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Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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O chinês John Chiang Hsiung Wu escreveu Para Além do Oriente e do Ocidente. John Wu (+1986) foi contemporâneo do indiano Anthony de Mello, que veio a falecer no ano seguinte, em Nova Iorque. Esse jesuíta tenta uma síntese entre a espiritualidade do Oriente e do Ocidente. De acordo com budismo, a origem da dor, que gera sofrimento, é o desejo. O fim da dor consiste na supressão do desejo ao ponto de alcançar o nirvana.

Para Anthony de Mello, onde existe amor não há desejos. Amar significa, basicamente, aceitar o próximo como ele é, não uma imagem que não existe. As pessoas inseguras não desejam a verdadeira felicidade, é o que diz Tony em Autolibertação, pois temem os riscos representados pela liberdade. Continuam presas aos desejos, que, por sua vez, podem gerar medo, ansiedade, tensões, desilusão, desespero. Como psicólogo, via isso todos os dias. As pessoas não procuram a cura, mas o alívio; elas não querem mudar, porque a mudança expõe e compromete. A terapia pode representar uma troca de problemas: tira um, bota outro. Na cadeia externa, a chave fica com o carcereiro; na jaula interna, a chave fica com nós mesmos, que “vivemos polindo as nossas grades, ao invés delas nos libertarmos” (Pedro Bloch).

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jacir-venturi2017Jacir J. Venturi
Coordenador da Universidade Positivo e membro do Conselho Estadual de Educação
Foi professor e diretor da UFPR e PUCPR
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Neste preâmbulo, valho-me de duas valiosas e até antagônicas metáforas da sabedoria popular. Quando citei a primeira – “é o pássaro madrugador que apanha a minhoca…” –, meu amigo, admirável matemático e executivo de várias empresas renomadas, com um sorriso maroto, retrucou: “é, mas é o segundo rato que come o queijo…”. Sim, demorei um pouco para entender: o primeiro rato madrugador é abocanhado pelo gato!

Pois bem, analogamente a essa parábola, na Educação Superior brasileira, quem está comendo o queijo é a Educação a Distância (EAD), que é consideravelmente recente, mas já se consolidou. O expressivo crescimento dessa modalidade educacional, porém, não se fez sem efeitos colaterais, pois, com alguma dose de canibalismo, promoveu uma redução no ensino presencial. Com matrículas praticamente nulas em 2003, a EAD alcançou a cifra de quase 1,8 milhão de alunos em 2017 (dados mais recentes disponibilizados pelo INEP/MEC), com taxas de crescimento de até 27% ao ano. Nesse mesmo período, a modalidade presencial apresentou um incremento anual médio de 6%, no entanto apresenta um ponto de inflexão há três anos, com quedas consecutivas especialmente nas Instituições de Ensino Superior (IES) privadas.

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Wanda Camargo
Assessora da presidência e coordenadora de projetos culturais do UniBrasil Centro Universitário
Pesquisadora de teorias da aprendizagem

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Não só nas escolas particulares, mas também nas públicas, a área educacional e a maior parte de outras têm sentido com bastante intensidade os problemas econômicos enfrentados pelo país. Estudar exige investimento, não apenas nas mensalidades das instituições privadas, mas também em livros, materiais didáticos, tempo disponível, acomodações para estudantes de fora de uma determinada localidade onde o curso desejado é oferecido, alimentação e diversos outros gastos.

Tudo o que afeta empregos certamente afetará o sistema educativo, já que, além da formação para a cidadania, um dos principais objetivos de toda escola, em qualquer nível, é a preparação para o exercício profissional, permitindo que o país desenvolva adequadamente… sua economia!

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