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Jeferson Rodrigues do Carmo*
Especialista em Direito e Gestão Educacional
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Em tempos de vagas ociosas, inadimplência e evasão altas é compreensível que as questões sobre as relações de trabalho sejam alijadas dos planos e planejamentos das instituições de ensino superior (IES) privadas. Todos os esforços estão concentrados nas ações que visam diretamente a retenção e captação de alunos. O que não deixa de ser compreensível, na medida em que se trata da sustentabilidade econômico-financeira da instituição, num setor onde já se encontra estabelecida a concorrência predatória, em razão do número excessivo de escolas e, também, por conta do processo de consolidação já em andamento, que já fez surgir grandes conglomerados educacionais (alguns com capital estrangeiro).

No entanto, nada é tão ruim que não possa piorar. Se no lado das receitas as coisas não andam bem, na ponta das despesas o cenário não é menos nebuloso. O Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES) traz em seu bojo um aumento significativo nas exigências para a expedição dos atos autorizativos exarados pelo MEC. O atendimento aos requisitos para a obtenção de tais atos (autorização, reconhecimento, renovação de reconhecimento de cursos ou credenciamento e recredenciamento de IES) implica em aumento das despesas na proporção direta do crescimento da oferta de cursos e vagas.
Este artigo atem-se aos indicadores relacionados ao Corpo Docente das IES privadas, mais especificamente os aspectos que tratam das relações de trabalho no âmbito destas.

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Rubenvaldo Costa e Rachel Milech
O Globo/Opinião, publicado em 23 de março de 2011
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Estamos acompanhando o quanto tem se falado sobre o conflito entre as gerações x e y, assim como a busca pelo modelo de gestão mais eficiente em atrair e reter os talentos jovens. Diversos estudos exploram as diferenças entre as gerações. Mas conceitos não mudam de geração em geração? Por exemplo, o desenvolvimento de determinadas competências, embora algumas sejam valorizadas há 20 anos, não é o mesmo considerado fundamental nos dias de hoje.

Dentre os componentes que definem uma competência – conhecimentos, habilidades e atitudes – o último deles aumentou seu peso em relação aos demais. É claro que hoje tudo evolui em uma velocidade muito maior, o que exige a adaptação e aprendizado em prazos mais curtos. Mas isso não é suficiente para líderes interessados em manter as pessoas motivadas. O desenvolvimento e a prática de atitudes como o diálogo, a valorização, compreensão e consideração das necessidades e expectativas do outro, são fundamentais quando se trata da geração Y.

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Sebastião Luiz de Mello
Presidente do Conselho Federal de Administração (CFA)
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De acordo com dados do Censo da Educação Superior de 2009, divulgado este mês pelo Ministério da Educação (MEC), a Administração é o curso mais procurado no ensino superior. Hoje, o Brasil possui mais de 1.800 Instituições de Ensino Superior (IES) que oferecem o curso de Administração. São mais de 780 mil alunos matriculados e cerca de 108 mil formandos por ano.

Mesmo com tantos Administradores, assim entendido os bacharéis em Administração registrados no Conselho Regional respectivo, é incompreensível que parte considerável de nossas empresas, além do serviço público, esse mais do que a iniciativa privada, ainda insistem em confiar a gestão profissional de seus negócios a pessoas sem formação acadêmica adequada e habilitação legal. A profissão de Administrador, de empresas ou do setor público, encontra-se regulamentada desde o ano de 1965 pela Lei 4.769, de 9 de setembro daquele ano, e precisa ser respeitada e valorizada pela sociedade principalmente em razão de sua importância para a boa saúde das empresas e para que a Administração Pública possa desenvolver suas políticas com maior eficácia e eficiência.

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