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Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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Intercurso intelectual, ou de saberes, é linha tênue que separa o mestre do aprendiz, criança, jovem ou mesmo adulto. À semelhança do Padre Anchieta, que era, ao mesmo tempo, mestre/discípulo, discípulo/mestre. Mestre, enquanto difundia sua cultura trazida da Europa; discípulo, pois muito tinha que aprender dos e com os nativos. Principalmente com os curumins, palavra de origem tupi, designativa, de modo geral, de crianças indígenas. Uma vez catequizadas, essas crianças é que repassavam o catecismo aos seus pais, de maneira informal, em tupi. Afinal, “uma cultura não existe porque vale, mas vale porque existe”.

Atualmente, crianças e jovens convivem numa boa com a tecnologia, que por vezes assusta os mais idosos, inclusive professores. Se um jovem quer saber qual é a capital da Itália, num átimo consulta o Google. Esse não deixa de ser um compartilhamento de saberes e de tecnologia. Nós, adultos, nos tornamos crianças grandes. Aí se entra no campo da interação, da presença pedagógica, que tanta falta faz em tempos de coronavírus. Colo, calor humano, aconchego, um bom-dia presencial, um olá, ajudam a compor o cenário humano…

Condição eficaz para aprender denomina-se humildade. Tendo como parceiras a curiosidade, a motivação, a observação, a pesquisa, a retificação. Um dos alunos da Escolinha do Professor Raimundo adotava, como marca midiática, o jargão: “Se sei, digo que sei; se não sei, digo que não sei. E, Sambarilove”. Sem a verborragia (interpretação magnífica!) de um Rolando Lero.

“Chão de Estrelas”, de Orestes Barbosa, e “As rosas não falam”, de Cartola, nada ficam a dever a poetas consagrados. Uma verdade vale pelo seu valor intrínseco, independentemente da sua procedência. Até o Nazareno foi visto com ressalvas por ser nazareno. Conceito ou preconceito? Essa é hoje a questão. Nem ideais puramente abstratos nem preconceitos inarredáveis. Arredar o joio, sim. Mas só depois… Não aconteça arranqueis também o trigo.

 

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