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Vítor Wilher *

Essa é uma pergunta que parece atordoar a todos aqueles minimamente preocupados com o futuro do Brasil. Apesar disso, pouco se compreende do problema principal. Os empresários do setor são tratados como “porcos capitalistas”, cujo único objetivo é encher os bolsos de dinheiro. Ignoram, por suposto, a qualidade de um serviço que é considerado por muitos, público. Mas será que os donos de universidades privadas são, de fato, os reais vilões dessa história?
A lógica econômica do mercado de educação superior no Brasil indica que não. Há um problema estrutural que faz com que as universidades privadas tenham se expandido nos últimos anos sem se preocupar muito com a qualidade dos seus cursos. No presente artigo é investigado esse e outros questionamentos que envolvem a estrutura do mercado de educação no país.
Em primeiro lugar, é preciso entender que a educação superior não pode ser considerada um bem/serviço público, pois não atende duas condições básicas relacionadas a tais bens: a) o custo adicional por um indivíduo a mais se beneficiar do bem ser zero; b) ser muito difícil (senão impossível), excluir uma pessoa que esteja interessada em se beneficiar do bem. A iluminação de uma rua pode ser considerada um bem público, pois pouco importa se cem ou duzentas pessoas a utilizam: não há custo adicional por pessoa para prover a mesma. Além disso, é muito difícil excluir alguém de se beneficiar de tal iluminação.
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Cláudio Gonçalves *
Diretor da Manufactura de Propaganda.

Sobre as práticas de marketing educacional utilizadas por americanos e europeus.

A primeira coisa que devemos levar em consideração quando analisamos práticas de marketing educacional de outros países é que, como o produto é educação, diferenças culturais têm um peso muitíssimo maior.

Claro que nossos modelos econômicos e estrutura de educação privada são díspares dos que encontramos, por exemplo, nos Estados Unidos ou na Europa, onde o custeio do sistema privado é radicalmente diferente do nosso.

Nos Estados Unidos, doações de ex-alunos são, não raramente, importantes na composição de receitas das instituições. No Brasil, isso praticamente não existe.
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Dilvo Ristoff.
Reitor da Universidade Federal da Fronteira Sul.
Artigo publicado em “O Globo”.

“O acesso fácil a informação gerou a era do espanto, da instabilidade de doutores, mestres e pseudoespecialistas”
“O Twitter é uma rudimentar rede de conexão social”, disse Biz Stone, em novembro último, em Doha. Há, segundo ele, muito a fazer para tirar proveito dos 4,4 bilhões de telefones celulares e de 1 bilhão de contas de internet espalhados pelo planeta.
O criador do Twitter esteve com Sugata Mitra, o autor de “A hole in the wall” – que instalou computadores nas ruas de cidades para onde bons professores não querem ir. Queria ver o que aconteceria com as crianças! Para a sua surpresa, em três meses, sozinhas, elas aprenderam a usar o computador e, como todos nós, a exigir um processador mais veloz.
Sem qualquer ajuda, as crianças aprenderam 30% dos conteúdos de genética disponibilizados e, com o auxílio de um tutor, superaram os estudantes das melhores escolas da Índia.
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