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Maria Carmen Tavares Christóvão
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“Os melhores momentos de nossas vidas não são os tempos passivos, receptivos e relaxantes … Os melhores momentos geralmente ocorrem se o corpo ou a mente de uma pessoa são levados ao limite em um esforço voluntário para realizar algo difícil e que vale a pena”.  Mihaly Csikszentmihalyi

Inovação e Tecnologia são palavras que se relacionam estreitamente no contexto em que vivemos hoje. A adequação recente das aulas presenciais para Streaming devido a pandemia do Covid-19, demonstrou o quanto a educação está cada dia mais dependente de tecnologia e o quanto as instituições se tornam vulneráveis diante de riscos, muitas delas, totalmente despreparadas para a oferta de EaD.

O isolamento social nos traz alguns insights. Somos um país exemplo em tecnologia bancária enquanto em tecnologia educacional temos muito o que crescer. Lorraine Bardeen, responsável por experiências de realidade mista na Digital Pages demonstra que o setor educacional ainda engatinha nas tendências de Ensino a Distancia ao apresentar uma aplicação interativa para o planejamento cirúrgico utilizando o HoloLens, da Microsoft, que oferece aos estudantes , cirurgiões e profissionais da saúde uma nova perspectiva sobre modelagem e manipulação de objetos 3D físico e virtuais, ou seja, uma estratégia de RM (Realidade Mista).

O Wikipedia define o conceito de Realidade Mista como sendo também o de realidade híbrida:

é a tecnologia que une características da realidade virtual com a realidade aumentada. Esta insere objetos virtuais no mundo real e permite a interação do usuário com os objetos, produzindo novos ambientes nos quais itens físicos e virtuais coexistem e interagem em tempo real. Existem muitas dúvidas quando se compara a realidade mista com as demais. Na realidade aumentada tem-se a inserção de objetos virtuais no mundo real, porém estes não são imersos como parte desse universo, não podendo, assim, existir uma interação direta do usuário com os objetos virtuais. Já na realidade virtual, o usuário fica imerso em uma interface que representa um ambiente real ou imaginário, podendo interagir com o novo cenário, como se fosse parte de outra realidade.

Em todo o mundo as instituições educacionais de ponta se preparam para utilização de Realidades Virtual (RV) e Aumentada (RA), ambas tecnologias muito inovadoras e com potencial criativo para atividades didáticas.  Segundo Zapatero, “têm um impacto direto na motivação extrínseca do alunado de forma instantânea, já que seu aporte visual e interativo é surpreendente”. (ZAPATERO GUILLÉN 2012, p. 112, 114).

Para Zednik, Ortega e Garcia,

Estas tecnologias trabalham diretamente criando experiências, o que facilita, assim, o desenvolvimento de competências, tão importantes, atualmente, no currículo educacional e no alcance de aprendizagens significativas. Em virtude das Realidades Virtual e Aumentada, os alunos podem ter experiências que, em seu próprio contexto, muito provavelmente, não seriam possíveis, por limitações econômicas ou físicas (viagens ao espaço, às profundezas dos oceanos, ao interior do corpo humano, por exemplo).

(Zednik, Ortega e Garcia. informática na educação: teoria & prática. porto alegre, v.20, n.1, jan./abr. 2017).

A Educação a Distância ofertada no Brasil, em grande parte das instituições, ainda se restringe a uma plataforma, geralmente o Moodle, pouco explorado com vídeo aulas nos moldes do ensino presencial, apostilas virtuais mal elaboradas, exercícios como o Quiz sem nenhuma criatividade. Situações de aprendizagem com momentos de interação em que o aluno não se sente motivado a participar e que não desafiam o aluno. Se a modalidade tem crescido no Brasil, certamente são por outras variáveis e não pelo bom uso da tecnologia.

Contudo, é preciso avaliar as possibilidades e limitações das TICs para efetiva contribuição ao incorporá-las no ensino.

·         As TICs possibilitam a expansão da informação
·         Propicia a criação de ambientes de aprendizagem mais flexível e enriquecido
·         Elimina as barreiras espaço temporais entre professor e aluno
·         Aumenta as possibilidades de comunicação e interação social entre os participantes
·         A Capacitação se dá em cenários e em ambientes interativos
·         Incentiva a autonomia do aluno e a autoaprendizagem
·         Rompe com o cenário clássico de transferência do conhecimento
·         Oferece novas possibilidades de tutoria, mentoria e orientação ao aluno
·         Facilita a formação permanente ou Educação Continuada
Fonte: Adaptação (Cabero 2001, 2004a, 2004b e 2007b; Cabero et al., 2007).

