Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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Em tempos de confinamento e de isolamento social forçado, abre-se espaço, em casa, para meditação, reflexão. Debrucei-me, hoje, sobre um poema, em Odes de Ricardo Reis: Fernando Pessoa, Para ser Grande, sê Inteiro. Fiquei imaginando: Para ser grande não é preciso ser grande, mas é preciso ser inteiro. Nesse sentido, aplica-se o dito: Tamanho não é documento. Tampouco importa ser gente, necessariamente. Estive a meditar o que é ser grande…

Admiramos o trabalho de uma formiguinha, cujo esforço se elogia e é dado como exemplo de solidariedade com outras formigas, dai se estendendo, como um desideratum, até os humanos. Roberto Carlos canta a sensual atração de Mujer Pequeña. Uma criancinha é grande sem ser grande. É inteira. Do tamanho dela.

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Antonio Artequilino da Silva Neto
Historiador, Mestre em Educação, Doutor em Linguística Aplicada e Consultor Pedagógico da Solução Educacional Conquista
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Quando falamos ou escrevemos, deixamos marcas de nossa subjetividade e compartilhamos com as pessoas a nossa forma de compreender a realidade da qual fazemos parte. Assim, nossas concepções de ser humano, de sociedade e de mundo são reveladas de maneira mais intensa quando atuamos como operadores do conhecimento. Por exemplo, quando um professor ministra uma aula ou mesmo quando um consultor pedagógico profere uma palestra, acontece não apenas uma manifestação física do seu potencial vocal, mas principalmente a manifestação de culturas, ideologias, subjetividades e intencionalidades provenientes do seu universo simbólico.

No entanto, como pode o enunciador, a partir do seu universo simbólico, envolver seus interlocutores e estabelecer um diálogo respeitoso, pleno e profícuo? O que é necessário considerar na inclusão daqueles que possuem uma visão diferente e que podem até mesmo assumir um posicionamento contrário ao que defendemos? Muitos partem de supostas “verdades” construídas no interior do seu círculo pessoal de vida e as defendem como sendo suas crenças e práticas.

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Valmor BolanValmor Bolan
Professor da Unisa e ex-reitor e dirigente do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras

Doutor em Sociologia e especialista em Gestão Universitária pela Organização Universitária Interamericana (OUI), sediada em Montreal, Canadá
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Como a onda de conservadorismo que cresceu na década passada afeta a Educação? Isso comprova mais uma vez as teorias cíclicas da história, de períodos mais abertos e democráticos, outros mais autoritários. Carl Rogers associava as escolas tradicionais ao autoritarismo. Para ele, em modelos assim de escola, “as decisões são tomadas na cúpula pelo diretor  e pelos professores. Os alunos não têm nada a dizer”. E acrescenta: “Houve um movimento pendular nos anos 60 e agora a balança parece pender na outra direção. Atravessamos um período muito desfavorável às ideias inovadoras”.

Daí o peso que tem o crescimento do conservadorismo em nossa sociedade atual, a qual busca respostas aos novos problemas da atualidade. No campo educacional se reflete não apenas no modo como ainda estão organizadas as nossas escolas, como também em relação aos conteúdos, à metodologia de ensino, etc.  “Há um longo período durante o qual as mentalidades mudam lentamente de maneira subterrânea, e depois, subitamente, as ideias novas eclodem no mundo inteiro”, completa Carl Rogers. Estaremos vivendo atualmente um momento de eclosão do novo? E que novo exatamente seria esse?

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