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Antônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
Instagram: @prof.antoniooliveira

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Em O retorno do jovem príncipe, de A.G. Roemmers, à semelhança d’O pequeno príncipe, a conversa gira em torno de indagações, sendo a primeira delas:– O que é um problema? Faço uma pausa. Instintivamente, fecho meu Kindle. E eis que me ponho a pensar… E o problema é: O que é um problema?

Do grego, próblema, vocábulo proparoxítono, passando, pelo latim, a paroxítono, problema me parece ser uma questão que postula uma resposta ou uma dificuldade que requeira uma solução.

Problema e solução vêm tão interligados que às vezes se identifica a solução como se ainda fosse o problema. Por exemplo, em vez de dizer: Estou vivendo um problema de doença, dizer: Estou com um problema de saúde. Ora, saúde é solução, não problema.

A vida é um processo contínuo de solução de problemas. Nem sempre bem equacionados e diagnosticados. Tampouco bem solucionados. É a vida…

No dia a dia, problema significa algo que vai mal, algo que nos causa desconforto. Há quem ache o viver um problema, se não for o grande problema. Na verdade, viver é uma arte e arte requer habilidade. Habilidade “sui generis”. A maior delas. Há os que acham que o viver é um problema, sim, mas para ser vivido, não para ser resolvido.

Reabro o Kindle, retomo a leitura e dou de cara com esta explicação:

“Um problema é como uma porta da qual você não tem a chave”. 

Para mostrar que o problema não é de hoje, recorro ao filósofo Sêneca, século I, e encontro uma pista na expressão “consilio manuque”, literalmente, com a cabeça e as mãos. O escritor romano se referia aos grandes generais, que devem ter discernimento para deliberar e coragem para executar. 

É isso aí! Qual era mesmo o problema? Aliás, problemas atuais são menos específicos. Vale considerá-los na sua abrangência. 

Mas quem sou eu para falar de problemas? Quem entende mesmo de solução de problemas é o Dadá Maravilha, que disse: “Não me venham com a problemática que eu tenho a solucionática”.

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