Celso Niskier
Diretor presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES)
Reitor do Centro Universitário UniCarioca
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A capacidade de adaptação a novas situações, ainda que adversas, é uma característica marcante entre os brasileiros, sobretudo, para as novas gerações. Ter esse atributo em seu DNA significa dizer que é comum a nós não ficar tentando resistir às mudanças, pelo contrário, saber abraçá-las, ter uma postura otimista e ser resiliente.

E foi isso o que identificamos nos estudantes que cursam ensino superior particular no Brasil, diante da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Levantamento da empresa de pesquisas educacionais Educa Insights, divulgado em pareceria com a Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), mostra que 94% dos alunos que cursam ensino superior presencial em instituições particulares pretendem dar continuidade aos estudos, independentemente dos impactos do novo vírus no país.

O estudo mostrou ainda que, embora estejam bastante preocupados com a situação, nossos estudantes não querem interromper seus sonhos e objetivos de vida. Ou seja, pretendem fazer do limão uma limonada.

Em sintonia com os estudantes, o setor particular de educação superior, antes mesmo da orientação do Ministério da Educação (MEC) para interrupção das aulas presenciais, iniciou um movimento para minimizar os impactos da crise de saúde pública na vida acadêmica dos alunos.

A iniciativa do segmento recebeu apoio do MEC e permitiu a continuidade das atividades letivas por meio de aulas remotas síncronas. As atividades, ocorrem no horário convencional da aula presencial, e pelos mesmos professores que já acompanhavam as turmas.

Em outra frente, as instituições de educação superior de todo o país têm se mobilizado para dar aos estudantes apoio e condições necessários para o acompanhamento das aulas virtuais.  Diversas medidas vêm sendo adotadas, como por exemplo, o empréstimo de computadores para os alunos que necessitam. Outras IES estão negociando pacotes de dados junto às operadoras de telefonia, para permitir que os estudantes acessem o conteúdo diretamente em seus aparelhos de celulares ou computadores pessoais.

As instituições também estão mantendo negociações individualizadas e oferecendo programas emergenciais para atender os alunos que apresentam dificuldades para o pagamento das mensalidades, de acordo com suas reais necessidades.

Estamos diante de um cenário incerto e delicado para a educação brasileira, porém, juntos, podemos buscar soluções criativas para superarmos cada etapa deste grande desafio. Neste momento, o principal já temos, que é a postura otimista e determinada de nossos alunos de seguirem firmes em seus propósitos de vida. Também sabemos que não serão medidos esforços por parte das instituições particulares de educação superior brasileiras para acolher e superar as eventuais dificuldades enfrentadas por seu maior patrimônio, o aluno.

Está no nosso DNA. Juntos vamos superar esse momento difícil!

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Uma resposta para “Coronavírus e a capacidade de adaptação dos estudantes brasileiros”

  • Maria Carmen Tavares Christóvão says:

    Gostaria de destacar alguns pontos que me chamaram a atenção:
    – Instituições de Ensino que não se encontravam preparadas para oferta de EaD ficaram extremamente vulneráveis;
    – O processo de comunicação da IES com os estudantes também foi um ponto nevrálgico;
    – O desentendimento do ponto de vista legal por parte de gestores, professores e alunos.

     

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