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Caroline Rothmuller
Diretora da área de Educação da Elsevier Brasil
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As gerações superconectadas e multitarefas estão hoje nas salas de aula das universidades de todo o mundo. Essas pessoas, conhecidas como Millennials, são curiosas, adoram inovação e enxergam tecnologia como algo natural em todas as áreas de suas vidas. São alunos que não querem passar horas lendo. Muitas vezes possuem tempo escasso. Preferem consultar informações rapidamente e, então, se aprofundar no que mais lhes interessa.

E como lidar com tantas mudanças?

Esta é uma questão que norteia todo o segmento de educação. De instituições a editoras. De bibliotecários a livreiros. Todos tentam se habituar ao novo perfil de consumir conteúdo.

Quer um exemplo? De acordo com pesquisa realizada pela MindMinders em conjunto com a Editora Padrão, 23% dos Millennials entrevistados disseram ser uma prática aceitável a utilização de smartphones em sala de aula. São pessoas que também não se preocupam em memorizar as informações, pois para conseguir relembrar, basta acessar.

O desafio do aprendizado tradicional passa por entender que os jovens que ingressam todos os anos nas universidades não precisam mais ter tudo na mente. O acesso está nas pontas de seus dedos. Os livros devem ser fonte de consulta.

As produtoras de conteúdo universitário estão procurando alternativas. E elas passam por materiais interativos, vídeos, pílulas de informação, resumos e infográficos de acesso fácil de qualquer lugar, a qualquer hora.

Por conta da minha rotina, tive a oportunidade de conhecer uma turma de engenharia cujos professores trabalham muito com vídeos e indicam materiais para leitura em casa. Durante a aula, apenas tiram dúvidas. Dessa maneira o aprendizado ficou mais dinâmico e palatável para os futuros profissionais.

Além do desafio de prender a atenção de tão inquieta geração, outro ponto importante é a curadoria de conteúdo. Com tantas opções de informação internet afora, como garantir que o que está sendo aprendido a um toque dos dedos é correto e seguro? Voltando ao exemplo dos estudantes de engenharia: é possível encontrar vídeos sobre como construir um prédio no You Tube. Mas em caso de erro nas informações, o edifício pode cair e causar centenas de mortes, correto?

Imagina para um estudante de medicina? Ter conteúdos baseados em evidência é fundamental e aí a problemática muda um pouco de figura: o estudante dessa área sabe disso mas ainda assim esbarra com o excesso de informações em múltiplos lugares, falta de tempo para tanto aprofundamento, mudanças diárias da área etc. Para esse aluno, a fonte de conteúdo é fundamental. Porém, o formato pelo qual vem aprendendo é que está se modificando.

Por isso é fundamental que todos os envolvidos no processo de aprendizado estejam cientes da necessidade da segurança da informação. Bibliotecas digitais, conteúdos interativos, acesso às mais recentes pesquisas em todos os setores, realizadas e compiladas por fontes confiáveis e com respaldo científico, são ferramentas importantes para assegurar a melhor educação para as novas gerações.

São desafios que se tornam mais complexos e sobre os quais nos debruçamos diariamente. Mas com eles temos a oportunidade de evoluir em diversos aspectos do aprendizado e também da revolução que nossa sociedade passa. Afinal, tudo começa com a educação.

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3 Respostas para “Como atender as demandas dos Millennials na área da educação?”

  • Caroline Rothmuller says:

    Caro Paul,
    muito obrigada pelo seu comentário, muito construtivo.
    Sim, estamos de olho nessa geração e mantendo o máximo de contato possível com eles para podermos entregar melhores soluções com conteúdo de qualidade em formato que atenda a eles.

     
  • PAUL VADAS says:

    Parabens pela abordagem, Caroline. Essa geração denominada “Millennials” surpreendeu a todos neste último final de semana quando, durante a “Marcha para Nossas Vidas” em Washington D.C., jovens de 14 a 17 anos de idade comprovaram que fazem parte de uma geração super conectada, pro-ativa, com imensa conciencia cívica, discernimento, muito bem articulada, bem informada e, em menos de 40 dias após a matança em Parkland, capaz de mobilizar pessoas do mundo inteiro para manifestação focada, e pacífica. Mais ainda, com uma visão voltada não só para eles próprios mas, também, para as futuras gerações, provou que não precisam de nós “educadores”para se inspirar. Nós é que precisamos deles para nos inspirar.

    Considerando o ambiente de corrupção, violencia, pobreza, etc., em que vive o Brasil, só espero que a geração Millennial brasileira demonstre a mesma garra e engajamento nas soluções dos problemas brasileiros.

    Pelo menos aqui nos Estados Unidos, essa jovem geração já comprovou que o futuro do país está em boas mãos.

    Aos educadores brasileiros cabe se inspirar nessa geração e garantir a ela, como vc bem coloca, que as informações sejam fidedignas e distribuidas na linguagem, nos formatos e nos meios que mais se adequam à forma em que esses jovens aprendem.

     
  • PAUL VADAS says:

    Parabens pela abordagem, Caroline. Essa geração denominada “Millennials” surpreendeu a todos neste último final de semana quando, durante a “Marcha para Nossas Vidas” em Washington D.C., jovens de 14 a 17 anos de idade comprovaram que fazem parte de uma geração super conectada, pro-ativa, com imensa conciencia cívica, discernimento, muito bem articulada, bem informada e, em menos de 40 dias após a matança em Parkland, capaz de mobilizar pessoas do mundo inteiro para manifestação focada, e pacífica. Mais ainda, com uma visão voltada não só para eles próprios mas, também, para as futuras gerações, provou que não precisam de nós “educadores”para se inspirar. Nós é que precisamos deles para nos inspirar.

    Considerando o ambiente de corrupção, violencia, pobreza, etc., em que vive o Brasil, só espero que a geração Millennial brasileira demonstre a mesma garra e engajamento nas soluções dos problemas brasileiros.

    Pelo menos aqui nos Estados Unidos, essa jovem geração já comprovou que o futuro do país está em boas mãos.

    Aos educadores brasileiros cabe se inspirar nessa geração e garantir a ela, como vc bem coloca, que as informações sejam fidedignas e distribuidas na linguagem, nos formatos e nos meios que mais se adequam à forma em que esses jovens aprendem.

     

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