Roberta Muriel
Mestre em Administração com ênfase em Inovação e Competitividade, Diretora da Carta Consulta
Gestão Universitária, publicado em 22 de novembro de 2011
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Não é verdade o que estão dizendo sobre a composição das notas do CPC e do IGC tão divulgadas em todo o país na última semana.

Os principais veículos de comunicação estão passando uma ideia, baseados no que diz o Ministério da Educação, de que “o IGC leva em conta, além dos resultados do ENADE, a avaliação do Corpo Docente, das instalações físicas e do projeto pedagógico de cada instituição” e que a avaliação do ensino superior combina três notas “a do desempenho dos estudantes, a do desempenho dos cursos e a do desempenho das instituições”.

É importante esclarecer que o CPC é a composição do ENADE e da avaliação do Corpo Docente, das instalações físicas e do projeto pedagógico de cada instituição sim, como está sendo dito. No entanto, como é feita esta composição?

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Walcyr Carrasco
Revista Época, publicado em 30 de setembro de 2011
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Crianças e adolescentes estão certos que não havia civilização antes do Google e da Apple

Eu me sinto um dinossauro. Surpreso, mas fascinado com este mundo em turbilhão. Vou fazer 60 anos em dezembro. Quase tudo que me cerca era inimaginável quando eu era criança. O mundo foi reinventado diante de mim, estes anos todos. Na minha infância, em Marília, no interior de São Paulo, não havia televisão. Telefone só para a elite. Era preciso se inscrever e aguardar cinco, seis anos para a instalação de uma linha. Ou comprá-la a peso de ouro, de alguém que a transferisse, manobra impensável para minha família de orçamento limitadíssimo. Hoje o mundo é dos celulares. Recentemente, meu aparelho caiu no chão e quebrou. Entrei em surto até conseguir outro, novinho, em que coloquei o mesmo chip. Aposto que já tem psicólogo tratando crise de abstinência de celular. A primeira televisão de minha família, quando me mudei para São Paulo, aos 15 anos, era em preto e branco. O tempo voou. E com ele as invenções se insinuaram na minha vida: TV colorida, CD, videocassete, DVD e Blu-ray. Quando dou palestras em escolas, tento explicar como era a vida sem e-mail e videogame. Crianças e adolescentes me encaram desconfiados. Devem achar que sou maluco. Estão certos que não havia civilização antes do Google e da Apple. Já pensei em criar um conto de fadas para explicar. Algo assim:

– Há muitos e muitos anos, em um tempo em que não existiam e-mail, Twitter ou Facebook, vivia uma linda princesa…

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Édson Franco
Advogado, jornalista e professor universitário – Diretor da Faculdade de Estudos Avançado do Pará
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Quase ao mesmo tempo em que o Ministro Haddad dizia da sua decisão de reduzir vagas nas instituições de ensino superior que não demonstraram a suficiente qualidade educacional em vista do processo de avaliação ministerial, a Rede Globo, através do FANTÁSTICO revelava a situação calamitosa da Universidade Federal de Rondônia (UNIR).

Ficamos de boca aberta com as imagens que foram apresentadas e com as denúncias de professores e alunos sobre o descalabro daquela Instituição.

Como num filme relembrei do nascimento da UNIR. O Ministro Andreazza tinha interesse na criação daquela universidade. Com um outro companheiro de trabalho cheguei a preparar o projeto preliminar da Instituição. Visitei o interior do então Território para fazer algo condizente com as necessidades da Região. Logo depois – não passaram dois anos – fui chamado pela então Ministra Esther Ferraz para ir até lá para resolver um problema de “inchaço” de funcionários da UNIR. Fui e ajudei no que pude. A Universidade teria virado “cabide de empregos”, especialmente na campanha política daquela época.

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