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Júlio César de Castro Ferreira
Especialista em comunicação digital
www.produtoranebadon.com.br

O que o gestor de uma instituição precisa saber sobre o Google?

Como especialista da área de comunicação e marketing digital, percebo muito freqüentemente em minhas interações com gestores de empresas e instituições, que em geral, ainda existe uma dificuldade de compreensão sobre como o Google funciona, qual relação ele pode ter com o sucesso de uma instituição nesse novo mercado digital e, como colocar o Google a seu serviço, utilizando ferramentas gratuitas que são dotadas de grande poder em sua aplicação. E, em minha opinião, apesar do empresário ou educador não precisar ser um especialista nesta área, é fundamental que conheça o básico, para que possa interagir melhor com agências e consultores dessa área, facilitando a elaboração das estratégias e trabalhos relacionados. Por isso, este artigo visa abordar de maneira facilitada, este tão relevante assunto.

Mesmo não tendo sido o primeiro site a prestar o serviço de busca na internet, certamente foi o que mais se popularizou, e atualmente apesar da existência de outros sites buscadores, como o Bing (Microsoft), Yahoo, dentre outros, o Google é utilizado por 98% dos usuários de internet em todo o planeta. Por esse motivo, deve ser o foco de qualquer trabalho de comunicação digital em buscadores.

Dessa maneira, o primeiro passo é compreender o funcionamento do Google, que como todos já sabemos, apresenta para o usuário de internet uma relação de sites e páginas eletrônicas cujo conteúdo está relacionado ao “termo” que tenha sido digitado para a realização da busca. Mas como o Google define a ordenação, ou seja, quais aparecerão em primeiro lugar e quais ficarão nas últimas páginas?

Atualmente o Google indexa (encontra) muito rapidamente um novo site, ou nova página publicada na internet, mas como e, em que quantidade um determinado site será visualizado pelo público que se pretende atingir, vai depender de um trabalho prévio para torná-lo mais visível, que os especialistas chamam de Search Engine Optimization (SEO), que no português ficou conhecido como “otimização de sites” ou “otimização para buscas”.

O conceito básico é bem simples de entender. O primeiro passo é definir quais “termos” ou “palavras-chave” serão trabalhados em um determinado site, para que o usuário encontre-o ao digitar os mesmos “termos” ou “palavras-chave” no sistema de busca do Google. Por exemplo: Se um usuário quer achar informações sobre faculdades que ministrem o curso de graduação em administração na cidade de Vitória, um dos “termos” que provavelmente utilizará é “graduação administração Vitória”. Ou seja, este é um dos “termos” que precisará ser trabalhado para o site de uma faculdade que ofereça graduação em administração na cidade de Vitória.

Uma vez que os “termos” que serão trabalhados sejam definidos, além do trabalho de tagueamento que um especialista pode fazer na estrutura do seu site, será fundamental que o mesmo produza e publique regularmente, conteúdos que estejam relacionados. Pois, quanto mais conteúdo sobre o assunto, mais o Google vai aumentar a relevância do seu site (naquela área), que será encontrado mais facilmente pelo público alvo desejado.

Por exemplo: A mesma instituição que oferece o curso de graduação em administração na cidade de Vitória, pode publicar periodicamente resenhas ou artigos de professores sobre o assunto, ou ainda, implementar um blog que também publique notícias sobre os acontecimentos relacionados a própria instituição.

É importante ressaltar que esse é um procedimento que traz como retorno, publicidade gratuita por intermédio dos resultados orgânicos das buscas, ou seja, não é necessário nenhum tipo de investimento em dinheiro no Google, sendo relevante apenas as estratégias e ações aplicadas. É claro que existe a publicidade paga nos resultados das buscas, por intermédio dos “links patrocinados”, mas não é o caso da busca orgânica.

Uma dica interessante que ajuda a definir quais são os termos mais interessantes para cada caso, é uma ferramenta gratuita do Google muito fácil de usar, chamada Google Trends. Com ela é possível se ter uma ideia sobre o quanto aquele “termo” ou “palavra-chave” é utilizada pelos usuários em suas buscas no Google.

Outro aspecto muitíssimo importante para o empresário ou educador que utiliza os conceitos da comunicação digital, é saber avaliar se a estratégia aplicada está realmente surtindo efeito. E para isso, não é necessário ser um especialista no assunto, mas apenas ter acesso a ferramenta certa, que neste caso é disponibilizada pelo próprio Google, denominado “Google Analytics”. Por intermédio dele é possível o acesso a relatórios sobre a performance do site em relação aos visitantes, dispondo de informações bem completas como: De qual site os visitantes vieram, quais os “termos” utilizados nos buscadores que o fizeram encontrar e chegar no site, quais as páginas que ele mais visitou no site e quanto tempo ficou nela, dentre muitos outros.

Criar uma conta para acompanhar a performance do site é um procedimento simples e gratuito, que é fundamental para o gestor estar alinhado com as mídias digitais. Se já existe um consultor ou agência desenvolvendo este trabalho, o gestor deve solicitar um perfil para acesso ao Google Analytics e acompanhar regularmente os resultados.

Neste mundo globalizado e digital que se consolida maisa cada dia, é imperioso que o gestor de uma instituição, no mínimo compreenda o básico sobre o funcionamento da comunicação digital, que cresce vertiginosamente. Pois, não compreender a base do processo simplesmente o coloca como refém dos “especialistas” dessa área e dificulta a tomada de decisão neste mercado tão dinâmico e competitivo.

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2 Respostas para “O que o gestor de uma instituição precisa saber sobre o Google?”

  • Anibal Domingos says:

    Gostei muito do artigo do Julio Cesar. Me mostrou detalhes do Google que, até então, eu não conseguia identificar como meus facilitadores.
    Mas a questão mais importante apresentada é a necessidade do gestor de hoje ter um senso apurado para tornar a tecnologia uma ferramenta fundamental para sua vida e seu trabalho, como o garfo e a faca são para sua alimentação. Deve estar no automático, simples assim.
    Investigar constantemente e aliar tecnologia à capacidade e à reação do mercado, é ter uma vantagem competitiva. Prof. Anibal

     
  • Prof. Saulo Sousa Dias says:

    Muito interessante o artigo e escrevo para parabenizar o autor Julio Cesar de C. Ferreira.
    Há alguns termos chave no texto, que passei a considerar: conhecer o básico/ compreender o funcionamento / definir / ferramentas gratuitas com grande poder em sua aplicação/ avaliar a estratégia / acompanhar / não se tornar um refém dos especialistas / sucesso.
    São os passos para a integração sintonizada do homem e da tecnologia garantindo desempenho, diferencial, ideal concretizado.
    O Google às vezes me parece uma ferramenta ilimitada. Quando se acredita conhecer tudo, ele se apresenta com outras tantas soluções aos nossos questionamentos e necessidades. São as tais aplicabilidades.
    Antes o que se lia e ouvia era: ”esteja atento às tecnologias”. Hoje você é o homem que usa inúmeras ferramentas e descobre a cada dia como é que elas podem te ajudar ainda mais.
    Como diz o autor, o gestor precisa estar alinhado a esse mundo digital que se apresenta. Obrigado.

     

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