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Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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Sentir-se feliz é um estado de espírito não necessariamente atrelado a um estado de coisas considerado favorável. Alguns sonhos, como ganhar na loteria, dificilmente se realizam. “Jogo de botões sobre a calçada, eu era feliz e não sabia”, canta Ataulfo Alves.

O mundo ao redor pode até nos parecer longe do ideal. Problema mesmo é o que nutrimos de negativo na nossa mente. Na passagem de ano, cantamos: “Que tudo se realize no ano que vai nascer”. Praticamente impossível. A menos que nos despojemos definitivamente de preocupações, inseguranças, ansiedades, temores. O bom mesmo é ser feliz e mais nada. E como sê-lo? A fórmula talvez esteja nesta palavra mágica: – Desapega!

Quem define o que é ser feliz nem sempre somos nós mesmos. O receituário costuma vir de fora de nós: pais, sociedade, escola, cultura, valores, religião, internet, redes sociais, mídia, famosos. A propaganda, sobretudo televisiva, vende felicidade. Além disso, geralmente não estamos preparados para os casos de emergência: difícil reprogramar nossa paz de espírito a partir do momento em que as circunstâncias externas deixem de atender às nossas expectativas. “Sabemos que há pessoas que são felizes mesmo no ambiente opressivo de um campo de concentração!” É o que afirma o jesuíta Anthony (Tony) de Mello, em Apelo ao Amor. Durante a Segunda Guerra Mundial, na Itália, o judeu Guido e seu filho Giosuè são levados para um campo de concentração nazista. Haja imaginativa lúdica para fazer o garoto acreditar que “La vita è bella” (filme 1997) mesmo num ambiente de terror.

Ainda de Anthony de Mello: Nenhuma coisa ou pessoa tem o poder de fazê-lo feliz ou infeliz. É você e só você quem decide ser feliz ou infeliz. O eterno mote “Sereis como Deus” continua ecoando ao longo da história. Parece que somente não estão sujeitos a essa tentação as criancinhas e os místicos. Na natureza, olhai os lírios do campo… A rosa se basta após abrir suas pétalas ao sol.

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Uma resposta para “Desapega!”

  • Giseli says:

    Ola,
    Essa tese de ‘desapega’ e seja feliz do Anthony de Mello muito tem me intrigado. Pois para mim, parece um paradoxo entre ame ou não se importe.
    Sabemos que o contrario do amor não é o odio, se sim a indiferença. Ao praticarmos o desapego às pessoas não estamos negligenciando seus sentimentos? Não estamos praticando a indiferença? Muito me incomoda essa coisa de felicidade ser atrelada à desapegar-se dos sentimentos que nutrimos pelas pessoas. Porque para mim, significa que eu não me importo com o outro, se ele esta aqui ou não e, na realidade, não é bem assim que somos. Em tanto que Seres Humanos, socializar, ou seja, ter contato com o outro, estar, sentir e fazer coisas com o outro me parece mais natural do que esse estado de tudo bem se amanha meu namorado olhar pra mim e falar, estou totalmente desapegado, pode ir….eu ja fui!
    🙂 Obrigada pela reflexão!

     

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