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Candido Mendes*
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Não há unanimidade quanto à educação se não se elegerem as prioridades de um programa de mudança, como pede qualquer ideário de desenvolvimento. Da mesma forma, a sua abordagem, em termos de políticas públicas, passou por sucessivas e distintas tônicas. Da luta contra o analfabetismo à expansão compulsória do ensino secundário e ao esforço do investimento público na sua aceleração. A meta do terceiro grau chega tarde, mas na ênfase que assume no governo Lula, ao postular o acesso a todos os níveis de educação dos estratos desmunidos do país.

As urgências óbvias

São múltiplos as instâncias, os fóruns, os cenáculos em que se poderá partir para a implantação da reforma do terceiro grau. Esse desiderato brasileiro tem o lugar cativo da utopia na nossa cabeça e nele se instala como o seu próprio mito. É sua a rotina própria das tarefas inconclusas, em que se purgam uma visão ideal de políticas públicas, o voluntarismo das mudanças e seu permanente recomeço. Ela se agudiza, exatamente, quando a mudança, como agora, torna-se viável e se antecipa na perspectiva sem concessão de seus cenários. No cerne desse perene embate estarão as redefinições da autonomia universitária, das condições de decisão do seu corpus coletivo, do âmbito da universidade pública e do caráter gratuito da sua prestação. Ou do fomento aos turnos noturnos de seus campi.

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 Profa. Maria Carmem Tavares Christóvam
Consultora Educacional
Genesis@genesisedu.com.br
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Para pensar num sistema educacional que promova uma prática pedagógica divergente das tendências atuais, é preciso, segundo uma visão holística, repensar a gênese do projeto pedagógico. É necessário, também, reformular sua análise sob os ângulos do desenvolvimento institucional, que abrange, além da capacitação do docente, a missão, visão, valores, premissas da instituição e sugestões para a sua implementação. No entanto, a partir do momento em que começamos a conceber uma escola de prática diferenciada com maior isenção e menor espírito de autodefesa, somos capazes de antever. Diríamos até, com certa precisão, que o desequilíbrio existente entre a cronologia biopsicossociológica e o tempo das realizações, na esfera profissional, está com os seus dias contados.

     É claro que o reconhecimento do descompasso não tem o poder de diminuir a inquietação gerada no corpo diretivo, docente, discente e na comunidade. Porém a esperança se infiltra quando nos damos conta de que, na nova ordem econômica e social, o futuro pertence àqueles que o estão construindo hoje. Portanto, ao iniciarmos a caminhada da escola que temos hoje para a escola que queremos, faz-se necessário um plano de ação mais abrangente que nos norteie e oriente.

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Angelica Bocca Rossi
Pedagoga, pós-graduada em EaD, assessora para assuntos educacionais do Ensino Superior
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As Instituições de Ensino Superior – IES estão sendo obrigadas a oferecer programas de Nivelamento como parte do processo de Atendimento ao Discente. Mas, antes de falarmos sobre o “dever” de as IES oferecerem o tal Nivelamento, vamos pensar nas causas. Pra começar poderíamos refletir um pouco sobre o propósito do vestibular. Após algumas pesquisas concluo que o chamado vestibular (palavra referenciada de vestíbulo, pequeno espaço entre a rua e a porta de entra de um prédio) foi criado por Decreto do governo do Marechal Hermes da Fonseca em 1911 com o intuito de selecionar alunos para as vagas nas faculdades de Medicina do Rio de Janeiro e da Bahia e na Faculdade de Direito de São Paulo, pois, até então, o acesso era restrito aos alunos aprovados nos cursos preparatórios ou nos exames de madureza realizado no final do ensino médio.

Então vejamos, se o vestibular foi criado para selecionar os melhores para cursarem o ensino superior por uma questão de falta de vagas e excesso de candidatos, como se explica hoje um processo seletivo nas IES particulares, uma vez que, o número de vagas são maiores que o número de candidatos? Esta é outra questão para ser muito discutida… Vamos considerar esta seleção ainda válida em relação às Instituições públicas, pois, até os dias de hoje, a quantidade de candidatos é sempre maior do que o número de vagas oferecidas e, os candidatos, em sua maioria, são egressos da rede particular de ensino que, se empenha muitíssimo para aprovar o maior número de alunos nas Instituições de Ensino Superior Públicas. Isso, de alguma forma, depõe contra o próprio sistema público de ensino no nível básico.

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