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Maurício Garcia

Prof. Dr. Maurício Garcia

Vice-Presidente de Planejamento e Ensino DeVry Brasil
mgarcia@devrybrasil.com.br
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Parece que foi assim: um monge beneditino do Sec. XI, chamado Guido d’Arezzo, gostava de uma canção em homenagem a São João Batista, chamada “Ut queant laxis”(1). E, de cada verso em latim dessa canção, extraiu as primeiras letras para dar nome as notas musicais do sistema que estava criando. Surgiram então UT, RE, MI, FA, SOL, LA e SI (UT depois virou DO). Essas notas, passou a registrá-las em cinco linhas horizontais, ou pautas, e com isso nascia o moderno sistema de notação musical, as chamadas partituras.

Mas muita gente pode pensar: se os músicos de uma orquestra são tão profissionais, porque eles precisam de partituras para tocar? Porque não tocam de cor?

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Ari Riboldi
Zero Hora, publicado em 12 de janeiro de 2011
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Vestibular origina-se do latim “vestibulum”, espaço entre uma casa e a rua, pórtico, coberto saliente sobre a entrada de um edifício, alpendre, peça de entrada que dá passagem a outras peças da casa. Vestíbulo teve como sentido mais comum: entrada de casa, de acampamento, de túmulo. De vestíbulo surgiu, como metáfora, concurso vestibular de quem, afinal, se habilita a ingressar no edifício da faculdade.

Por estranho que pareça, estábulo também viria da mesma raiz de “vestibulum”, tendo em comum o verbo “stare”, estar. É a estrebaria, área coberta onde se abriga o gado. A palavra latina ganhou notoriedade, distinção semântica, pois passou a significar soleira de academia, forma de ingresso em curso superior. O caminho outrora percorrido pelos bichos, entre os romanos, hoje é brete de estudantes para chegar antes que os concorrentes, com o objetivo de garantirem o direito de ali adentrar e estar. Quem passa no vestibular é denominado bicho em oposição ao veterano. A única explicação possível para o emprego do termo bicho como calouro seria a de que é comparado a um animal, como se fosse um animal ainda não acostumado ao novo ambiente, em oposição ao veterano, já experiente naquele meio. Essa versão faz lembrar os vestíbulos romanos e principalmente os estábulos.

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Dr. Gabriel Mario Rodrigues
Presidente da ABMES
 
Reitor da Universidade Anhembi Morumbi
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Quando o economista Jim O’Neal criou a sigla BRIC, mostrando a mudança na hierarquia das nações, era difícil imaginar quem a desprezaria. Nos últimos tempos, curiosamente, esse desprezo surgiu nos lugares mais imprevisíveis, por exemplo, nos célebres rankings mundiais entre universidades. É tão estranho, mas os cantos do mundo que fizeram a economia mundial girar, antes e depois da crise do subprime, foram exatamente os que não ficaram bem na foto dos rankings de 2010, tanto na classificação do Times Higher Education, como na do QS, aquela outra classificação que colocou Harvard em segundo lugar, depois de Cambridge. Ainda pior é que, muitas vezes, faculdades isoladas movem o mundo ao seu redor e os rankings nem notam. Aliás, como medir o salto de qualidade na economia regional da chegada de uma pequena universidade, seja no interior da Tailândia, seja a duzentos quilômetros da capital de Paraíba?

Esses tropeços dos rankings pedem alguma ponderação: afinal, a economia chinesa que é a segunda do mundo, merece ter sua maior universidade como a 37º do planeta? Será que a China não precisou de boas universidades para ultrapassar o PIB japonês? Seria, portanto, apenas sensato que a palavra “relatividade” acompanhasse as festas, ou as choradeiras, que sempre aparecem depois das publicações desses rankings. Mas, não é o que acontece. Na verdade, acabamos convivendo com a impressão de que é melhor cuidar da posição no ranking do que, efetivamente, avançar no desempenho acadêmico. Esta segunda tarefa, melhorar o ensino, tem sentido bem claro: agregar, somar valor ao conhecimento dos que investem tempo, dinheiro e vontade em educação superior.

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