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Janguiê Diniz
Vice-presidente da ABMES
Fundador e Presidente do Conselho de Administração do Grupo Ser Educacional
Presidente do Instituto Êxito

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A pandemia do Coronavírus, que vem numa escalada nas últimas semanas, tem causado profundas mudanças no cotidiano da população ao redor do globo. Restrições a circulação, quarentena, isolamento social: nunca se ouviu e viu tanto sobre essas ações. Para além de toda a grave questão de saúde pública, o outro grande impacto da Covid-19 tem se mostrado na economia. Ainda não é possível prever muita coisa, mas as análises já não são muito boas. É sempre possível, no entanto, se preparar para uma época de pouca movimentação.

Com o isolamento, as pessoas têm ficado em casa, o que gera uma diminuição tremenda no consumo. Restaurantes, lojas e cinemas têm fechado as portas, alguns por tempo indeterminado, até como medida de prevenção. Como ficam, no entanto, as micro e pequenas empresas, que trabalham com caixa apertado e não podem se dar o direito de simplesmente parar? Há algumas medidas que podem ser adotadas a fim de amenizar o prejuízo. A primeira orientação das autoridades sanitárias é que as pessoas permaneçam em casa, para evitar a propagação do vírus. Cooperemos. Liberar os funcionários para trabalharem remotamente, em home office, não é dar férias coletivas, mas demonstrar preocupação com a realidade que preocupa. Muitos colaboradores precisam usar o transporte público no deslocamento entre casa e trabalho, ficando assim mais expostos eles e os colegas de trabalho. Hoje já existem diversas ferramentas que permitem a comunicação rápida e fácil a distância, como salas virtuais e aplicativos de videochamada.

Para amenizar os efeitos econômicos que a pandemia pode causar, é preciso estudar seu próprio negócio e avaliar as possíveis alternativas. Se seu produto ou serviço pode continuar a ser fornecido online, é bem possível que não sofra tanto. Já os produtos físicos precisam de estratégias diferentes. Uma boa saída é aderir aos aplicativos de entrega, que se tornam bons aliados tanto para os clientes, que não devem sair de casa, quanto para as empresas, que evitam maiores contatos e, ao mesmo tempo, não param completamente. Esse também é o momento de reduzir custos. Mais uma vez, o trabalho remoto ajuda a diminuir gastos, por exemplo, com energia elétrica. Eventos, obviamente, devem ser adiados, enquanto a infecção não é controlada. Investir no marketing online também pode ser uma boa saída, já que, durante a quarentena, as pessoas usam mais as redes sociais.

E para você que é consumidor – no fim das contas, todos somos: procure comprar e consumir dos pequenos fornecedores. O mercado e a padaria do bairro, as lojas menores, todos eles precisarão da sua ajuda para sobreviverem. As grandes magazines e redes sobreviverão à crise sem maiores problemas, mas os negócios iniciantes ou ainda pequenos terão maior dificuldade.

Em meio a toda essa situação preocupante, podemos também aproveitar o momento para repensar nossos empreendimentos. A inovação deve ser a meta de todos, pois, com novas maneiras de produzir e oferecer serviços, podemos nos diferenciar e até mesmo ter uma vantagem no futuro. Que a quarentena sirva não como um descanso, mas como uma oportunidade de criar. No mais, que fiquemos todos bem.

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