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Por Prof. Dr. Adriano Rogério Goedert,
Pró-Reitor Acadêmico do Centro Universitário Curitiba (UNICURITIBA)
e Profª. Drª. Ely Mitie Matsuda,
do Centro Universitário de Maringá (CESUMAR)
***

Buscando um posicionamento no mercado, as Instituições de Ensino Superior não medem esforços na captação de alunos para graduação e pós-graduação. O preço praticado é uma das ações mais comuns realizadas pelas IES. No entanto, sabe-se que somente isto não é o suficiente para fidelizar e manter o aluno na Instituição de Ensino. É necessário estabelecer uma política e culturalizar a percepção de valor x à formação profissional que a Instituição poderá oferecer ao aluno, de forma a garantir sua empregabilidade.

A preservação do núcleo constituído pelos discentes, docentes, técnicos administrativos é um fator critico de sucesso. Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Lobo para o Desenvolvimento da Educação, da Ciência e da Tecnologia, Oscar Hipólito, afirma que somente 47,2% dos estudantes se titularam após 04 anos de estudos, baseado nos dados do último censo de 2009.

O desafio maior está na sensibilização dos atores envolvidos, responsáveis pelo processo de ensino x aprendizagem. Diante da premissa, como sensibilizar?

Ao ler o livro intitulado “Nos Bastidores da Disney”, de Tom Connellan percebe-se como acontece o processo de encantamento do cliente. Encantar clientes faz parte da cultura organizacional da empresa, pois os seus colaboradores estão compromissados com este processo chamado de Momento Mágico. Seu objetivo é proporcionar uma experiência fantástica imaginável.

Associar o processo de encantamento do cliente proporcionado pela Disney, com as políticas de retenção dos alunos na IES, poderá se transformar nesta experiência imaginável.

Para que este momento mágico aconteça faz-se necessário, que esta ação seja assimilada por todos que fazem parte do núcleo. A elaboração da metodologia inicia com a reflexão e a discussão das principais ações realizadas no cotidiano com o objetivo de instigar o aluno a perceber o valor na qualidade, na empregabilidade e nas competências que a IES estará proporcionando para a sua formação.

Que momentos mágicos poderiam ser identificados?

a)   Na aula ministrada pelo professor;

b)   No processo de atendimento dos alunos;

c)   Na interação entre aluno x coordenador de curso x direção

d)   No processo de comunicação das informações, pelos administrativos, responsáveis, pela segurança, zeladoria, e outros;

e)   Na formação continuada dos discentes;

f)    No momento da efetuação da matricula;

g)   Na elaboração, aplicação, e feed-back das avaliações;

h)   No momento de lazer;

i)    No processo de erradicação da educação emancipatória; e

j)    Na discussão dos projetos pedagógicos dos cursos e institucionais.

Indagações como essas devem ser feitas em todos os níveis e setores da IES, de modo a permitir que cada ator do processo identifique e direcione suas ações na busca da excelência. A retenção dos alunos será a conseqüência de toda a política a ser implementada.

A competitividade das Instituições nos próximos anos estará sendo direcionada pela política de preservação do núcleo e na capacidade das IES e se posicionarem no mercado, buscando a especificidade no contexto local, regional ou nacional. O processo de desenvolvimento acontecerá nos Momentos Mágicos que as IES proporcionarão para sociedade.

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11 Respostas para “Momento Mágico existe?”

  • Eu mesmo says:

    Vocês não entenderam o significado da ideia explicado pelo professor. Bem que o Racionais Mcs tem razão na frase citada em uma de suas músicas “não jogue pérolas aos porcos, irmão jogue lavagem eles preferem assim você tem que usar piolhagem” sem mais.

     
  • Laís Beckenkamp says:

    Triste! Daqui a pouco vão nos comparar também ao “Fantástico Mundo de Bobby”, onde estudaremos em uma faculdade surreal e viveremos num mundo paralelo.

     
  • Rayana says:

    Absurdo ler essa matéria! A instituição nem disfarça mais que o objetivo é somente visar o lucro com os alunos!!!!
    Afinal, nada do prometido ali na listagem feita acontece realmente na faculdade, quem estuda lá sabe! Temos alguns professores ótimos, porém, alguns que são extremamente arrogantes, autoritários e que não se preocupam em dar aula, a secretaria nem se fala, matrícula é outra piada, feed back??? isso chegou a existir algum dia na Unicuritiba???

