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(*) Guiomar Namo De Mello
Diário do Povo/PI (Opinião) – 15/07/2010
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Permeia o imaginário pedagógico brasileiro a visão do ensino como um processo de criatividade perpétua no qual o professor inventa e reinventa tudo de novo, todo dia.

Essa visão ignora que o ensino, embora seja uma prática sujeita ao “toque” pessoal, como toda prática, tem um lado estruturante: precisa ser organizado no tempo e no espaço; o professor precisa saber o que ensinar (conteúdos); quando (ano escolar, série ou período); como ensinar (conjunto de saberes e fazeres que envolvem métodos e orientações para organizar a aula) e com que ritmo (ordenação e cadência).

Para quem domina bem o conteúdo e a forma de ensiná-lo, a estruturação será um roteiro básico a ser adotado de modo flexível. Para o inexperiente ou que não sabe ensinar porque não aprendeu, a estruturação é a salvação de seus alunos: ajuda o professor a cumprir um roteiro de ações e procedimentos que propiciam aprendizagem aos alunos que estão na escola hoje, e facilita que ele acumule experiência e conhecimentos práticos, para ser mais criativo no futuro.

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Profa. Dra. Leda R. Castilho
COPPE/UFRJ
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TEXTO SUBMETIDO A “O GLOBO”:

Ilmo. Sr. Editor d’O Globo:

Foi com surpresa e indignação que li a reportagem (com chamada de 1ª página) de domingo, 11/7/10, intitulada “Ensino superior, mas nem tanto”. A matéria toma exemplos isolados para destacar apenas aspectos negativos da Universidade Federal do Rio de Janeiro, ignorando o excelente desempenho apresentado pelos seus egressos em concursos e em provas nacionais como o ENADE, desempenho este confirmado pela preferência do mercado de trabalho por profissionais formados na UFRJ.

Mostrando números oriundos de uma única fonte, a matéria ignora dados públicos disponíveis no site da PR3-UFRJ que demonstram que, em 2009, foram iniciadas e/ou licitadas inúmeras obras (salas de aula, restaurantes universitários, bibliotecas, etc.), financiadas pelo programa do governo federal REUNI, de expansão das universidades federais. A matéria ignora, ainda, que a adesão ao referido programa foi voluntária e amplamente discutida nos colegiados de cada uma das faculdades envolvidas. Nenhuma decisão de aumento de vagas foi tomada de forma irresponsável. A contratação, somente em 2010, de 500 novos professores, e o aumento em cerca de 10 vezes (de 3,6 para 34,6 milhões de reais), entre 2003 e 2008, das verbas de investimento repassadas pelo governo federal à UFRJ, são uma prova disso.

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Alessandra Duarte e Carolina Benevides
O Globo – 11/07/2010
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Governo amplia rede de universidades, mas UFRJ, a mais antiga, sofre com falta de manutenção, insegurança e expansão desordenada

Prestes a deixar o governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva diz ter criado mais universidades federais que qualquer outro presidente. Mas oito das 13 que afirma ter feito, na verdade, já existiam e foram ampliadas ou federalizadas. Enquanto isso, porém, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a primeira do Brasil, sofre com a falta de estrutura e a expansão desordenada, o que compromete a qualidade dos cursos. Na medicina, turmas com até cem alunos têm aulas de anatomia em só duas peças de cadáver. Na arquitetura, as pranchetas usadas são obsoletas, reclamam os alunos. Na comunicação, das 12 câmeras fotográficas, seis estão quebradas.

Há problemas graves ainda no alojamento e no Hospital Clementino Fraga Filho, usado como hospital escola.

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