Roney Signorini

Prof. Roney Signorini
Consultor Educacional
roney.signorini@superig.com.br
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Na sexta-feira, 21, acordamos com o noticiário educacional informando sobre o aumento da carga horária diária na educação básica (fundamental e médio), que pode passar de quatro para cinco horas.

Desnecessário dizer que alguém terá de pagar essa conta, nas públicas e nas privadas. Na área educacional há modalidades diferenciadas de relações trabalhistas: o mensalista, o aulista, o horista, etc.

Assim, subir a carga de 800 horas em 200 dias letivos para 1.000 horas, ou seja, um acréscimo de 25% poderá encarecer essa prestação de serviço diretamente ao Estado e no bolso dos pais.

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Fernando Palacios
Administradores, publicado em 17 de outubro de 2011
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A instituição de educação superior é considerada uma organização estrutural e funcionalmente complexa. Sua complexidade e pluralismo decorrem em razão de seus objetivos múltiplos muitas vezes divergentes que envolvem desde a produção e a difusão do conhecimento e o desenvolvimento tecnológico, até a responsabilidade social, ou seja, a manutenção e a formação de valores sociais responsáveis pelo perfil da sociedade.

Complexidade e pluralismo estão também relacionados ao poder difuso existente no interior da estrutura organizacional (formal e informal) e à forma de atuação de seus agentes baseada no conhecimento dos processos de trabalho que lhes garante autonomia quase que plena, orientando-se, porém, muitas vezes, por valores contraditórios entre os diversos grupos que constituem a organização.

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Antônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
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Etcétera é uma expressão que faz que diz mas não diz. Não enumera. Não determina. Por isso, em nenhum texto de lei se há de encontrar um etc. Tampouco na poesia. A não ser que seja um poema sobre etcétera. Em “ler pelo não, quem dera!”, Paulo Leminski propõe “ler pelo não, além da letra / ver, em cada rima vera, a prima pedra / onde a forma perdida / procura seus etcéteras”. E propõe ainda: “desler, tresler, contraler / elear-se nos ritmos da matéria / no fora, ver o dentro, e, no dentro, o fora / navegar em direção às Índias / e descobrir a América”.

Mas quem disse que a comunicação tem que se esmiuçar em detalhes? “O melhor ainda não foi escrito. O melhor está nas entrelinhas.” “Mas já que se há de escrever, que ao menos não se esmaguem com palavras as entrelinhas”. Pelo menos não vale esmagar com palavras as entrelinhas de Clarice Lispector.

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