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Lioudmila Batourina
Consultora de parceria internacional da ABMES
lioudmila@abmes.org.br

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Qual é a internacionalização do ensino superior hoje? É apenas um “bom-produto” ou uma necessidade vital da contemporaneidade?

A ABMES, Associação líder e pioneira no setor particular educacional, colocou em sua agenda o objetivo desafiador de tornar a internacionalização uma oportunidade aberta para cada associado. Previu o futuro próximo no qual a internacionalização se tornará não apenas uma moeda, mas também uma demanda vital. Por isso, há um ano, lançou o ABMES Internacional com a ideia de ampliar as fronteiras para novas possibilidades e emitir de maneira firme a voz da Associação e das instituições particulares de educação superior brasileiras para os quatro cantos do planeta. O trabalho foi iniciado do zero, mas com uma visão clara de onde se queria chegar, tornando-se um exemplo de que é possível transformar possibilidades em realidade, respaldado em uma boa equipe e muita dedicação.

Muita coisa mudou durante este ano. A internacionalização está chegando lentamente aos planos de ação das universidades privadas. Como foi previsto, o Ministério da Educação (MEC) está cada vez mais falando sobre conexões internacionais. Os rankings universitários de 2017 repercutiram de forma massiva na imprensa educacional. O mundo admite, lentamente, a crescente qualidade da educação superior particular na América Latina, e a ideia da internacionalização está se destacando na lista do que precisa ser feito para que a região seja competitiva.

Ainda estamos muito longe de sermos admitidos como um jogador igual. Trabalhando com a mídia internacional da área educacional, sofro uma forte resistência, mesmo apresentando dados estatísticos factuais. Tradicionalmente, a maioria das revistas são editadas e referenciadas por professores e consultores altamente respeitados e provenientes das melhores universidades mundiais, incluindo as brasileiras. Para mim, a proteção das universidades federais tradicionais, da educação e da ciência de alta qualidade, é algo bastante razoável e até compreensível. Por isso, considero que a conscientização internacional deve ser uma das prioridades agora para o ABMES Internacional.

A revista internacional University World News publicou recentemente um artigo intitulado Universidades precisam abraçar uma visão mais global, escrito por Bruno Morche, consultor e pesquisador em educação na América Latina e, em particular, no Brasil.

Durante este ano, acompanhei seus artigos em meios de comunicação de massa e notei sua mudança de opinião com relação à educação superior particular, que saiu de um ponto de vista negativo para outro que tende ao positivo. O artigo analisa a situação atual sobre como as instituições de educação superior na América Latina fornecem informações verdadeiras sobre a relação público/privado na região e chega à conclusão de que os programas de internacionalização poderiam ajudar o desenvolvimento de instituições:

“A educação superior na região deve adotar uma visão mais internacional para melhorar o desempenho da América Latina de modo que ela possa competir em um cenário global. A internacionalização deve ser uma das principais bandeiras das universidades latino-americanas. Deve funcionar como um catalisador de iniciativas novas e inovadoras no ensino superior. Isto não só beneficiaria os sistemas de educação superior, mas também toda a sociedade. O fortalecimento dos links globais poderia ser uma forma de superar o isolamento das universidades latino-americanas e promover novas ideias no ensino e na pesquisa”.

A internacionalização do “bom produto” está se tornando lentamente uma realidade para o ranking e até mesmo para obter uma licença. Está se tornando uma ferramenta para que as instituições se tornem mais competitivas, mais amplas, mais modernas e mais qualificadas.

A ABMES estava certa em suas previsões.

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