Destaques
Patrocínio
Facebook
Print Friendly, PDF & Email

Gustavo Hoffmann
D
iretor do Grupo A Educação
Foi diretor de Inovação e Internacionalização do Grupo Anima Educação e diretor Acadêmico e de EAD do Grupo Alis Educacional e diretor acadêmico, diretor de Pós-graduação, diretor de EAD e diretor de Negócios da Kroton Educacional
***

O dia 28 de abril é considerado o Dia Internacional da Educação. É importante comemorarmos esta data, mas não podemos deixar de ter um olhar crítico sobre o tema, aproveitando a ocasião para promover uma reflexão sobre o passado e o futuro da educação. Sem dúvida, tivemos importantes avanços tecnológicos e metodológicos nas últimas décadas, mas nosso modelo educacional tradicional está falido. E ele ainda predomina, tanto na educação básica quanto no ensino superior.

Hoje, nós trabalhamos com um modelo predominantemente Just in Case. Ou seja, tratamos o processo de aprendizagem como se fosse um sistema de gestão de estoques em que quanto mais, melhor. Depositamos nos alunos uma alta carga horária de conteúdos para que os utilizem se um dia precisarem. O problema é que, quando precisarem aplicá-los, é muito provável que nem se lembrem mais dos conceitos básicos e, se lembrarem, é muito provável que estejam obsoletos. Parece fazer muito mais sentido o modelo Just in Time. Nele, menos é mais. O conteúdo não é estocado, mas sim oferecido ao aluno sob demanda, exatamente quando será utilizado. Neste caso, o conteúdo se torna uma ferramenta para ser aplicada na solução de um problema. Estudos mostram que depois de um semestre nossos alunos não se lembram nem de 20% do conteúdo exposto pelo professor em sala de aula. Então, por que ainda somos tão fascinados em cobrir todo o conteúdo de determinadas disciplinas no modelo tradicional, sabendo que boa parte deste conteúdo nunca será utilizado pelos alunos e, se utilizado, estará ultrapassado ou terá que ser revisto? Não há carga horária que seja suficiente neste modelo altamente ineficiente.

Leia mais »

 
Print Friendly, PDF & Email

Hannyni Mesquita
Pedagoga, especialista em Gestão das Organizações Educacionais e Educação Bilíngue
Coordenadora da Educação Infantil do Centro de Inovação Pedagógica Positivo, do Colégio Positivo
***

Ao ouvirem especialistas afirmarem com propriedade que a Educação Infantil é a mais importante etapa do desenvolvimento de um indivíduo – mais até do que a universidade – muitas pessoas se mostram surpresas ou incrédulas. Quem trabalha com crianças nessa faixa etária – até os 6 anos – sabe que a afirmação não é exagerada. Essa é a fase de maior desenvolvimento humano. Durante a chamada primeiríssima infância, de 0 a 3 anos, se aprende mais do que se aprenderá ao longo de toda a vida. Para além do discurso de educadores, são os cientistas que afirmam: nos primeiros anos, o cérebro faz mais conexões do que em qualquer outro período da vida. São de 700 a 1.000 conexões por segundo. Aos 3 anos, ele é duas vezes mais ativo que o cérebro de um adulto. Pesquisas americanas realizadas com milhares de crianças mostram que alunos que tiveram uma boa Educação Infantil precisam de menos reforço escolar e apresentam melhor desempenho no Ensino Fundamental. Em outro estudo, cientistas de Harvard já apontaram que quanto mais a criança se desenvolve na escola nessa fase da vida, maiores são as chances de chegar ao Ensino Superior e ganhar bons salários, quando adulta.

As afirmações são importantes para reforçar que o ambiente no qual a criança cresce é fundamental para garantir seu pleno desenvolvimento – e não estamos falando apenas do cenário doméstico: o ambiente escolar também é determinante. As escolas que ofertam a Educação Infantil têm uma enorme responsabilidade com a humanidade, por isso saber o que fazer, por que fazer e como fazer é para profissionais – e exige muita formação continuada e acompanhamento direto de pessoas capacitadas para transformar a prática em objeto de reflexão para a melhoria contínua. É necessário que os profissionais entendam que o brincar é a linguagem da criança e que consigam transformá-lo em instrumento mediador no processo didático-pedagógico. Tal recurso é ferramenta indispensável no desenvolvimento qualitativo dos aspectos cognitivo, motor, afetivo, psicológico e social, e, portanto, necessita de valorização dentro das propostas educacionais.

Leia mais »

 
Print Friendly, PDF & Email
Gabriel Mario Rodrigues2

Gabriel Mario Rodrigues
Presidente do Conselho de Administração da ABMES
***

“A melhor maneira de prever o futuro é criá-lo você mesmo.” (Peter Diamandis)

Para iniciar o artigo de hoje, gostaria de compartilhar com vocês uma história, de um amigo meu, engenheiro e diretor de faculdade no Paraná, cujo filho estava cursando História na USP. Toda a vez que o encontrava, vinha com a mesma ladainha: “meu filho, com História você não terá dinheiro para sustentar sua família”. O discurso era sempre o mesmo, até que no fim do segundo ano o filho chegou para o pai e disse que iria atendê-lo: “acabei de pedir minha transferência para Antropologia”. O pai quase caiu da cadeira e não se falaram por longo tempo. Só que o rapaz era bom aluno, esforçado e focado. Ficou bamba na língua da mãe, que era árabe. Fez cursos de inglês, espanhol e francês e tudo mais o que aparecia em sua área. Formado, foi fazer pós-graduação no México e, estagiando, foi convidado para aperfeiçoamento nos EUA. Final da história: o jovem é hoje vice-diretor de museu de história na Flórida e afamado professor universitário.

Na realidade, os pais sempre estão preocupados com o futuro dos filhos e as dúvidas são sempre as mesmas:

Leia mais »

 
Números do Ensino Superior
Categorias
Autores
Arquivos
Visitantes
wordpress analytics