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Mozart Neves Ramos
Conselheiro do Todos Pela Educação, professor da UFPE e membro do Conselho Nacional de Educação
Correio Braziliense, publicado em 17 de fevereiro de 2011
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O Ministério da Educação (MEC) encaminhou, no fim do ano passado, ao Congresso Nacional o novo Plano Nacional de Educação (PNE), que contém as metas e estratégias que servem como diretrizes para melhoraria da educação brasileira nos próximos 10 anos (2011-2020). Trata-se de um projeto de 20 metas com importante foco na educação básica e com estratégias bem definidas para se alcançar cada uma delas. E, como o grande desafio é prover uma educação pública de qualidade para todos os brasileiros, fica claro nesse novo PNE a preocupação com a valorização do magistério.

O país precisa urgentemente resgatar o valor do professor na sociedade, tornando a carreira do magistério objeto de desejo para os jovens, assim como é nos países que estão no topo da educação mundial, como Finlândia, Coreia do Sul e Cingapura. Na Finlândia, por exemplo, ao contrário do que ocorre no Brasil, é extremamente alta a demanda pelo programa de formação de professores em sala de aula oferecido nas universidades: há tantos candidatos que apenas 10% podem ser admitidos.

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Mara Regina Lemes de Sordi*
Doutora e pós-doutora em Educação
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A qualidade da educação superior tem sido sobejamente associada à intensificação dos processos de avaliação que incidem sobre as instituições de ensino, seus cursos e professores. Isso tem ampliado a importância da avaliação e explicado a primazia da avaliação externa sobre os processos de autoavaliação institucional justificada pelo compromisso de prestação pública de contas de modo a atender interesses nem sempre conciliáveis.

Alguns usam os informes da avaliação para proposição ou retomada de projetos pedagógicos consistentes; outros para eleição de estratégias mais pontuais visando à obtenção de bons resultados nos exames nacionais enveredando por um viés utilitarista. Há ainda aqueles que baseados nos números da avaliação divulgados pela mídia, planejam seu futuro, convencidos de que, por meio da entrada em uma instituição de ensino bem situada no ranqueamento educacional, terão assegurado o sucesso individual.

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Gilberto Dimenstein
Portal do Aprendiz, publicado em 14 de fevereiro de 2011
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Quando encontra dificuldade para ajudar o filho na lição de casa, Bill Gates aciona o professor Salman Khan. “Tudo fica fácil”, diz Gates, que, nos últimos anos, vem gastando dezenas de milhões de dólares em sua fundação para descobrir novos jeitos de educar.

Filho de família da Índia e de Bangladesh, Khan tem um currículo capaz de impressionar qualquer gênio: no MIT (Instituto Tecnológico de Massachusetts), fez matemática, engenharia elétrica e ciência da computação; em Harvard, administração. Mas o que impressiona mesmo Gates é o valor das aulas: são de graça e acessíveis a qualquer um – aliás, neste momento, se quiser, você também pode entrar na internet e receber as mesmas aulas.

Khan foi um dos personagens que influenciaram Gates a escrever um texto em que sugere a substituição dos professores convencionais por aulas, acompanhadas de exercícios, gravadas com recursos multimeios por professores como Khan e distribuídas para todos. “É melhor uma boa aula desse tipo do que as dadas por professores medíocres”, provoca o criador da Microsoft.

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