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Janguiê Diniz
Diretor presidente da ABMES
Mestre e Doutor em Direito

Fundador e Presidente do Conselho de Administração do Grupo Ser Educacional
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O que vem à sua mente quando você pensa em inovação? A grande maioria das pessoas irá pensar em mudanças. O conceito de inovação é bem variado e depende da sua aplicação. Mas, se pudermos definir de uma forma sucinta e clara, inovar é explorar, e fazer dar certo, novas ideias.

Inovar é essencial para gerar vantagens competitivas e para a sustentabilidade das empresas. A inovação é capaz de agregar valor aos produtos de uma empresa diferenciando-a das outras existentes no mercado. Entretanto, quando relacionamos inovação às empresas, a inovação precisa ser uma cultura que começa com processos claros, ferramentas eficientes e um time multidisciplinar.

Também é importante dizer que a criatividade faz parte do processo de inovação dentro das empresas, porém, é preciso começar esclarecendo que inovação e criatividade não são a mesma coisa. Criatividade é pensar coisas novas, e apenas pensar. Inovação é fazer coisas novas, é ação. Inovar é a implementar algo completamente novo ou significativamente melhorado, seja um produto, serviço, processo de trabalho, ou prática de relacionamento entre pessoas, grupos ou organizações.

Existem inúmeros motivos que fazem as empresas inovadoras sejam tão bem-sucedidas. Basta pensarmos o que a Amazon, Google, Netflix têm em comum: elas são as que mais ouvem as opiniões dos seus clientes e, através disso, direcionam seus planos de mudança. O nível de satisfação dos clientes com as empresas inovadoras é muito alto.

Inovar implica relacionar várias coisas, entre elas a criatividade e a disciplina. Isso fará com que as organizações se transformem em fábricas de ideias. Mister se faz entender que o mundo e a sociedade têm mudado muito rápido e acompanhar essa evolução não é apenas desejável, mas uma questão de sobrevivência para os negócios.

A criatividade é uma habilidade natural do ser humano. Quando crianças, todos somos criativos, curiosos e exploradores. Porém, ainda na infância, somos treinados para deixar de lado nossa criatividade e intuição, nos enquadrando em uma visão rotineira e convencional das coisas. Mas, sob o ponto de vista de alguns escritores e cientistas para sermos criativos é necessário “desaprender” grande parte do condicionamento imposto sobre nós desde nosso nascimento e reaprender tudo e o que é exigido pela nova sociedade.

Para ter inovação bem-sucedida precisamos unir criatividade e disciplina. Criatividade é essencial, porém na etapa de planejamento. Já a disciplina é necessária em todo o processo e deve ser reforçada rotineiramente. Para entender, basta pensar em quantos incidentes ocorrem nas empresas ao colocar um projeto em prática, apenas porque as pessoas deixam para usar a criatividade no momento da execução de um determinado procedimento.

A inovação como resultado da combinação entre criatividade e disciplina é um modelo de negócio de longo prazo, que se torna duradouro e sustentável. Não se trata apenas de gerar novos produtos e/ou negócios, mas sim de uma nova cultura de base. A inovação tem como foco principal satisfazer clientes, combinando a visão, estratégias, princípios, processos, tecnologias, disciplina, atributos e principalmente pessoas. Enganam-se aqueles que pensam que a inovação fracassa por falta de criatividade. Inovação fracassa por falta de disciplina.

Entretanto, criatividade e inovação são conceitos completamente ligados. Apenas a criatividade não é suficiente para gerar um diferencial competitivo para as empresas. Ser criativo pode até trazer visibilidade, gerar bons resultados, mas nunca terá o mesmo impacto de ser inovador. Empresas inovadoras de verdade têm essa característica como premissa e criam uma cultura de inovação interna. Isso estimula os funcionários a pensarem diferente, propor novos processos e produtos e, eventualmente, pode levar ao surgimento de ofertas não existentes no mercado, ou que tenham, de fato, diferenciais em relação à concorrência. Muitas empresas, no entanto, parecem ainda não ter entendido o real valor do estímulo à inovação como forma de alavancar um negócio.

Vivemos na era da Geração Z, ou Centennials. São os chamados nativos digitais, que já nasceram em um mundo tecnológico. Eles exigem cada vez mais ofertas personalizadas e criativas, que lhes surpreendam e deem liberdade de escolha para tudo. Se antes o consumidor devia se adaptar ao que era oferecido pelas marcas, hoje a situação se inverteu: as empresas precisam oferecer o que o público quer comprar. Nessa realidade, é imprescindível estar atento ao mercado e mesmo se antecipar às tendências. Daí a importância de investimentos cada vez mais fortes em inovação e criatividade.

Como empreendedores e gestores, precisamos entender que a inovação não pode ser tratada como algo acidental, mas sim como o resultado de princípios e práticas que suportam a combinação de tecnologia e criatividade para satisfazer as necessidades dos clientes. A concorrência de mercado já não respeita as fronteiras físicas e uma inovação disruptiva pode acontecer a qualquer momento, mudando toda a história de um empreendimento. Cabe a cada um decidir se quer ser o pioneiro ou apenas espectador de um mundo em constante transformação.

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