Entrevista com Oscar Hipólito
Carta Capital, publicado em 27 de abril de 2011
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A evasão de estudantes do Ensino Superior é um dos principais problemas da educação brasileira e causou um prejuízo estimado em 9 bilhões de reais na economia do País somente em 2009. Esses são alguns dos dados analisados pelo pesquisador Oscar Hipólito, ligado ao Instituto Lobo, por meio do Censo que o Ministério da Educação (MEC) realiza anualmente com as instituições de Ensino Superior no Brasil.

Segundo os números do MEC, 896.455 estudantes abandonaram a universidade entre 2008 e 2009, o que representa 20,9% dos alunos no Ensino Superior no momento, em média – ou seja, um em cada cinco alunos. Esse número já foi maior, mas ainda está muito além do que preza um bom projeto de Ensino Superior nacional. “Toda a macroeconomia é afetada com isso, pois não tem gente formada para movimentar o sistema. Com isso, acarreta a falta de desenvolvimento científico e tecnológico, e sem tecnologia própria você não tem um país desenvolvido”, diz Hipólito.

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Zygmunt Bauman*
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O amor parece desfrutar de um status diferente do de outros acontecimentos únicos.

De fato, é possível que alguém se apaixone mais de uma vez, e algumas pessoas se gabam – ou se queixam – de que apaixonar-se e “desapaixonar-se” é algo que lhes acontece (assim como a outras pessoas que vêm a conhecer nesse processo) de modo muito fácil. Todos nós já ouvimos histórias sobre pessoas particularmente “propensas” ou “veneráveis” ao amor.

Há bases bastante sólidas para ver o amor, e em particular a condição de “apaixonado”, como – quase que por sua própria natureza – uma condição recorrente, passível de repetição, que inclusive nos convida a seguidas tentativas. Pressionados, a maioria de nós poderia enumerar momentos em que nos sentimos apaixonados e de fato estávamos. Pode-se supor (mas será uma suposição fundamentada) que em nossa época cresce rapidamente o número de pessoas que tendem a chamar de amor mais de uma de suas experiências de vida, que não garantiriam que o amor que atualmente vivenciam é o último e que têm a expectativa de viver outras experiências como essa no futuro. Não devemos nos surpreender se essa suposição se mostra correta. Afinal, a definição romântica do amor como “até que a morte nos separe” está decididamente fora de moda, tendo deixado para trás seu tempo de vida útil em função da radical alteração das estruturas de parentesco às quais costumava servir e de onde extraía seu vigor e sua valorização. Mas o desaparecimento dessa noção significa, inevitavelmente, a facilitação dos testes pelos quais uma experiência deve passar para ser chamada de “amor”. Em vez de haver mais pessoas atingindo mais vezes os elevados padrões do amor, esses padrões foram baixados. Como resultado, o conjunto de experiências às quais nos referimos com a palavra amor expandiu-se muito. Noites avulsas de sexo são referidas pelo codinome de “fazer amor”.

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Ana Cássia Maturano *
G1, publicado em 1º de setembro de 2011
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Estão abertas as inscrições para os vestibulares. Com isso, não basta que se tenha estudado para as provas. Algo que os alunos estão fazendo há anos (ao menos as escolas têm exigido). É necessário que se tenha pensado em qual carreira profissional disputar nessa prova. O que terão que dizer quando preencherem os formulários.

Aquilo que deveria ter sido pensado e trabalhado com tempo, mas dificilmente totalmente resolvido, cai na teia do desespero – não se sabe ao certo o que escolher. Espera-se uma solução mágica.

E a solução vista por muitos é a dos testes vocacionais. Que ajudam, sem dúvida. Mas jamais vão ter o poder de decidir o futuro de alguém. Nem eles, nem os profissionais que os utilizam.

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