Fernando Veloso
Folha, publicado em 19 de setembro de 2011
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As diversas interpretações da crise financeira internacional em geral enfatizam desequilíbrios macroeconômicos e falhas na regulação do sistema financeiro. No livro “Fault Lines: How Hidden Fractures Still Threaten the World Economy”, o economista Raghuram Rajan, da Universidade de Chicago, acrescenta um elemento surpreendente: a ineficiência do sistema educacional americano.

Nas últimas três décadas, houve uma elevação significativa da desigualdade de renda nos Estados Unidos.

Isso decorreu principalmente de um grande aumento da desigualdade salarial.

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Editorial
O Estado de S.Paulo, publicado em 18 de setembro de 2011
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Uma semana depois de o Enem de 2010 ter mostrado uma acentuada queda no desempenho das 50 melhores escolas de São Paulo, a cidade na qual pretende candidatar-se a prefeito em 2012, o ministro da Educação, Fernando Haddad, foi vaiado na Faculdade de Educação da USP e se envolveu em bate-boca com estudantes que criticavam a situação de abandono de várias instituições federais de ensino superior.

A expansão das universidades federais é uma das bandeiras que Haddad pretende usar em sua campanha eleitoral e os estudantes que o vaiaram eram, justamente, supostos beneficiários de sua política. Criadas com base mais em critérios de marketing político do que acadêmicos, tendo em vista a eleição presidencial de 2010, várias universidades federais foram inauguradas às pressas em instalações improvisadas, sem laboratórios e professores em número suficiente.

Por isso, os grupos e facções estudantis que não se deixaram cooptar pelo governo federal – que converteu a UNE numa entidade chapa branca, por meio de generosos repasses financeiros – definiram uma pauta de reivindicações e um cronograma de protestos contra Haddad. Também acusam o ministro de não reivindicar um aumento mais expressivo do orçamento da educação.

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Prof. Dr. Valmor Bolan
Doutor em Sociologia. Conselheiro da OUI-IOHE (Organização Universitária Interamericana) no Brasil. Membro da Comissão Ministerial do Prouni (CONAP). Consultor da Presidência da Anhanguera Educacional
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Os resultados do ENEM, avaliando o sistema de ensino no Brasil, indica uma situação ainda longe do que desejamos, sobretudo na educação brasileira pública, com evidências de falhas e lacunas que ainda não foram superadas, especialmente na rede pública. O fato é que as dificuldades já conhecidas parecem que vão se ampliando, na medida em que aumentam as demandas, sem que estejam resolvidos os problemas antigos. O quadro geral não é satisfatório, e obriga o governo brasileiro a realmente tomar providências no sentido de priorizar a educação em nosso País, tendo em vista os desafios cada vez mais complexos do mundo globalizado. Faz-se necessário um maior empenho para integrar humanismo e tecnologia, para que os cidadãos brasileiros sejam capacitados e qualificados para o mercado de trabalho. E mais: com princípios e valores que dão dignidade à vida.

Melhorar a infra-estrutura, com espaços físicos mais adequados, com salas de aulas equipadas com o suporte tecnológico e informacional que atendam às necessidades de professores e alunos, para um bom aproveitamento dos estudos. O que vemos ainda em muitas cidades, são salas de aulas precárias, sem acústica apropriada, o que exige mais esforço de professores, além do número grande de estudantes por sala, aumentando ainda mais o estresse e a queda do nível de ensino, e também favorecendo a indisciplina. Nesse ponto, ficou comprovado pelos dados do Enem, que as escolas com as melhores notas entenderam e puseram em prática medotologias nada demagógicas, focando, sim, na disciplina, como um fator importante na motivação a um bom rendimento escolar.

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