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Caio Polizel*
caio@hoper.com.br
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Você sabia que é crescente o número de Instituições de Educação Superior – IES que vêm utilizando a Gestão do Conhecimento – GC para facilitar o alcance de objetivos, metas e das missões institucionais?

Pesquisadores como Geng et al. (2005) comprovam tal questionamento salientando que, mais gestores institucionais percebem que a GC aplicada às IES possibilita a utilização do conhecimento para o alcance de resultados.

É possível destacar que todos os integrantes de uma empresa, organização ou instituição de educação, sejam eles reitores, diretores, gerentes, coordenadores, analistas, profissionais das diversas áreas, ou mesmo funcionários operacionais e de suporte, são, em conjunto, os mais importantes gestores do conhecimento.

Peter Drucker, há dez anos (ano base 2010) fez a seguinte consideração: “Para se manterem competitivas – e até mesmo para sobreviver – as empresas deverão converter-se em organizações de especialistas perspicazes e bem-informados”. Passados dez anos, verificamos que, atualmente o mesmo vale para as instituições de educação superior, afinal, essas também deverão converter-se em instituições de especialistas perspicazes, bem informados e ainda entendendo, além das questões acadêmicas, de assuntos gerenciais.

Aprofundando a teoria sobre GC, para os que desconhecem o tema, disponibilizo a abordagem de alguns autores e suas definições sobre Gestão do Conhecimento aplicadas à IES – GCIES. Geng et al. (2005) definem GCIES como a sequência de processos que criam, organizam, compartilham, aperfeiçoam e aplicam o conhecimento, para o alcance de metas e das missões universitárias. O que nos possibilita compreender que a GC envolve criação e organização do conhecimento, e o compartilhamento desses com as pessoas e grupos apropriados, facilitando com isso a aplicação dos conhecimentos para o alcance dos objetivos, metas e missão institucional.

Outra questão básica identificada pelo pesquisador Davenport (2001), é o das organizações possuírem muitas informações e, principalmente, conhecimento, que ficam, majoritariamente dispersos internamente, dificultando sua utilização e impossibilitando sua gestão eficiente. Sendo assim, o melhor entendimento de etapas, processos e ferramentas pode propiciar uma gestão eficaz de todo o contexto das informações institucionais.

Um grande desafio encontrado pelas IES é a gestão do conhecimento produzida internamente, com toda a complexidade do setor, suas prioridades, necessidades, ferramentas, e uma série de componentes e apoios administrativos.

Para os pesquisadores Geng et al. (2005), as prioridades dos programas de GC em IES podem ficar nos aspectos do conhecimento aplicados ao ensino e à operação da IES, ou seja, em termos acadêmicos, o conhecimento é disseminado por meio do próprio ensino; já em termos da equipe operacional, os profissionais das IES podem gerar conhecimento explícito em diversas áreas como: infraestrutura, suporte a pesquisas, serviços estudantis entre outras.

Verifica-se que uma das estratégias para ampliar a adoção de práticas de GCIES, é a utilização de ferramentas que proporcionem modelos que transformem o conhecimento existente na memória das pessoas, juntamente com os documentos dispersos nas organizações, em fontes reais de informações dispostas a todos os profissionais da instituição.

Percebe-se que algumas universidades altamente organizadas vêm, num crescendo, priorizando muito mais o conhecimento relacionado a processos organizacionais, enquanto outras, menos estruturadas, favorecem e priorizam apenas o uso do conhecimento relacionado à atividade acadêmica.

Cabe, portanto, às IES que desejam melhor estruturar-se, atentarem para o desenvolvimento do conhecimento relacionado aos processos organizacionais, utilizando alternativas como: 1.criação do conhecimento; 2. facilitação e disseminação de informações interna e externamente; 3. integração do academicismo à gestão administrativa; e 4. alinhamento dos objetivos estratégicos institucionais.

Os quatro pontos acima destacados perfazem os processos de GC que, também na concepção dos autores Geng et al. (2005), crescem dentro das IES.

A adoção de ferramentas para implantação de GC, segundo os autores, apresenta algumas peculiaridades, enquanto algumas são desenvolvidas internamente, porcentagem crescente de ferramentas de GC utilizadas pelas universidades tem sido provida por desenvolvedores externos de sistemas.

Assim, cada ferramenta deve ser adaptada de acordo com o público interno e externo da IES e com as suas características de infraestruturais.

A identificação de componentes básicos para a implementação da GC nas IES deve ser ampliada constantemente. Segue uma lista de funções administrativas relacionadas à implementação da GC em instituições de educação que vêm sendo utilizadas:  1. recursos financeiros destinados à atividades de GC; 2. esforços recompensados pelo desenvolvimento do conhecimento organizacional; 3. declaração da visão conseguida por intermédio da GC; 4. apoio da infraestrutura na união dos envolvidos no negócio; 5. inclusão da GC nas estratégias e metas da IES; 6. conexão da GC com o orçamento da IES; e 7. promoção do acesso à memória organizacional ao longo de sua existência.

Verifica-se ainda que, a boa política de gestão de pessoas, cultura organizacional forte, e investimentos em tecnologia, são fatores críticos para o sucesso da GC em uma IES.

Vale, portanto, o questionamento: você já havia pensado no potencial que a GCIES pode trazer para sua instituição?

Faça uma reflexão e se ainda assim tiver dúvida, mande seu questionamento.

*Consultor associado da Hoper Consultoria, Mestre em Administração, Especialista em Gestão de Pessoas e Psicologia Organizacional e atuação em Diagnóstico, Planejamento Estratégico e Modelagem em Instituições de Educação Superior.

Fonte da pesquisa:

DAVENPORT, T. H. Ecologia da Informação: Por que só a tecnologia não basta para o sucesso na era da informação. São Paulo: Futura, 2001.

DRUCKER, Peter F. O Advento da Nova Organização. In: Gestão do Conhecimento: On Knowledge Management – Harvard Business Review, Tradução: Afonso Celso da Cunha Serra. Rio de Janeiro: Campus, 2000.

GENG, Qian, et al. Comparative Knowledge Management: A Pilot Study of Chinese and American Universities. Journal of the American Society for Information Science and Technology. Agosto, 2005.

POLIZEL, C. E. G. A Representatividade do ENADE e sua Influência nos Fatores Críticos de Sucesso Relacionados à Gestão do Conhecimento em uma Instituição de Educação Superior Privada. Dissertação (Mestrado em Administração) – FUCAPE Business School, Vitória, 2010.

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