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Débora GuerraDébora Guerra*
Diretora Geral do Grupo Ális Educacional
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São muitos os desafios para a sustentabilidade das pequenas e médias Instituições de Ensino Superior (IES) no Brasil. A falta de sinergia e o abismo entre o acadêmico e o administrativo em uma IES pode ser uma das principais causas. Fala-se muito das questões externas, como a Regulação do Ministério da Educação (MEC), e das ações dos grandes grupos educacionais, mas acredito totalmente que, se as pequenas e médias instituições buscassem soluções para os seus conflitos internos, conseguiriam se fortalecer e superar os problemas que enfrentam no dia a dia.

Pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) em 2014, que teve como um dos objetivos entender a visão e a realidade destas instituições, demonstra claramente esta situação. A falta de conhecimento de como utilizar com eficiência e qualidade os 20% de disciplinas online, permitidos pelo MEC, é um grande exemplo. Assim como a ausência de setores específicos que deveriam tratar da captação e retenção de alunos como diferencial na competitividade.

Fica evidente, que nestes dois exemplos, que há um preconceito (leia-se “pré conceito”) por parte da comunidade acadêmica, atrelado a falta de conhecimento e dificuldade de argumentação dos gestores das IES. Estes gestores, principalmente os mantenedores das pequenas e médias IES, precisam entender que se não houver nas suas instituições baixo custo da sala de aula e alta performance nos indicadores externos acadêmicos será muito difícil sobreviver em momento tão competitivo.

Novos conceitos surgem. Blended Learning (aprendizagem híbrida), Flipping Classroom (sala de aula invertida), Adaptive Learnig (aprendizagem adaptativa), Metodologias Ativas de Aprendizagem. Conceitos acadêmicos que, se utilizados corretamente, entregam exatamente o resultado que queremos: baixo custo e resultados acadêmicos com alta performance.

Outros conceitos que são tão bem utilizados em outros setores devem também ser implantados nas nossas instituições urgentemente, como a Meritocracia. Em muitas IES, nos setores de captação e retenção de alunos, isso é bastante disseminado, mas deve ser implantado ainda na área acadêmica.

A verdade é que se não houver mudanças e quebra de paradigmas nas pequenas e médias instituições, sua sustentabilidade estará em risco. Melhoria no nível de gestão, agilidade nas tomadas de decisões, inovações na relação entre ensino e aprendizagem, meritocracia, dentre outros pontos, são fundamentais e precisam ser incorporados imediatamente. Estrutura de gestão eficiente e profissionalizada com custos compatíveis com a qualidade superior que estas IES podem e devem oferecer.

* Débora Guerra é palestrante do VIII Congresso Brasileiro da Educação Superior Particular. O evento acontece nos dias 14 e 15 de maio de 2015 no Rio de Janeiro/RJ. Saiba mais em www.cbesp.com.br.

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2 Respostas para “Desafios das Pequenas e Médias IES”

  • Imprensa ABMES says:

    Prezada Alacir,
    os conceitos serão abordados na palestra que a professora Débora fará no VIII Congresso Brasileiro da Educação Superior Particular. O evento acontece nos dias 14 e 15 de maio de 2015 no Rio de Janeiro/RJ. As inscrições ainda estão abertas, mas, na impossibilidade de comparecer ao evento, convidamos para acompanhar a transmissão completa no site http://www.abmes.tv.br.

     
  • Seu artigo é bastante interessante. Gostaria que, se possível, você desenvolvesse, com exemplos, os conceitos acima apresentados: Blended Learning (aprendizagem híbrida), Flipping Classroom (sala de aula invertida), Adaptive Learnig (aprendizagem adaptativa). DA mesma forma discorresse um pouco mais sobre os 20% de disciplinas on line.

    Grata,

    Alacir

     

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