Prof. Domingo Hernández Peña
Escritor, professor de Turismo, Honoris Causa pela Anhembi Morumbi, e consultor de Comunicação
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O Brasil, enorme, belíssimo, atrativo, diverso, democrático e “emergente”, é o país, do mundo todo, onde mais se ensina e mais se aprende Turismo. O fato surpreendente poderia ter muito sentido. Pois, nos anos 60/70 do século passado, já era popular aquela certeza confessada por milhões de brasileiros: “Acredite, este país vai ser uma potência turística”. Não é por acaso que nesta terra abençoada existem mais instituições turísticas, ou supostamente turísticas, que no resto da América Latina. Nem é casualidade que aqui tenhamos uma legislação turística que, pela sua extensão, e pela sua falta de claridade e objetividade, pode parecer um código misterioso para confundir ao inimigo…

Porém, o problema está em que aqui, agora mesmo, no ano da graça de 2012, não cresce (continua sem crescer) o turismo internacional. O setor hoteleiro, inteirinho, está sendo controlado desde fora. Aqueles que estudam Turismo, praticamente nunca chegam a ser empresários. As agências chamadas de turismo continuam sendo, na prática, na sua imensa maioria, puras agências de viagens. Ainda não existe, não, parece mentira, um Calendário Geral de Eventos. Nem há uma empresa de eventos que trabalhe com iniciativa própria e calendário próprio, todos os dias e em toda parte. As energias do País estão sendo hipotecadas, sem calcular bem o risco e o resultado, no gigantesco esforço demandado pela venda de dois grandes eventos esportivos que já estão vendidos, e que pouco tem a ver com a viabilidade e a continuidade do Turismo Nacional…

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Polan Lacki
Polan.Lacki@uol.com.br | http://www.polanlacki.com.br
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No Brasil estamos sofrendo, antigas, muito dolorosas e crescentes, consequências de um fator de anti-desenvolvimento que está demonstrando ter uma extraordinária força para frear e até mesmo anular os esforços que os cidadãos, as instituições, as empresas e os governos estão realizando para promover o desenvolvimento econômico e social do nosso país. Este fator está presente numa instituição historicamente valorizada, apreciada e reconhecida pela opinião pública, mas que com o passar dos anos está deteriorando sua imagem, porque seus integrantes permanecem com os olhos fechados e os ouvidos tapados, apesar dos danos que, por ação ou por omissão, está causando ao desenvolvimento, à prosperidade e ao bem estar de nossos habitantes.

Refiro-me à péssima qualidade de nossa educação e muito particularmente à incongruência existente entre o que e como nosso anacrônico sistema de educação primária, secundária e terciária está ensinando e o que e como deveria ensinar para que os educandos possam melhorar seus princípios, valores, atitudes, conhecimentos e competências; e desta maneira ter um melhor desempenho na vida pessoal, familiar, profissional, empresarial e civico-comunitária. Com poucas exceções, nossas instituições educativas chegaram em tal nível de deterioração que não podemos continuar aceitando-o; sua reconstrução tem que ser – na prática e não no repudiável discurso demagógico – a mais urgente prioridade de cada governo municipal, estadual e nacional. Porque, falando objetivamente, não existem motivos nem justificativas para aceitar que todos os cidadãos, direta ou indiretamente, continuem sendo afetados e penalizados por uma educação disfuncional que insiste em ensinar-lhes conteúdos descontextualizados que em grande parte são irrelevantes e pouco utilizáveis; além de serem ensinados de forma muito teórica, abstrata, desestimulante e minimamente vinculada às suas futuras necessidades de vida e de trabalho. Principalmente se considerarmos que o mundo moderno está necessitando, desesperadamente, de uma educação mais pragmática e instrumental, cujos conteúdos os educandos possam utilizar e aplicar na correção de suas próprias ineficiências, como estratégia para que possam solucionar os problemas que enfrentam em suas vidas cotidianas e oferecer uma maior e melhor contribuição ao desenvolvimento de suas comunidades e do país.

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Profa. Dra. Josiane Maria de Freitas Tonelotto
Mestre e doutora em Ciências Médicas pela UNICAMP
Pesquisadora CNPq e FAPESP
Pró-reitora acadêmica da Universidade Anhembi Morumbi
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A avaliação de condições de oferta ou “in loco” se constitui num dos instrumentos de avaliação propostos pelo MEC para mensurar a qualidade dos cursos superiores no Brasil. Parte importante do Sistema nacional de Avaliação do Ensino Superior (SINAES) focaliza três dimensões: pedagógica, do corpo docente e infraestrutura. Os resultados obtidos definem se um curso deve ou não se reconhecido ou ter seu reconhecimento renovado. A emissão dos diplomas, condiciona-se assim, a um desempenho de curso que deve ser igual ou superior a 3, numa escala que vai de 1 a 5.

Para que essas avaliações sejam feitas o MEC vale-se de docentes de IES brasileiras, que após se candidatarem e serem aceitos, são capacitados para compreenderem e aplicarem os instrumentos de avaliação vigente. Para que a imparcialidade seja assegurada, as avaliações são sempre realizadas por duplas que produzem um relatório ao final do processo, no qual são expressas as notas obtidas.

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