Antônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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Escarafunchar datas. Fazer de cada comemoração um mosaico, um núcleo, uma referência. Quem escreve sobre datas comemorativas não escolhe o tema, escolhe a abordagem, não importando a controvérsia em torno de tantas datas disso ou daquilo. Escrever a respeito de datas, algumas, por sinal, bem triviais, é um pão nosso de cada dia e um trabalho também diário de produzir esse alimento. Inclusive questionando a obsessão consumista de determinados produtos de época, tipo bacalhau na Quaresma, ovos de chocolate na Páscoa, comes e bebes e presentes a mancheias no Natal.

Identificar o sublime em meio ao grotesco de certas comemorações se assemelha ao garimpo de ouro de aluvião. Nas mãos, a bateia a peneirar e a lavar areias auríferas, e sem o prognóstico de Tomás Antônio Gonzaga, em “Marília de Dirceu”: “Não verás separar ao hábil negro / do pesado esmeril a grossa areia, / e já brilharem os granetes de oiro / no fundo da bateia”. Verás… ou poderás ver sem recorrer a mercadorias empurradas, mediante lavagem de cérebro, por um tipo de propaganda chata pra caramba, a zunir aos nossos ouvidos e a magnetizar olhares incautos.

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Ricardo Fortes da Costa
Mentes Brilhantes, publicado em 9 de março de 2009
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Ainda a propósito do meu último post sobre meritocracia, ocorreu-me discorrer sobre o fenómeno da distribuição forçada, a propósito de um excelente post do Juan Carrión, intitulado “Las “Cartillas de Racionamiento” del Desempeño“.

Nesta excelente peça de reflexão, o Juan critica de forma brilhante essa tendência idiota para forçar os resultados da avaliação de desempenho nas organizações, obrigando que os mesmos sigam uma curva de distribuição normal.

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Luli Radfahrer
Folha, publicado em 2 de janeiro de 2012
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É incrível como o ambiente se transformou nas últimas décadas. Não é preciso ter cabelos brancos para lembrar da infância como um lugar distante, remoto, caipira. Entre os mais novos é comum a surpresa com a vida pacata de seus pais e avós em comunidades cuja maior rede de comunicação era a fofoca e a realidade mais próxima da Virtual era o Paraíso. Mesmo com eletricidade, TV e telefones, o mundo de 1982 ainda seria compreendido por alguém vindo de 1482.

Não mais. O Futuro, tão anunciado na segunda metade do século passado, parece que finalmente chegou. Presente e imprescindível, ainda que mal-distribuído, ele parece mágica. As inovações cotidianas, de Skype em celulares a chocolates belgas em pleno sertão, são tão rápidas que atordoam. Muitos cultuam Bill Gates, Steve Jobs ou Jeff Bezos, acreditando que a mudança seja invenção deles. Bobagem. Ninguém inventou a confusão, todos são cúmplices.

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