Luli Radfahrer
Folha, publicado em 2 de janeiro de 2012
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É incrível como o ambiente se transformou nas últimas décadas. Não é preciso ter cabelos brancos para lembrar da infância como um lugar distante, remoto, caipira. Entre os mais novos é comum a surpresa com a vida pacata de seus pais e avós em comunidades cuja maior rede de comunicação era a fofoca e a realidade mais próxima da Virtual era o Paraíso. Mesmo com eletricidade, TV e telefones, o mundo de 1982 ainda seria compreendido por alguém vindo de 1482.

Não mais. O Futuro, tão anunciado na segunda metade do século passado, parece que finalmente chegou. Presente e imprescindível, ainda que mal-distribuído, ele parece mágica. As inovações cotidianas, de Skype em celulares a chocolates belgas em pleno sertão, são tão rápidas que atordoam. Muitos cultuam Bill Gates, Steve Jobs ou Jeff Bezos, acreditando que a mudança seja invenção deles. Bobagem. Ninguém inventou a confusão, todos são cúmplices.

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Joseph E. Stiglitz 
O Estado de S.Paulo, publicado em 28 de novembro de 2011
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A revolta iniciada na Primavera Árabe passou pela Espanha e chegou aos EUA com um recado: a democracia não arrumará as coisas sem certa pressão

O movimento de protesto que começou na Tunísia em janeiro espalhou- se para o Egito, depois para a Espanha, e tornou-se global, com protestos engolfando Wall Street e cidades espalhadas pelos EUA. A globalização e as tecnologias modernas permitem que movimentos sociais transcendam fronteiras tão rapidamente como ideias. E o protesto social encontrou solo fértil em toda parte: um sentimento de que o “sistema” fracassou e a convicção de que, mesmo numa democracia, o processo eleitoral não consertará as coisas – ao menos não sem uma forte pressão. 

Há um tema comum entre eles, manifestado pelo movimento Ocupe Wall Street numa frase: “Somos os 99%.”Esse slogan faz eco ao título de um artigo que publiquei recentemente intitulado “Do 1%, para o 1%, e pelo 1%”, descrevendo o enorme aumento da desigualdade nos EUA: 1% da população controla mais de 40% da riqueza e recebe mais de 20% da renda. São pessoas tão ricamente recompensadas não porque tenham contribuído mais para a sociedade, mas porque são, em poucas palavras, bem-sucedidos (e por vezes corruptos) caçadores de renda. 

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Luiz Edmundo Rosa
Diretor de Educação da ABRH – Associação Brasileira de Recursos Humanos
Presidente de Sessão do V Fórum de Gestão de Pessoas do GEduc 2012
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O setor de educação privado vive no Brasil um processo de profundas transformações. Depois de décadas de predominância de instituições familiares e oferta crescente de alunos, ele passa a viver uma nova fase. Constatam-se inúmeras aquisições e consolidações envolvendo grandes grupos empresariais e investidores, nacionais e estrangeiros.

Entre tantos empreendimentos, surge uma nova espécie de empresa, embasada em valores predominantemente financeiros, que se apóia em conceitos de gestão competitiva, buscando gerar o melhor e, se possível, o mais rápido retorno para seus investidores. Com esse propósito são contratados executivos do mercado que comandam processos de reengenharia, redução de custos, padronização de serviços, marketing agressivo etc., oferecendo cursos a preços reduzidos e volume elevado.

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