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Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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Não sou dado a polemizar. Nesse sentido, prefiro dar um boi para não entrar em briga e uma boiada para sair. Sou partidário do pior acordo à melhor demanda. Um traço de personalidade? Sei lá se eu sei! Pode ser. Aliás, pelo que me consta, até a etimologia de polêmica, do grego, tem a ver com “arte da guerra”. Em qualquer situação tenho comigo que o viés polêmico é um terreno propenso ao unilateralismo, a radicalizações, a simplificações grosseiras; às vias de fato, em alguns casos de discussão mais acirrada. E isso acontece no campo filosófico, político, financeiro, educacional, religioso, bíblico, futebolístico, enfim em toda área que comporte igualmente um viés ideológico ou de interesse próprio.

Distingo polêmica de diálogo. Mesmo porque ninguém é dono da verdade. Se se trata de opinião, opinião é opinião. Esse estado da mente difere da certeza, do tipo: o fogo queima. Se dúvida, bota a mão no fogo. Não conheço ninguém que não precise consultar o Dr. Google, mesmo assim tendo que fazer uma consulta seletiva no tocante à imparcialidade das fontes, pois nem sempre confiáveis. Um intelectual polemizava com um matuto. Lá pelas tantas, considerando o interlocutor de cabeça dura, disse: Cara, quem é você para discutir comigo? Eu estudei em três grandes universidades. O matuto, depois de coçar a barba e soltar uma baforada, retruca “ad hominem”: Me desculpe, sinhô dotô, mas nois aqui, na roça, também tem um burro que mamou em treis égua e nunca deixou de ser burro mode essa situação…

Num programa do jornalista José Lino, na Rádio Itatiaia, Belo Horizonte, a partir de um caso real os convidados discorreram sobre o termo “Schadenfreude”, em alemão. Foi preciso explicar o conceito para muitos ouvintes: alegria com o infortúnio de um terceiro. Aliás, existe uma frase em latim “Afflicto non est danda afflictio”, traduzida por Renan Calheiros em defesa de Dilma: Depois da queda, desnecessário é o coice.

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