Gabriel Mario Rodrigues 1Gabriel Mario Rodrigues
Presidente da ABMES e Secretário Executivo do Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular
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O ministro da Educação Renato Janine Ribeiro afirma que “o Brasil vive um momento de grande crença no potencial do ensino”. Ele declarou (veja aqui) que são enormes os desafios do setor para viabilizar suas metas e ressalta um ponto positivo: que a sociedade quer se mobilizar e oferecer a sua contribuição. O VIII Congresso Brasileiro da Educação Superior Particular (CBESP) vai ao encontro desses objetivos.

Dois mil e quinze vai ser lembrado no calendário educacional brasileiro como um ano diferenciado, porque todos os fatores para um desempenho difícil do setor estão acontecendo ao mesmo tempo: início atribulado das matrículas das instituições de ensino superior (IES) advindos da reformulação das regras do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies); período presidencial tumultuado; dificuldades econômicas do país; cenário preocupante da economia mundial; descontentamento da população em relação à condução das empresas estatais; péssima qualidade dos serviços públicos e desencanto com o nosso mundo político.

Nesse contexto, a realização do VIII Congresso Brasileiro da Educação Superior Particular (CBESP) – Brasil: realidade e tendências para Educação Superior será uma oportunidade significativa para debater e apresentar diferentes alternativas visando enfrentar os desafios que afetam mais diretamente o setor privado. O evento é promovido pelo Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular (www.forumensinosuperior.org.br) e acontecerá nos dias 14 e 15 de maio, no Rio de Janeiro/RJ.

Importante observar que a programação do Congresso foi capaz de antever, com sabedoria, um temário que aborda questões da realidade atual, impossíveis de serem imaginadas, há um ano, no qual se destaca a nova política fiscal que, ao gerar um buraco negro na educação, contém em si a percepção de que em 2015 a educação vai parar e/ou retroceder. Como exemplo, pode-se afirmar que milhares de estudantes estão sendo obrigados a interromper seus estudos e até mesmo a abandonar seus projetos pessoais e profissionais.

A palestra magna de abertura – “O Brasil de hoje e do futuro: o que a nação espera” –, de responsabilidade do jornalista Carlos Alberto Sardenberg, suscitará intensa reflexão crítica sobre os problemas brasileiros. Vamos certamente assistir à apresentação de um “retrato sem retoques” da nossa realidade.

O primeiro painel – “Reflexões sobre o Ensino Superior: tendências e expectativas” – tem como primeiro tema “As instituições de Ensino Superior e o desenvolvimento de startups: a experiência internacional”. Conduzido por Paul Gollash, fundador e CEO da Voxy, trará um bom exemplo da experiência internacional de propostas inovadoras na área. Em seguida, Laércio Cosentino, fundador e CEO da Totvs, apresentará outra questão desafiadora: “Ensino-aprendizagem e novas tecnologias na Educação Superior: tendências a curto e médio prazos” e apontará projetos de sucesso para o processo. Encerra o painel Gilberto Garcia, presidente do CNE, com a palestra “O Conselho Nacional de Educação (CNE) diante dos desafios do Ensino Superior”. Ele terá a chance de analisar a importância do órgão na definição de diretrizes para a educação superior.

O segundo painel “Instituições, alunos e professores: necessidade de um olhar diferenciado” – abordará um ponto nevrálgico da educação nacional: quem somos, para quem e como fazemos o nosso trabalho educacional. A palestra “Entender o aluno: fator fundamental para a aprendizagem produtiva”, a ser proferida por Mauro Noé, consultor em gestão educacional, tratará de tema importantíssimo na educação, muitas vezes negligenciado: o de dar atenção e saber ouvir e entender os alunos. A problemática do papel do professor na educação 3.0 será de responsabilidade de Josiane Tonelotto, pró-reitora acadêmica Universidade Anhembi Morumbi, com a palestra “O professor diante dos novos desafios educacionais”.

E neste contexto em que as organizações precisam se reinventar, Cesar Souza, expert em Gestão e Liderança, apresentará a conferência “O importante papel das lideranças para o êxito das Instituições de Ensino Superior”.

Em momento de acirrada concorrência, é questão vital a percepção pelas IES de sua vantagem competitiva diferenciada, objeto do terceiro painel “Instituições de Ensino Superior: sustentabilidade e resultados”. Débora Guerra, CEO do Grupo Singular Educacional, trará o tema “Desafios para Sustentabilidade das Pequenas e Médias Instituições de Ensino Superior: apresentando um case de sucesso”. Por sua vez, Rogério Melzi, CEO da Estácio, abordará a “Adaptabilidade ao ingressar no Ensino Superior, evasão e empregabilidade: desafios a serem superados na preparação dos alunos para a vida profissional.”

A tarde de sexta-feira se afigura de capital importância em razão dos focos do quarto painel “Financiamento estudantil: mudanças ocorridas e seus impactos nas Instituições de Ensino Superior”. “Fies: Viabilidade e dificuldades – apresentação de recentes estudos realizados” ficará ao encargo de Samuel Pessoa, pesquisador sênior do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV); Bruno Giardini, analista sênior do Santander, discutirá a “Oferta e demanda de Ensino Superior: tendências e perspectivas” e Carlos Furlan, diretor executivo da Ideal Invest, tratará do Financiamento estudantil privado: tendências e novas alternativas”. Para concluir, Rodrigo Capelato, diretor executivo do Semesp, apresenta “O Sistema de Seleção Unificado (SISU), o Fies e o financiamento estudantil: propostas, consequências e caminhos para IES e alunos”. A palestra vai abordar o assunto do momento, não só pelo volume de alunos fora das escolas, mas também pelos desdobramentos econômicos e sociais para aqueles que tiveram de engavetar o futuro jogando a chave fora.

“Criatividade para solução de problemas” é o tema da conferência de Murilo Gun, professor especializado em criatividade e em humor criativo.

O ato final será a divulgação da “Carta do Rio de Janeiro”, que relatará as conclusões do evento. Embora os desafios sejam enormes, este documento sempre traz uma mensagem de esperança.

O setor aceita os desafios e não vai esmorecer, pois acredita na educação como condição sine qua non para o progresso e desenvolvimento da nação. Assim, continuará com sua prestação de serviços educacionais, oferecendo oportunidades para o desenvolvimento permanente da juventude brasileira.

Não percam o VIII CBESP. As inscrições podem ser feitas no site www.cbesp.com.br e o evento será transmitido ao vivo pela internet, no canal www.abmes.tv.br.

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