Saulo Souza Dias
Pesquisador, publicitário, ativista ambiental e escritor. Consultor de marketing e Planejamento Estratégico Educacional. Criador da ONG Projeto Monteiro Lobato
prof.saulosouzadias@gmail.com 
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Uma nova revolução tecnológica está anunciada e a estruturação do ensino superior será inevitável

Um clique é o que bastará para irmos ao supermercado sem ao menos precisar estar fisicamente nele. Isso será possível num futuro não distante, em breve cada produto de nossa geladeira terá um número de série em um sensor ou microchip, que cadastrado numa rede mundial de endereços poderá gerenciar dados sobre todas as coisas, objetos e ideias. O leite de todos os dias ou outro bem que desejarmos, será controlado por este número e a sua reposição, seja pela escassez ou vencimento do produto, será solicitada diretamente ao supermercado e somente por um clique teremos nossas compras em casa.

Não precisaremos mais buscar em estantes imensas e corredores em labirintos as publicações do nosso interesse, pois a internet das coisas classificará cada exemplar, podendo ele estar em nossas mãos em questão de segundos ou sua ausência devidamente registrada.

A internet das coisas foi noticiada pelo Jornalista e comentarista Ethevaldo Siqueira em seu programa da CBN, relatando que por este novo protocolo da internet, o IPV 6, haverá uma ampliação praticamente ilimitada do número de endereços da rede mundial e possibilitará instituir um sistema global de registro de bens, utilizando um código de produto eletrônico como sistema de numeração.

O Instituto de Tecnologia de Massachusetts – MIT criou este sistema para permitir que cada “coisa” tenha seu próprio endereço e que possa ser utilizada em todos os lugares, em objetos pessoais e de uso doméstico, em empresas, indústrias e aplicativos de computador, ou seja, tudo o que nos cerca será monitorado por um sistema único de numeração em rede mundial.

Mais cedo ou mais tarde a internet das coisas estará associada ao sistema educacional e teremos todos os planos de ensino dos cursos das universidades devidamente arquivados no Protocolo IPV6. Os alunos poderão escolher qual o conteúdo mais interessante sem precisar pagar nada, porque serão patrocinados por empresas que desejarem se relacionar com o meio universitário. Esta inovação é inebriante, pois os professores ainda resistentes às mídias eletrônicas poderão perceber que as aulas tradicionais ditadas ou projetadas em slides, estão fatalmente com os dias contados.

Parece incrível, mas isto ainda acontece em pleno ano de 2012, nas melhores instituições de ensino, tive conhecimento que uma professora do Curso de Direito, tendo em mãos um Caderno de capa colorida, ainda ditava seu texto. Apenas com a novidade das suas palavras não serem mais escritas à mão pelos alunos, mas digitadas convenientemente. Igualzinho a cinquenta e tantos anos atrás, quando em mesma situação, um professor de igual costume, ao repreender um aluno por não ter gargalhado com sua piada durante uma aula, ouviu sarcasticamente, que ele já a conhecia por ser repetente.

E hoje o que mudou?

Pouco, estamos no século XXI e ainda existem professores atrasados tecnologicamente, mesmo que concorrendo com notebooks, netbooks, tablets, que começam a tomar conta das salas de aula, se propagando no mundo educacional, que futuramente estará ligado pelo sistema digital e online.

Não resta dúvida que a WEB em breve oferecerá conteúdo, treinamento e conhecimento à disposição em qualquer horário gratuitamente, revolucionando o padrão atual das universidades. As propostas educacionais avançam numa velocidade extraordinária no que diz respeito ao ensino à distância, atingindo um público que não tem tempo de frequentar uma sala de aula convencional. E ao contrário do que alguns ainda julgam, o EAD possui um ensino de qualidade, mas poderá qualificar-se ainda mais, mesmo porque os alunos já adotam a mesma disciplina e concentração para a conclusão de seus estudos como no curso tradicional.

Conforme matéria veiculada em 28 de fevereiro no “O Estado de São Paulo”, o movimento “Occupy Wall Street” nos EUA pedia que o Governo garantisse o acesso gratuito do ensino a distancia. Possibilidade que surgiu devido à revolução e ao desenvolvimento tecnológico do ensino á distância e a disponibilização de conteúdos em sites, como o projeto Google Acadêmico, que hoje já inseriu 32 milhões de títulos em domínio público na rede.

Este processo tende a se expandir rapidamente para outros países, e as universidades só se manterão vivas se apresentarem uma capacidade extraordinária de orientar o aluno com qualidade e oferecer os melhores tutores para tal tarefa. A Certificação será realizada através de uma prova de competência e de habilidade do curso realizado.

Pensando através da Internet das coisas, seus sensores e microchips, um curso de EAD terá seu próprio número de identificação nessa rede mundial e qualquer pessoa poderá acessá-lo a qualquer momento e de qualquer localidade e obter uma bagagem de curso superior com maior facilidade e agilidade.

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