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Celso Niskier
Diretor presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES)
Reitor do Centro Universitário UniCarioca
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O ciclo de três edições do Congresso Brasileiro da Educação Superior Particular (CBESP) voltadas para o debate e a reflexão sobre inovação e educação superior chegou ao fim no último sábado (8), em Belo Horizonte/MG. O evento é promovido anualmente pelo Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular e realizado pela Linha Direta.

Com o tema “Educação superior: inovação e diversidade na construção de um Brasil plural”, o XII CBESP reuniu mais de 500 participantes, entre mantenedores de instituições, reitores, gestores, especialistas e autoridades governamentais. Ao longo de três dias foram realizadas diversas atividades, todas partindo da premissa de que a Economia 4.0, fundamentada no estabelecimento de uma sociedade cada vez mais disruptiva, impõe novos olhares e estratégias a todos os setores da economia, incluindo o da educação.

Aliás, como foi ressaltado na Carta de Belo Horizonte, instituições da área educacional têm duplo desafio diante do que está sendo chamando de “quarta revolução industrial”: adequar seus processos gerenciais para se manterem em um contexto cada vez mais inovador e formar profissionais cidadãos competentes e conscientes para novo mercado de trabalho e nova sociedade.

Por isso, na capital mineira foram debatidos aspectos como a promoção da diversidade no âmbito das instituições de educação superior; o papel das políticas públicas no fomento à diversidade; e a internacionalização enquanto forma de ampliar a diversidade nas faculdades, centros universitários e universidades de todo o País. Também foram apresentados estudos e pesquisas sobre inovação e os seus possíveis recortes. O XII CBESP chamou a atenção para o fato de vivermos em um país diverso na sua essência.

Ao unir os aprendizados desta edição aos adquiridos nas duas anteriores, quando a inovação foi abordada no âmbito da inclusão e da sustentabilidade, pode-se afirmar que o ciclo de três Congressos foi extremamente oportuno e significativo para a educação superior brasileira. A síntese dos resultados evidencia que a incorporação da inovação qualifica a formação acadêmica, além de contribuir para a ruptura paradigmática imposta pelos avanços científicos e tecnológicos.

Assim como nos idos do Século XVIII os inconfidentes se uniram com o intuito de livrar Minas Gerais da dominação portuguesa, o que se viu em Belo Horizonte ao longo dos três dias de Congresso foram pessoas imbuídas do espírito de “novos inconfidentes” com o objetivo de livrar o país das amarras que nos prendem ao passado e, assim, conduzir a educação superior brasileira rumo a um futuro mais promissor. Para isso, ficou evidenciada a importância de pensar a educação de forma global e local no contexto da sustentabilidade, da inclusão e da diversidade.

Contudo, é chegada a hora de dialogarmos sobre outros desafios, sejam eles recentes ou históricos. Por isso, em 2020 estaremos reunidos novamente para vislumbrar alternativas para a inserção do empreendedorismo nas nossas instituições de ensino e salas de aula. O palco será o belíssimo resort Costão do Santinho, localizado em Florianópolis/SC, entre os dias 28 e 30 de maio.

Ali, mais uma vez, o setor particular de educação superior voltará suas atenções para a construção ou a desobstrução de caminhos capazes de contribuir para a melhoria da educação no país, característica que se consolidou como a marca do Congresso nos seus doze anos de existência. Assim, acreditamos colaborar para o desenvolvimento socioeconômico do Brasil, condição que, como sabemos, somente será alcançada quando tivermos uma educação de qualidade e acessível a cada cidadão e cidadã que tem neste espaço de terra mais do que sua moradia ou local de nascimento, mas a sua pátria.

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