    Lamentável!!!!!

     
  • Rudyellen Pelissari says:

    “Encantar clientes faz parte da cultura organizacional da empresa, pois os seus colaboradores estão compromissados com este processo chamado de Momento Mágico. Seu objetivo é proporcionar uma experiência fantástica imaginável.”

    Sinceramente? Achei que uma Faculdade de Direito tivesse objetivos mais ousados e éticos, do que apenas usar os alunos como clientes encantados pela magia da “Disney Unicuritiba Centro Universitário Curitiba”

    Triste cenário da educação brasileira, alunos transformados em clientes potenciais. Logo se vê que, infelizmente, o Brasil demorará muito para ser um país politizado e consciente, com pessoas mais educadas, literamente, E-D-U-C-A-D-A-S, e não alienadas como as faculdades insistem em transformar.

     
  • Juliana says:

    “Erradicação da educação emancipatória”?! Esse texto deixou bem claro que o Unicuritiba não está comprometido com uma formação de excelência dos alunos, mas com o dinheiro deles!
    Os autores deveriam se envergonhar!

     
  • Anonimous says:

    O momento mágico está simplesmente acabando com a Faculdade.
    Fico com medo de pensar que me formei lá.

     
  • Anonimous says:

    Lamentável…

     
  • suelen says:

    Simplesmente RIDÍCULO!!!!!!!!

     
  • Um do foro says:

    Eu soube há algum tempo que uma faculdade de direito em São Paulo proibiu que os professores entrassem no estacionamento do “campus universitário” com carros populares para não causar má impressão nos alunos. Será que não estamos diante do mesmo fenômeno? De um certo ponto de vista, não só os estudantes acabam sendo vítimas desse sistema, como também os próprios professores. Eles não podem de modo algum frustrar o “momento mágico” dos alunos. Seria como se estivéssemos no meio da Disney e fossemos abordados por moradores de rua, desempregados famintos, crianças abandonadas, miseráveis doentes e sujos, funcionários em greve… imediatamente acabaria o encanto. Só que o problema de uma faculdade de direito seria muito maior; ela não iria apenas maquiar o seu “campus”, mas tentaria também construir e inculcar nos seus alunos uma ideia ficcional de sociedade harmônica, de abundância material e de felicidade plena para todos a partir da lógica do consumo.

     
  • Um do foro says:

    Acho que esse “momento mágico” nas faculdades está muito relacionado com o que Umberto Eco chama de “sociedade Walt Disney”, ou “sociedade do falso absoluto”. Essa tentativa de criar um ambiente universitário artificial e sensacional para manter os alunos imersos numa ilusão maravilhosa, acabaria aprisionando-os em um “mundo” encantado e alienado. Toda a dimensão da experiência política, da reflexão crítica e da pesquisa científica seria substituída pela constante produção de “momentos mágicos”, que levariam os alunos a projetarem mentalmente um mundo falso, voltado para os prazeres imediatos e para a satisfação de desejos de consumo. Essa posição “pedagógica” parece ser incompatível com um comprometimento com a “educação emancipatória”, que é marcadamente não ficcional, concreta, realista e crítica. Essa premissa seria um dos primeiros passos para uma orientação ainda mais global que vai levar as faculdades de direito a finalmente apelar para o falso absoluto e vender ilusões diante de uma realidade que elas tentam esconder e maquiar. Se isso realmente se tornar uma tendência, vai agravar ainda mais a posição do “campus” do direito, que entrará profundamente na onda do “reencantamento do mundo”. As instituições universitárias não seriam mais tão diferentes dos parques de diversões; só que ao invés de venderem emoções ligadas apenas a excitações sonoras e visuais, vão produzir sentimentos a partir de mentiras descaradas, discursos vazios e promessas vagas que sejam capazes de manter os estudantes absolutamente envolvidos e embriagados com uma falsa perspectiva de riqueza, progresso e consumo ilimitados. O pior é que já declaram descaradamente a adoção dessa premissa. Não estão nem um pouco preocupados em esconder nada, dizem o que realmente pensam sem fazer qualquer cerimônia. Talvez esse “paradigma” já tenha assumido o estatuto de verdade…

     
  • João says:

    Que artigo infame!

    Uma das faculdades de Direito mais respeitadas do Sul do Brasil tendo em seu comando um homem que busca a “erradicação da educação emancipatória”.

    É pra ficar indignado ou não?!

     

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