As limitações estão associadas ao acesso a novas tecnologias. O Brasil tem descoberto o Slack, o Zoom, que vem causando controvérsias, outros bons aplicativos da Microsoft nesse tempo em que o sentido de urgência obriga as instituições e professores a se reinventarem. A maior das limitações é realmente professores treinados ao uso das novas tecnologias e saibam extrair dos alunos o conhecimento, estimulando a participação e tendo a habilidade de diversificar ferramentas para manter a atenção dos jovens.

Enfim, as instituições de ensino do século XXI devem adquirir novas competências e realizar projetos pedagógicos permeados pelas melhores tecnologias já disponíveis no mercado para formação de profissionais que sejam capazes de responder aos desafios e demandas globais do mercado e da sociedade.   As novas configurações e natureza do conhecimento propostos hoje encontram na tecnologia um suporte eficaz para inovação educacional.

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9 Respostas para “Os desafios da tecnologia no ambiente educacional”

  • Leonardo Goriscai says:

    Este artigo nos faz refletir que devemos nos adaptar às mudanças que em si só nos trazem benefícios e novos conhecimentos.

    Parabéns professora! Você é demais. Um abraço e sucesso.

     
  • MONICA DE CASSIA LANGSDORFF SOUZA CASTRO says:

    A vulnerabilidade das instituições educacionais em relação a tecnologia é evidente no seu texto. Essa dissociação representa nesse momento um grande desafio para educação brasileira. Obrigada pela sua reflexão, que nos leva a pensar que as instituições educacionais precisam acordar e sair do ambiente em que estão para adquirir novas competências e usar as tecnologias em seus projetos educacionais, como você expõe muito bem.

     
  • EDVALDO GOMES says:

    Maria Carmem tem como objetivo ajudar, contribuir muito na área da educação moderna, tem uma capacidade de invovar e sempre buscando conhecimentos para contribuir para educação.

     
  • Muito interessante as suas observações. O InstitutoTechmail que capacita jovens para o mercado de seguro embora com muitas dificuldades pelo desnivelamento dos jovens da rede pública de ensino que acolhemos, vem dando uma lição a muitas instituições públicas e privadas com relação ao ensino a distância. Já vínhamos desde Dezembro trabalhando no modelo híbrido e com a pandemia viramos quase que de forma instantânea a chave para o modelo EAD. Todos os nossos aprendizes e estagiários estão conectados com a nossa
    plataforma de ensino Moodle, dando assim continuidade a parte teórica. Não paramos em nenhum momento. Estamos aprendendo no dia a dia a utilização da ferramenta e as novas tecnologias que se apresentam nesse momento onde todos buscam estar on line. Os jovens na sua maioria se adaptam rapidamente ao novo modelo de conectividade e os resultados são fantásticos. A sobrevivência depende da flexibilidade, velocidade e facilidade de adaptação frente aos novos desafios e realidade PosCov19 ainda desconhecidas. As parcerias tanto no suporte técnico, tecnológico, conteúdos e educadores bem treinados além do envolvimento dos jovens e suas famílias é fator fundamental para o sucesso da Educação.

     
  • Se de um lado é difícil a adaptação para alguns que sempre lançaram mão de ferramentas menos tecnológicas e mais tradicionais de ensino, devido à forma mais pessoal de se comunicar, do outro lado há quem migre na ilusão de achar que irá ser mais fácil fazer um curso a distância, o que não é verdade, mas muitos recorrem por causa do preço! Necessário também que tanto as instituições de ensino deem um suporte quanto a escolha das melhores ferramentas para se ministrar cursos, investindo antes no preparo de professores não apenas por meio de tecnologias à distância, mas presencialmente também. A tecnologia ajuda, porém ainda é muito vulnerável quanto às invasões de hackers e também quanto a segurança psicológica de alguns profissionais recém formados.

     
  • Davi Gualberto Gouveia Santos says:

    Maria Carmem bom dia.

    Obrigado por compartilhar este conhecimento conosco, com palavras bem colocadas de forma que eleva nossas mentes de forma a enxergar o futuro e as novas possibilidades de demandas geradas pela atual necessidade de demanda do mercado, o que ontem nos parecia ser algo que demoraria a ser destacado pela população, estamos prestes a viver uma nova corrida para evolução das tecnologias, com o aperfeiçoamento de umas e a criação ou reconhecimento de outras.

    Um forte abraço.
    Davi Gualberto Gouveia Santos

     
  • O texto demonstra o que vem acontencendo no EAD no Brasil e as necessidades de avanço. Parabéns!

     
  • Marcia Braga says:

    Estamos em um mundo veloz!
    A tecnologia muda rapidamente!
    Adquirir novas competências se faz urgente!
    Ou então, a capacitação para o mercado futuro estará comprometida.

     
  • Muito bom seu texto!!! Temos muito a fazer!!! Vivemos de pequenas ilhas de inovação….

     

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