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Gabriel Mario Rodrigues2Gabriel Mario Rodrigues
Presidente do Conselho de Administração da ABMES
***

O Verbo de Deus se fez carne e veio habitar no meio de nós (João 1:14)

No ano passado, em dezembro, mês do Natal, deixei aqui neste espaço uma reflexão: “É Natal! O que devemos aprender com a liderança de Jesus?”

Para agora desejo ainda continuar comentando a figura de Jesus como um ser criativo sem igual.

Em 2017 eu enaltecia a sua grande capacidade de liderança:

“Qualquer um que queira ser líder entre vocês, deve primeiro ser o servidor. Se você optar por liderar, deve servir” (Jesus Cristo)

A gestão por liderança é um mantra do novo milênio em todas as áreas de atuação do ser humano: na escola, na empresa, nos relacionamentos, na vida pessoal. Ela substitui o chefe autoritário e indisponível, incapaz de encantar, criar novos líderes, colaborar e compartilhar.

Jesus, inegavelmente, foi o melhor professor de todos os tempos e, porque não, o maior comunicador de todos os tempos. Como tal, pautou sua vida com doses excessivas de criatividade. Mas quais os princípios comunicacionais que julgava importante? Eram muitos e todos abusando de criatividade a ponto de deixar a pessoa, um grupo ou multidões completamente perplexos, extasiados.

Para Jesus era de fundamental importância estar próximo (da vida) das pessoas e valorizar o que era positivo nelas, respeitando a liberdade do ouvinte e sempre atraindo pela força de sua originalidade, pelo atributo da criatividade.

Conforme Adolfo Suarez,

“Muitos estudiosos da didática e da metodologia do ensino consideram Jesus Cristo o professor mais marcante de todos os tempos. Há dezenas de livros a esse respeito. O fato é que seu ensino criativo e transformador alcançou e alcança até hoje milhões de pessoas. O mestre Jesus, sem jamais ter deixado registrada uma palavra sequer, sem jamais ter produzido um artigo, pesquisa, monografia ou livro, impactou a humanidade de maneira impressionante.”

Com outros 12 professores (ainda que um deles tenha se desvirtuado) os treinou para um projeto que continua funcionando e se reciclando até hoje. Jesus Cristo exerceu influência civilizatória que dura até hoje com sua metodologia ativa[1].

É irrefutável que a vida do jovem galileu causou grande impacto em sua época e em nossa época. E o mais espetacular: fez tudo isso até os 33 anos de idade apenas. Isso é extraordinário!

J.M.Price, em seu clássico A Pedagogia de Jesus diz que

“Ninguém esteve melhor preparado, e ninguém se mostrou mais idôneo para ensinar do que Jesus. No que toca às qualificações,  Jesus foi o mestre ideal. Isto é verdade tanto visto do ângulo divino como do humano. No sentido mais profundo, Jesus foi um mestre vindo da parte de Deus.”

O educador Antonio Tadeu Ayres nos lembra que

“Nenhum professor é considerado bom simplesmente por acaso. Os alunos sabem perceber muito bem o mestre que conhece o que ensina, tem prazer de instruir e sabe como fazer isso. Eles também percebem a personalidade, o temperamento, os valores éticos e a capacidade de compreensão do professor. Neste particular, será bem-sucedido o professor que de fato pratica a empatia. Os alunos não são meramente clientes mas aprendizes. Portanto, os professores precisam exercer paciência, simpatia e empatia. Afinal, o ensino é muito mais do que conteúdo. É também a demonstração de um genuíno interesse pelas pessoas.”

Daí a dedicação docente em sua plenitude. Quanto a isso, Jesus era simplesmente magnífico. E mais, sempre com linguagem dialogal.

Não há porque ensinar algo que não seja pertinente ou necessário aos alunos.  Tudo o que Ele falou tinha relevância e aplicabilidade à vida das pessoas. É também o desafio de cada professor não meramente a prolixidade linguística, mas tornar a aula relevante à vida dos alunos, fazendo com que os ensinamentos sejam concernentes para cada estudante que ouve e participa das aulas. Agindo dessa forma, o professor e a professora terão como resultado um ensino que transforma. Sabidamente, Jesus criativamente proferia todos os dias aulas magnas.

