não só apresentarão suas linhas de atuação como serão provocados a pensarem a partir de novos paradigmas; e a sociedade como um todo ganha um ecossistema educacional mais preparado para atuar dentro das necessidades e especificidades do Século XXI.

Partindo da premissa de que também é importante instrumentalizar as mantenedoras de educação superior para atuarem segundo o marco regulatório vigente e os desafios de mercado, pela terceira edição consecutiva o CBESP contará com o atendimento in loco da equipe da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres/MEC), por meio da iniciativa Seres em Ação – que foi especialmente desenvolvida para atuar no Congresso em 2017 –, e com a realização de três workshops (referenciais de qualidade na EAD; metodologias ativas; e marketing digital).

Muitas são as expectativas para o que acontecerá nos próximos dias em Belo Horizonte. Com um time de congressistas de primeira grandeza e público composto por gestores educacionais que atuam na esfera decisória, o campo está preparado para três dias de debates qualificados e capazes de resultar em uma educação superior mais inovadora e diversa, com desdobramentos a curto, médio e longo prazos.

Por fim, vale registrar que tudo isso será construído a partir da perspectiva de que todos pertencemos ao “Partido Único da Educação”, ou seja, para atingir o patamar educacional almejado, o país precisa superar o discurso polarizado e passional vigente nos dias atuais e se unir em torno dos objetivos comuns.

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