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Antonio OliveiraAntônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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Para Arthur Schopenhauer, n’As Dores do Mundo’ [Die Schmerzen der Welt], a existência tem como finalidade a dor. O bem, a felicidade, a satisfação são negativos, pois não fazem senão suprimir um desejo e afastar um desgosto. Consideramos as alegrias aquém da nossa expectativa, ao passo que as dores a elas excedem. Lembro-me de ter ouvido esse pensamento quando tinha dez anos. Hoje ouço Jota Quest: As Dores do Mundo.

A dor é universal, primeira grande verdade sublime do budismo. Um vale de lágrimas? Lágrimas ao sentir dor, ao verter sentido pranto de contrição, ao chorar lágrimas de sangue. Sangue que escorre, diuturnamente, devido a crimes horrendos. Matéria farta para noticiários. Violência de todo naipe. O barracão de zinco, sem telhado, desceu o morro. A poesia se instalou debaixo de marquises urbanas, deixando escancarada cruel e desafiante realidade. Varia seja a intensidade da dor, proveniente inclusive de intempéries, bem como a reação de cada pessoa em busca de um lenitivo ou de um milagre. Há quem conviva e aprenda com a dor.

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jacir-venturi2017Jacir J. Venturi
Coordenador da Universidade Positivo e membro do Conselho Estadual de Educação
Foi professor e diretor da UFPR e PUCPR
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Muitos momentos felizes e saudáveis da infância podem e devem ser de interação com amiguinhos ou familiares ao ar livre. Essa convivência propicia segurança afetiva, bem-estar psíquico, maior rendimento escolar e desenvolvimento de habilidades motoras. Os benfazejos raios solares metabolizam a vitamina D, (promove a absorção do cálcio, nutriente necessário para o crescimento dos ossos) e são terapêuticos contra a tristeza e depressão.

Custa pouco, quase nada, levar os pimpolhos aos parques da cidade ou chácaras para jogar bola, andar de bike ou a cavalo, churrasquear, empinar pipa, levar o bichinho de estimação para passear, interagir com os patos e peixes ou mesmo ler e contar histórias sob árvores frondosas junto ao aprazível verde da natureza. Considere um triunfo seu filho chegando em casa cansado, suado e com um pouco de vitamina S (S de sujeira), pois robustece o sistema imunológico.

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Claudio Sassaki
Cofundador da Geekie 
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A escola tem sentido o peso do tempo. Como resposta, o mercado educacional global tem apontado a inteligência artificial como tecnologia-chave para dar uma resposta célere à demanda por inovação. Nesse processo a inteligência artificial ocupa o primeiro plano, sobretudo ao ser associada a um instrumento essencial para colocar a tecnologia a serviço dos alunos. Sinto, mas terei que desmistificar essa ideia que envolve tecnologia e educação.

A limitada visão de um ensino autoguiado e controlador de alunos via dados merece ser desconstruída para dar espaço para uma análise mais ampla, real e criteriosa da questão. Um dos primeiros pontos para avançarmos rumo à essa nova escola passa por ressignificar a relação entre tecnologia e comunidade escolar. Os dados nas mãos dos alunos, professores, gestores e família são responsáveis por um salto qualitativo no processo de aprendizagem do estudante. Longe da noção errônea de fornecer informações para controlar o aluno, dados gerados por learning analytics – abordagem de análise que mede o processo de aprendizagem – trazem transparência e diálogo ao ambiente escolar, contribuindo para um processo educacional de construção coletiva e colaboração contínua. Não me refiro aos números puros de desempenho nas provas; estou falando de dados que trazem evidências de aprendizado para avaliações de novas competências – inclusive, as demandadas pela nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC). É o que classifico como educação para além do vestibular.

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