Jesus não fez o jogo dos interlocutores para anunciar sua mensagem. Ele é um modelo de audácia e valentia pessoal no anúncio profético do Reino. Jesus traz consigo a força de renovação que não se deixa vencer por qualquer obstáculo. Ele não se deixa intimidar nem pela possibilidade de prisão e condenação à morte. Atitude que vai além da audácia para mostrar criatividade desafiadora.

Então, até aqui o leitor está admitindo e reconhecendo o poder criativo e persuasivo de Jesus, quase mágico, inebriante, místico, sob o domínio do encantamento criativo?

Um fato é inegável: Jesus não cansa seus interlocutores com discursos sem medida, Ele busca a variedade de sinais, tornando assim sua comunicação mais criativa e natural. Criativa, porque consegue concretizar a mensagem a ser transmitida a uma pessoa ou a um grupo num gesto ou qualquer outro sinal que lhe pareça oportuno, num determinado momento.

Dignas de registro, Jesus, ao se dirigir às pessoas, utiliza o vocabulário corrente e cria parábolas a partir das experiências do dia-a-dia: a cultura da vinha, a pescaria, a agricultura, o trabalho da dona de casa, a construção, dentre outras. Fala, também, das alegrias e preocupações de um pai de família. A mãe aparece ligada às dores do parto, à perda de uma filha, à alegria por encontrar um objeto perdido. Todos esses cenários, criativos induzem quase a uma hipnose, exponenciando sua criatividade.

Para Allen Ribeiro Porto,

“Quando se pensa em trabalho criativo, são as pessoas “alternativas” que surgem na mente. Artistas, homens e mulheres expansivos e comunicativos, talvez até mesmo pessoas tecnologicamente atualizadas possam entrar na lista. Criatividade é mais do que pintura e crafting. Como o nome sugere, tem a ver com o trabalho de criação realizado por alguém. E qualquer um pode criar.”

Não teria sido Jesus, com seu imenso e infinito poder e capacidade criativa, a mando de Deus, quem teria iniciada a demonstração de tal virtude aos humanos?

E com Ribeiro Porto que hoje finalizo este artigo:

“De fato, a criatividade tem um significado especial na visão cristã da realidade. Ela é tanto um traço da imagem de Deus no homem, quanto um chamado de Deus para a vida humana. Como um traço da imagem de Deus, compreendemos que, assim como Deus é criativo  o homem também carrega marcas de criatividade em si. A Bíblia diz que o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus, levando em sua constituição aspectos que pertencem ao Criador. A criatividade é um desses aspectos.”

E razão de comemorarmos o aniversário do Criador e desejar a todos:

Feliz Natal e um ótimo 2019 aos nossos Associados, Amigos e Parceiros!

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[1] A metodologia ativa é uma concepção educacional que coloca os estudantes como principais agentes de seu aprendizado. Nela, a crítica e a reflexão são incentivadas pelo professor que conduz a aula, mas o centro desse processo é, de fato, o próprio aluno. É possível trabalhar o aprendizado de uma maneira mais participativa, uma vez que a participação desse aluno é que traz a fluidez e a essência da metodologia ativa, cuja proposta é aperfeiçoar a autonomia individual do aluno, desenvolvendo-o como um todo, para que ele seja capaz de compreender aspectos cognitivos, socioeconômicos, afetivos, políticos e culturais.

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2 Respostas para “Jesus Cristo, um autêntico criador e inovador”

  • Anna Maria Marques Cintra says:

    Fiquei maravilhada com esse artigo e quero enviar a Dom Odilo é ao Padre Boris, Diretor da nossa Teollogia.
    Agradeço a Deus por esse lindo presente de Natal ter chegado a mim.

     
  • Parabéns, Prof. Gabriel, excelente artigo, bem lembrado falar do grande “rabi” que continua liderando mesmo após 2 mil anos de sua morte pois conquistou mentes e corações, Feliz Natal e Boas Festas!

     

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