Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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Esse título não é atraente. Convenhamos. É que tenho pensado no emprego atual do verbo desconstruir. Aliás, emprego atual desde muito tempo… Só que agora o uso viralizou. Autor do “Discurso do Método”, Descartes tomou a dianteira nesse assunto e, em certa altura da vida, resolveu duvidar metodicamente de tudo. Desconstruir. Desfazer ou desmontar para voltar a construir o universo do saber humano em suas humanas limitações. Adepto das demonstrações geométricas, Descartes afirma não ter duvidado por duvidar, como os céticos que duvidam “pour douter”. Duvidar por duvidar…

Pensar em voz alta às vezes é necessário. Depois de certa idade e de amealhar uma pouca de experiência, a gente passa a desconfiar, com ou sem razão, de muitas coisas que nos ensinaram. Faz parte do processo. E é bom que assim seja. Bacana. Preferiria as certezas. São mais confortáveis. Mas, como as pessoas, certezas, como as  temos e vemos, também envelhecem…

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Foto: Daniel DereveckiDaniel Medeiros
Doutor em Educação Histórica e professor no Curso Positivo
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Mais de cem dias depois, a pandemia vai produzindo uma cauda longa de desarranjos que se fará sentir por muitos anos e esses efeitos vão atingir, principalmente, os mais jovens. É fato que o vírus também mata jovens mas, como sabemos, as vítimas preferenciais são os mais velhos que já carregam em si alguns arautos do mundo-além, que os médicos chamam, sem nenhum respeito aos eufemismos, de comorbidades.

Jovens são, também, a grande maioria dos médicos e enfermeiros que estão na linha de frente, os rostos marcados pelo cansaço e pelas tiras das máscaras, dobrando turno, ficando longe das famílias, expondo-se ao risco da contaminação, salvando senhores e senhoras, avôs e avós, homens e mulheres que já vão pelo terceiro cavalo, já meio mancos e com o pelo mortiço. Esses jovens são nossos heróis contemporâneos. Às vezes, vejo-os de capas voando para ir para o trabalho e lanço acenos emocionados.

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Valmor BolanValmor Bolan
Professor da Unisa e ex-reitor e dirigente do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras

Doutor em Sociologia e especialista em Gestão Universitária pela Organização Universitária Interamericana (OUI), sediada em Montreal, Canadá
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Assim que foi nomeado como novo ministro da Educação, a mídia divulgou alguns vídeos de Milton Ribeiro, pastor presbiteriano da sua concepção sobre família e sexualidade, com o intuito de desqualificá-lo.  Na verdade, o vídeo mais chocante foi o que ele defende o castigo físico na educação de crianças, chegando inclusive a recomendar, em alguns casos, a dor física. É óbvio que isso chocou a muitos, especialmente as mães, independente de matiz ideológica à esquerda ou à direita.

O recém-nomeado Ministro apagou os vídeos originais, mas já havia sido feitos download e divulgados em vários sites. Deputados e senadores repercutiram com certo ceticismo a indicação do novo ministro, por parecer que o critério da escolha tenha sido a sua base religiosa, de origem calvinista, e isso preocupa. Espera-se que ele não fira a laicidade das escolas públicas, manifestaram alguns parlamentares, e que tenha capacidade de diálogo. O novo ministro publicou uma nota falando em “pacto nacional” pela educação, e de que a hora de que todos os segmentos da sociedade estejam unidos no esforço pela educação com qualidade no País.

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