Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
Instagram: @prof.antoniooliveira

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Platão é conhecido pela sua teoria do mundo das ideias. Essas ideias se constituem em arquétipos eternos das coisas visíveis. Esse seria o mundo real, do qual aquilo que existe constitui cópia de alguma ideia por natureza subsistente. Isso pode parecer fantasmagórico, mas ante a “realidade” do mundo virtual e das redes sociais, a gente acaba pensando até onde essa teoria seria esdrúxula. Somos dominados hoje por esse mundo semietéreo que flutua nas nuvens e que acaba por nos governar. Antes de governar, por eleger quem vai nos governar. Um mundo flutuante de ideias a direcionar nossas ações num mundo que achamos tão real. Tão diferente do mundo e do amor platônicos. Será?

Se quisermos viralizar uma ideia, basta dar-lhe uma roupagem virtual. Epa! Começam a surgir os embaraços. Vestir, revestir uma ideia. No nosso imaginário, roupa é substantivo concreto; ideia, abstrato. As ‘coisas’ se vão complicando. Roupa não é concretude; roupa é uma abstração. Esta roupa, essa roupa, aquela roupa, sim, é que é concreta. Ninguém jamais viu a doença coronavírus andando por aí. Quem anda é a pessoa infectada pelo vírus. Isso tudo, posto assim numa crônica, parece de fundir a cuca. No entanto, todo o mundo lida, hoje em dia, com esses… Conceitos? Digamos que sim. Outro dia, um sobrinho meu, jovem, escreveu-me com toda a naturalidade: Tio, estou seguindo seu perfil no Instagram…

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Luciano Sathler*
Membro do Comitê de Educação Básica da Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED)
Reitor do Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix
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A crise do coronavírus não trouxe novidades em termos dos desafios à gestão de instituições educacionais, somente aguçou e acelerou tendências que já estavam em desenvolvimento há alguns anos.

Quando escrevo esse artigo, os números de contaminados e de mortos pelo coronavírus ainda não permitem vislumbrar a restauração da normalidade após meses de distanciamento social. Tudo faz crer que a situação socioeconômica vai se agravar mais nos meses subsequentes ao retorno das aulas presenciais, o que pede a adoção de medidas urgentes a partir de uma visão estratégica alinhada com as demandas do futuro que se materializaram no presente, aceleradas em 20 anos pelas mudanças ora experimentadas. Isso deve ser pensado e se transformar em planos de ação, para permitir superar as ondas de choque que se avolumam no horizonte.

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Tales de Sá Cavalcante
Reitor do Centro Universitário Farias Brito (FB UNI)

Membro do Colegiado da ABMES
Valor Econômico, publicado em 31 de agosto de 2020
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Era uma vez, uma tríplice equipe ministerial com elevada capacidade gestora em Educação. Além de inovar no universo educacional brasileiro, observou o que o mundo exterior tinha de bom na área e teve a coragem de implantar políticas equivalentes, inclusive procedimentos avaliativos que afloraram índices tão baixos quanto tradicionais em nosso país. Em compensação, poderíamos, doravante, acompanhar indicadores ao longo do tempo e compará-los com os de outros países.

Paulo Renato Souza, Maria Inês Fini e Maria Helena G. Castro compunham a referida tríade. Em 1988, na era Fernando Henrique, foi oficializada uma de suas iniciativas. Surgiu o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). A exemplo do Baccalauréat (Bac), na França, idealizado por Napoleão Bonaparte I, do SAT (Scholastic Assessment Test) e do ACT (American College Testing), nos EUA, o objetivo era avaliar o estudante, ao final de sua escolaridade básica, em cinco competências: domínio das linguagens, compreensão de fenômenos, enfrentamento de situações-problema, construção de argumentação sólida e elaboração de propostas coerentes.

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