Wanda Camargo
Educadora e presidente da Comissão do Processo Seletivo das Faculdades Integradas do Brasil – UniBrasil
***

O atual ministro da Educação está deixando o cargo. Não se trata de perda irreparável, embora o ocupante não tenha sido protagonista de nenhuma das historias infelizes que defenestraram tantos de seus colegas ministros. Não se destacou pelo brilho administrativo, pelo contrário, sai chamuscado por sucessivas e quase infantis demonstrações de incompetência na realização do ENEM, o Exame Nacional do Ensino Médio, uma das melhores políticas de Estado para a educação brasileira, projeto de alcance estratégico e interesse nacional, tratado como se fosse uma obra insignificante em algum grotão, que deve ser concluída no mandato do prefeito de turno, para a festa de inauguração, os discursos, os votos.

O ministério da Educação já foi ocupado por cavalgaduras ilustres, e também por pessoas da dimensão de Darcy Ribeiro e Cristovam Buarque (demitido por telefone!); já recebeu o auxílio luxuoso de Carlos Drummond de Andrade, Cândido Portinari, Heitor Vila-Lobos, Cecília Meireles. Poucos ministros o usaram exclusivamente como trampolim para suas ambições eleitorais; em princípio a função é relevante, sonhada por professores bem intencionados e desejosos de contribuir para com o futuro da educação brasileira, currículo que se exibiria com orgulho, uma das mais importantes pastas para garantir a perspectiva de inserção do país no primeiro mundo.

Leia mais »

 
Renata Damásio
Consultora Sênior da Cia de Talentos
***

“Tem coisas que nós temos que saber que não estão no Google, pense nisso! Onde você vai encontrar? Só entrando em você mesmo todos os dias da sua vida”. É com essa frase do jornalista Marcelo Tas que o livro “Carreira: você está cuidando da sua?” inicia uma importante discussão: há uma receita de sucesso para o profissional em início de carreira? O que vinte e um profissionais das mais diversas áreas de atuação profissional e que chegaram lá têm em comum? As respostas dessas perguntas não demoram a surgir quando os títulos de cada capítulo do livro denunciam: você é o protagonista da sua carreira! Não existem regras, dicas e receitas de sucesso que possam ser efetivas na trajetória profissional de alguém, caso não inclua a reflexão de quem é esse profissional e aonde ele quer chegar.

Na carreira, assim como na vida, é preciso fazer escolhas. E para fazê-las sem arrependimento ou sofrimento é necessário autoconhecimento. Quem sou eu? Quais são os meus valores? Qual o meu propósito de vida? Como eu defino sucesso? Quais são os meus talentos? Sem as respostas dessas reflexões fica muito difícil fazer escolhas profissionais. Ainda mais no atual cenário, no qual há muitas opções de carreira e as oportunidades oferecidas pelo mercado de trabalho só tendem a crescer.

Leia mais »

 
Antônio de Oliveira
Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)
antonioliveira2011@live.com
***

Passadas as festividades de fim de ano, eu também ainda me pergunto, como Cyro dos Anjos que indaga da comemoração do Natal: “Que elemento se introduzirá na essência das coisas para que tudo venha, assim, apresentar uma face nova e desconhecida, e para que todos os seres ganhem uma expressão especial, quase graciosa, de agitada felicidade?” Em gran finale, bem à brasileira, sem neve nem trenó, Cyro dos Anjos arremata: “As árvores se fazem mais verdes, e os pardais, como cantam!” Nem mesmo as chuvas que costumam cair torrencialmente, nessa época, ofuscam o esplendoroso brilho das luzes de Natal. Aliás, culturalmente, o Natal apresenta mais charme que a própria Páscoa, eixo do ano litúrgico, portanto de significado central.

Por sua vez, o consumismo toma conta do ambiente. Atraídos pela propaganda, apresentamos um cartão mágico, digitamos uma senha, e pronto! Processando… Retira-se o cartão. A comemoração está sacramentada… e a dívida, contraída. Na verdade, o Natal, em 25 de dezembro, coincide com o fim do ano. E aí encontro uma explicação para essa efervescência, mesmo no lodo e na lama das enchentes. Passagem de ano une fim e começo, o feito, o desfeito e o por fazer, liquidação, novos empreendimentos, novos propósitos. Novo amanhecer, novo dia, ano novo, “vida nova, esperanças simples e simples esperanças”. Além disso, embora o Natal seja festejado praticamente no mundo todo, no Brasil não temos estações do ano diferenciadas. Nossas estações correspondem a calor, estiagem, chuvas, frio sem neve. A primavera, por exemplo, não tem para nós o mesmo glamour de outros países. É mais um mote poético, inclusive associado aos aniversários: completar tantas primaveras.

Leia mais »

 
Números do Ensino Superior
Categorias
Autores
Arquivos
Visitantes
wordpress analytics