Maria Carmen Tavares Christóvão
Atua e colabora com a Pro Innovare
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A partir de agora, teremos aqui no ABMES Blog um espaço destinado à atualização periódica de tecnologias nacionais e internacionais que podem impactar o segmento educacional e, portanto, alertar aos gestores das instituições de ensino para que possam agir proativamente olhando para essas tecnologias.

No mês de julho, tivemos a SPARK, empresa especializada na ativação de marcas através das redes sociais de celebridades e influenciadores digitais captando o valor de R$ 8 milhões para o investimento em tecnologia voltada para ações publicitárias através de influencers. A narrativa da propaganda no mundo vem mudando de forma que as grandes propagandas já não possuem o impacto que possuíam. Isso demonstra que o planejamento de marketing de nossas instituições de ensino precisa mudar a forma de atuar.

A USP de Ribeirão Preto anunciou um exame que está desenvolvendo onde é possível detectar a doença de Alzheimer trinta anos antes dos sintomas. As universidades brasileiras estão apresentando resultados excelentes para a área da saúde com pesquisas relevantes o que significa que as pessoas estão prestando mais atenção à ciência e assim vem crescendo o movimento de filantropia em saúde abrindo um espaço para que as instituições privadas possam surfar nessa onda. Com certeza haverá um impacto muito bom para planejamento e solução das demandas da saúde sobretudo tendo como base a intersetorialidade.

A notícia da década, ou até mesmo do século, foi o lançamento do GPT-3, um gerador de textos da OpenAI, startup de Elon Musk de AI (Inteligência Artificial) dando um grande salto em processamento natural de linguagem. O software, conhecido como GPT-3, foi desenvolvido por uma equipe de pesquisadores e engenheiros que trabalham na OpenAI em San Francisco. Trata-se de uma ferramenta de geração de idiomas capaz de produzir texto sob demanda como humano e que já está sendo utilizada para redação de contratos jurídicos e outras escritas. ″É muito mais coerente do que qualquer sistema de linguagem de IA que eu já tentei”, escreveu o empresário Arram Sabeti, que recebeu uma das versões iniciais privadas para análise. O empresário escreveu em seu blog que conseguiu escrever músicas, histórias, press releases, guias de guitarra, entrevistas, ensaios, manuais técnicos. Ao ajustarem o GPT-3 para que ele produza HTML ao invés de linguagem natural ele pode criar layouts de páginas da web.

A grande dúvida é se no futuro isso irá substituir escritores, desenvolvedores e demais profissionais. Temos que olhar de forma criteriosa, mas sem desconsiderar que se trata de um salto significativo trazendo uma disrupção sem precedentes para o mercado. A notícia assustou e empolgou o mundo tecnológico e foi considerada uma life changer, ou seja, veio para mudar a vida de todo mundo. Ainda não há muitos textos disponíveis sobre o GPT-3 e suas aplicações, pois há de se olhar o lado negativo que uma ferramenta dessa pode exercer quando má utilizada. Poucos ainda no Vale do Silício, mas vamos atualizando quinzenalmente  sobre os desdobramentos desse novo produto da OpenAI.

Acompanhe-nos aqui nesse espaço In Thec, ou na página da Pro Innovare, como um momento para refletirmos sobre novas tecnologias e novas ideias que poderão surgir para o segmento educacional e que demandem das nossas instituições o preparo para reorganizarem carreiras, currículos e modelos de negócio.

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4 Respostas para “Momento Tech – julho de 2020”

  • Carla Marise Canela Salles says:

    Parabéns pela iniciativa do blog

     
  • Janaina Moutinho says:

    Nesse momento em estamos vivendo a tecnologia é de suma importância…nesse nosso “ficar em casa”, e também estamos enxergando que as relações continuam sendo valiosas em todas as áreas..

     
  • Muito curioso e oportuno seu artigo.
    Muito interessante todas essas inovações que estão surgindo, e ao mesmo tempo reflito também sobre o impacto dessas novas tecnologias, como GPT-3, teria de consequência negativa para o mercado e quem teria acesso à toda essa tecnologia.

    Na medida que essas tecnologias forem surgindo vem trazendo consigo disrupção para o mercado, mas ao mesmo tempo têm consequências negativas, por exemplo como você citou, para segmento editorial e outros segmentos.

    É o paradoxo do desenvolvimento, onde o capital na maioria das vezes, não se detém perante aos aspectos éticos.
    Cabe a todos nós, avaliarmos que mundo futuro queremos.

    Durante toda a história da humanidade, observamos que esses “saltos” levam para um novo patamar de desenvolvimento para os países detentores dessas tecnologias.

    Então caímos no antigo paradoxo de desenvolvimento econômico brasileiro: precisamos de um governo que leve a sério e seja fomentador de políticas públicas que promovam esse ambiente de inovação no país, como você citou o exemplo da USP de Ribeirão Preto. Será que um dia veremos um governo que tenha esse olhar?
    Sinceramente em outros caminhos, outros movimentos de inovação que existem dentro do nosso país em processos de colaboração e parcerias privadas, que a mudança de “mindset” dos nossos governantes.
    Obrigada por compartilhar seu artigo.
    Grande Abraço

     
  • Adriana Machado Ferrara says:

    Há muito tempo sinto falta de atualizações de tecnologias que surgem no mundo o tempo todo e o impacto para educação.
    Parabéns pelo espaço!

     

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